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Há uma grande diferença entre praticar uma religião e experimentar um relacionamento com Deus. Há uma grande diferença entre religião e salvação. Há muitas religiões, mas um só Deus e um só Evangelho. Religião vem dos homens; "O Evangelho é o poder de Deus para a salvação por meio de Jesus Cristo". Religião é o ópio do povo; Salvação é presente de Deus ao homem perdido. Religião é história do homem pecador que precisa fazer alguma coisa para o seu deus imaginado. O Evangelho nos diz o que o Deus Santo fez pelo homem pecador. Religião procura um deus; O Evangelho é a Boa Nova de que Jesus Cristo procura o homem que se encontra no caminho errado. "Porque o Filho do Homem veio salvar o que se havia perdido" (Mateus 18:11). O Evangelho muda o ser humano por dentro por meio da presença do Espírito Santo de Deus em seu coração. Nenhuma religião tem um salvador ressuscitado, que perdoa os pecados e dá vida eterna, pois só Jesus Cristo venceu a morte. Por isso, dirija-se só a Jesus Cristo. Ele é o único que pode perdoar os seus pecados e lhe dar vida nova nesta vida e vida eterna no reino de Deus. "Crê no Senhor Jesus, e serás salvo" (Atos 16:31). "E o sangue de Jesus , Seu Filho, nos purifica de todo o pecado" (I João 1:7). Receba a Jesus AGORA em seu coração como seu Salvador e como único Senhor de sua vida. "Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações"; "Hoje é o dia da Salvação". E depois de aceitar a Cristo Ele diz: "Se me amais, guardai os meus mandamentos" (João 14:15). "Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor" (João 15:10). "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele" (João 14:21).

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A Segunda Vinda de Cristo e o Juízo Final: Nas Palavras de Jesus

 


A Segunda Vinda de Cristo e o Juízo Final: Nas Palavras de Jesus

A segunda vinda de Jesus Cristo e o juízo final são temas centrais na escatologia cristã, permeando os ensinamentos de Jesus e os escritos do Novo Testamento. Este estudo bíblico busca explorar as palavras de Jesus sobre esses eventos, além de oferecer reflexões sobre como os cristãos podem se preparar para esse momento decisivo.

Os Ensinamentos de Jesus sobre a Sua Segunda Vinda

Jesus falou abertamente sobre o seu retorno glorioso, um evento que marcaria o fim da era presente e o início do Reino de Deus em sua plenitude. Alguns pontos-chave de seus ensinamentos incluem:

O Juízo Final nas Palavras de Jesus

Jesus também falou sobre o juízo final, um momento em que todas as pessoas seriam responsabilizadas por suas ações. Alguns aspectos importantes desse julgamento incluem:

Preparação Prática para a Segunda Vinda e o Juízo Final

A Bíblia nos ensina que a preparação para a segunda vinda de Cristo e o juízo final não é apenas uma questão de crença, mas também de prática. Algumas maneiras pelas quais os cristãos podem se preparar incluem:

A segunda vinda de Jesus e o juízo final são eventos futuros que devem moldar a maneira como vivemos no presente. Ao vivermos em obediência a Deus e em serviço ao próximo, podemos nos preparar para encontrar nosso Senhor com alegria e confiança.

Frases de Jesus sobre sua segunda vinda e o juízo final:

  1. "Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então recompensará a cada um segundo as suas obras." (Mateus 16:27) 
  2. "E, quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas." (Mateus 25:31-32) 
  3. "Em verdade vos digo que, quando o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, vós, que me seguistes, também vos assentareis em doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel." (Mateus 19:28)
  4. "E, se eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também." (João 14:3)
  5. "Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa." (Apocalipse 3:11)
  6. "Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia, e guarda as suas roupas, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas." (Apocalipse 16:15)
  7. "E, se alguém ouvir as minhas palavras, e não crer, eu não o julgo; porque eu não vim para julgar o mundo, mas para salvar o mundo. Quem me rejeitar, e não receber as minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia." (João 12:47-48)   
  8. "Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem." (Mateus 24:27)  
  9. "E enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus." (Mateus 24:31)
  10. "Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai." (Mateus 24:36)
  11. "Por isso, estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis." (Mateus 24:44)
  12. "E, quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas." (Mateus 25:31-32)   
  13. "E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna." (Mateus 25:46)
  14. "Em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou til jamais passará da lei, sem que tudo seja cumprido." (Mateus 5:18)
  15. "E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória." (Mateus 24:29-30)
  16. "Porque o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo; Para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou." (João 5:22-23)   
  17. "Na verdade, na verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão." (João 5:25)  
  18. "E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação." (João 5:29) 
  19. "Eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra." (Apocalipse 22:12)
  20. "Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor." (Mateus 24:42)
  21. "Mas, quando vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?" (Lucas 18:8)

Senhor Deus, Pai Todo-Poderoso,

Agradecemos-te por este estudo sobre a segunda vinda de Jesus Cristo e o juízo final. Que as palavras de Jesus, nosso Salvador, penetrem em nossos corações e nos inspirem a viver em constante vigilância e prontidão.

Concede-nos a graça de compreender a natureza repentina e gloriosa do retorno de Cristo, e que os sinais dos tempos nos despertem para a necessidade de santidade e justiça. Ajuda-nos a amar a Ti e ao nosso próximo, demonstrando compaixão e misericórdia em nossas ações.

Senhor, que a realidade do juízo final nos motive a viver em obediência à Tua vontade, sabendo que seremos responsabilizados por nossas palavras e ações. Fortalece-nos para compartilhar o evangelho com aqueles que ainda não Te conhecem, para que também possam se preparar para a vinda de Cristo.

Pai, concede-nos a sabedoria e a força para viver em santidade, vigiando e orando, até o dia em que nos encontrarmos face a face com nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.

Em nome de Jesus, oramos. Amém.

Diagrama Profético: "A Operação do Erro" - Eventos Finais Antes do Retorno de Jesus Cristo

 




Está Surgindo Uma Nova Ordem Mundial? Parte II

O relatório da ONU contra o Cristianismo


Parte 2: A dissolução da moralidade


Esse texto dá prosseguimento ao que foi exposto aqui:

O relatório da ONU contra o Cristianismo. Parte 1: “Nova Ordem Mundial”

No texto anterior (cujo link está acima) teci comentários sobre como a ‘Organização das Nações Unidas’ (ONU) é um títere manipulado pela elite global cujo propósito é a instituição de uma ‘nova ordem mundial’.

Dessa forma, a instituição de tal ordem tem sido um processo que pode ser remontado pelo menos ao final do século XIX, muito embora possamos especular sobre sua origem em tempos ainda anteriores.

Com efeito, no texto anterior vimos que a instituição de uma ‘nova ordem mundial’ enfrenta alguns obstáculos. Sobre esses obstáculos, eu colocaria especialmente os seguintes:

1. A ideia de individualidade, pois eles pretendem nos massificar, anulando aquilo que nos torna únicos (seu objetivo é suprimir nossa alma mesma); por essa razão (dentre outras) os sectários da nova ordem mundial simpatizam com o socialismo (fomentando-o), o qual não nos aceita como indivíduos, mas como parte de um grupo;

2. A lealdade à família, às tradições e à pátria; 3. Nossa religiosidade e os princípios religiosos, sobretudo os cristãos, uma vez que eles reforçam os demais obstáculos e constituem a maior barreira aos avanços da nova ordem mundial e do luciferianismo (‘nova ordem religiosa mundial’ perfilhada pela elite global).

Isso fica claro no relatório da ONU que mencionei no texto que precedeu essa minha abordagem, a saber, no relatório “Freedom of Religion or Belief” (‘Liberdade de Religião ou Crença’). Uma das ideias centrais desse relatório contra o Cristianismo reside em sua tese segundo a qual os princípios cristãos concernentes à sexualidade são “perigosos e discriminatórios”.

Atentem para o foco na “sexualidade”.

Que a moralidade cristã, especialmente no que concerne à sexualidade, sempre foi uma ameaça aos avanços do luciferianismo (“nova ordem religiosa mundial”, poder-se-ia dizer), o qual é inerente à nova ordem mundial, isso é evidente pelo menos desde meados do século XX.

Cito aqui apenas um fato.

O maior expoente do luciferianismo no século XX, Aleister Crowley, era não apenas um beligerante anticristão, mas também um antissemita (algo que ele tinha em comum com o socialismo). Nesse sentido, ele teve uma forte influência sobre Anton LaVey (fundador da Igreja de Satã, nos USA).

Sua influência também foi decisiva no desenvolvimento do ‘Movimento Nova Era’ (New Age) – especialmente nos anos 70 e 80 do século XX –, da religião neopagã ‘Wicca’, do ‘Movimento Novo Pensamento’, da ‘Yoga’ (sobre a qual Crowley escreveu alguns textos influentes), bem como de movimentos culturais que moldaram a cultura desde a metade do século XX, como a cultura Beatnik, especialmente mediante sua influência sobre William Burroughs (um dos expoentes da cultura Beatnik – promotora do “amor livre”, da promiscuidade, do uso de drogas, do antimaterialismo contra a cultura capitalista, etc). Na verdade, a ideia hoje em voga, segundo a qual ‘tudo é amor’, remete a Crowley e ao seu “Livro da Lei” (1904):

“Amor é a lei, amor sob a vontade”.

Não apenas isso, no mesmo livro encontramos a seguinte máxima:

“Faze o que tu queres pois é tudo da Lei”.

Se compararmos essas ideias com o que lemos em sua biografia, perceberemos que Crowley viveu rigorosamente de acordo com seus princípios hediondos: praticou rituais satânicos, bestialidades, viveu promiscuamente, relata-se que praticou pedofilia, usou drogas exacerbadamente … sendo que ele mesmo se intitulava a “besta 666”.

Por seus feitos e ideias foi considerado o homem mais perverso do mundo. E sua influência se espraiou, inclusive no meio acadêmico, como podemos ver na obra de William Ramsey, “Children of the Beast” (2016), na qual Ramsey expõe uma lista de “seguidores” ilustres de Crowley.

Por exemplo, ele influenciou fortemente Alfred Kinsey, o qual tinha propósitos muito similares aos de Crowley, como, por exemplo, promover práticas homossexuais entre heterossexuais e estimular a sexualidade em crianças (o que incluía encorajar a pedofilia). Autor do ‘Relatório Kimsey’, ele teve uma influência decisiva sobre a “revolução sexual” desde a metade do século XX (há um filme sobre ele, inclusive). Segundo Kimsey, “tudo é amor”, ou seja, todos os comportamentos sexuais são “normais” (mesmo pedofilia e zoofilia, por exemplo).

Na verdade, segundo ele o comportamento sexual “anormal” seria o heterossexual, o qual resultaria, segundo ele, de repressões culturais. A raiz dessa repressão estaria, não poderia ser diferente, na cultura judaico-cristã. Seu propósito era, então, destruir a moral oriunda da tradição judaico cristã.

E, vejam a “coincidência”: ele realizou suas “pesquisas” com subsídios da Fundação Rockefeller. Obviamente, não se trata de “coincidência”. As fundações que citei até aqui (especialmente no texto anterior) fomentam intensamente movimentos que estimulem a “liberação” sexual e a destruição dos demais pilares morais do ocidente. E, com isso, eles logram atingir seu propósito mais sinistro e profundo: a destruição dos valores judaico-cristãos.

Nesse sentido, esse relatório da ONU não surpreende, uma vez que está em acordo com um projeto cuidadosamente articulado e subsidiado por décadas mediante uma elite global cujos objetivos envolvem especialmente a dissolução da religião cristã para a instauração de uma nova religião global (luciferiana).

Mas o que quero aqui questionar é o seguinte: é o Cristianismo anticientifico ou são seus inimigos que agem motivados não por ciência, mas por uma ideologia malfazeja e, mesmo, diabólica?

Tanto no texto anterior quanto em outros esclareci em que medida o aborto é uma prática homicida: mata uma pessoa viva (indivíduo) em formação. Vejam, por exemplo, esse texto:

Não apenas demonstrei o que sabemos à luz da embriologia sobre o que é morto em um aborto, mas também esclareci que o aborto, atualmente referido pela ONU como parte de uma política de “planejamento familiar”, ou, ainda, de “saúde sexual e reprodutiva”, está intimamente ligado aos problemas da eugenia e do darwinismo social (“elitismo”). Isso porque essa “elite” vê aqueles que não fazem parte de sua casta (“linhagem”) como mero “gado”, ou, como disse Margaret Sanger (fundadora da maior clínica de aborto do mundo, a “Planned Parenthood”), “ervas daninhas”.

No texto anterior esclareci como Margaret Sanger, idolatrada pelo feminismo e esquerda atuais, pretendia fomentar o aborto nas comunidades negra e hispânica dos USA.

De qualquer forma, mesmo ateus, quando sensíveis aos direitos humanos e cientes do que ocorre em um aborto, o repudiam: eles sabem, pela ciência, que nele uma pessoa é morta covardemente. Basta ver o que diz um dos mais consagrados ateus combatentes, Christopher Hitchens (“enquanto um materialista, penso que foi demonstrado que um embrião é um corpo, uma entidade separada, e não meramente, como alguns realmente costumavam argumentar, uma excrescência sobre ou dentro do corpo feminino”).

Vejam: ele diz isso em um livro (“God is not Great”) cujo objetivo é refutar a fé em Deus. Portanto, não é preciso sequer crer em Deus para rejeitar o aborto: basta estar cientificamente informado e respeitar a ‘dignidade da pessoa humana’ (às vezes ateus são, paradoxalmente, mais cristãos que cristãos declarados).

Assim, aqueles realmente preocupados com “direitos humanos”, humanistas por assim dizer, crentes ou não, rejeitam a prática do aborto, pois sabem que se trata do assassinato de uma pessoa humana. Um embrião/feto não é mero “material”, como dizem abortistas em sua tentativa de desumaniza-lo. É uma pessoa.

Agora, pergunto: quem se baseia na ciência, afinal?

Obviamente os ideólogos da ONU não apenas abortam a ciência (conhecimento), mas mesmo os direitos humanos. Isso porque esse é um dos aspectos centrais da ideologia anticientífica promovida pela ONU e pela elite global promotora da nova ordem mundial: ela ignora os fatos, as razões, a ciência, etc, para dar sustentação a teses desprezíveis, hediondas e, muitas vezes, insanas, tal como aquela que promove o aborto.

Mas a questão da sexualidade não se restringe ao problema do aborto, visto pela ONU como questão de “saúde sexual”. Segundo podemos depreender do relatório aqui em análise, ainda há o problema da chamada ideologia de gênero.

Para podermos tecer comentários sobre esse ponto, voltemo-nos novamente à ciência para vermos quem, afinal, está embasado cientificamente. Assim, é imperioso observar que a sexualidade envolve, também e sobretudo, aspectos biológicos (hormonais, por exemplo) que independem absolutamente de como nos sentimos com relação a isso. Além do dimorfismo sexual (das diferenças físicas entre homens e mulheres, as quais podem ser disfarçadas de forma impressionante, como o fazem muitos travestis, os quais muitas vezes se assemelham a mulheres, sendo delas uma espécie de simulacro), há um aspecto mais profundo referente às diferenças entre homens e mulheres: o dimorfismo cerebral, o qual é muito mais complexo e envolve questões ainda estudadas de forma incipiente por endocrinologistas.

Mas o ponto é: existem diferenças significativas entre homens e mulheres. Ainda que existam casos de disforia de gênero, disso não se depreende que as pessoas “escolham” ser ou homens ou mulheres. A regra é: homens e mulheres possuem cérebros “projetados” distintamente.

Por exemplo, Simon Baron-Cohen (e muitos outros) tem demonstrado que o cérebro masculino é “projetado” (hard-wired) para compreender e construir sistemas, enquanto o cérebro feminino é “projetado” (hard-wired) para a empatia. Isso tem sido demonstrado pela “empathising-systemising (E-S) theory”, da qual Simon Baron-Cohen é um precursor. Isso é ciência, não ideologia.

Portanto, existem, sim, diferenças convincentes (de um ponto de vista científico – hormonal) entre homens e mulheres. Mas observem: a questão é distinguir homens e mulheres. Do fato de sermos diferentes não se depreende que a discriminação seja justificada. Trata-se de distinguir, não de discriminar. Não é o caso de abolirmos a diferença, mas o preconceito e a discriminação.

No entanto, o relator do estulto relatório da ONU questiona a separação (científica) entre homens e mulheres, uma vez que isso causa, segundo ele, “violência de gênero”. Vejam: segundo a ONU a melhor forma de acabarmos com a violência contra a mulher é dizermos que homens e mulheres são iguais, que não há diferenças. Mas, perguntemos: negar a realidade a anula?

Ora, certamente podemos encontrar maneiras inteligentes (e científicas) de resolver o problema da “violência de gênero”, mesmo porque a humanidade prosperou respeitando essas diferenças.

Casos de discriminação (como as promovidas pelo islamismo e que violam a dignidade da pessoa humana) devem ser combatidos severamente, mas sem negar a ciência, sem negar as diferenças fundamentais entre homens e mulheres, os quais, aliás, se complementam inclusive na criação de suas crianças (hoje se sabe que o pai biológico libera feromônios que adiam a iniciação sexual das filhas, evitando que elas engravidem na adolescência, por exemplo).

E com isso chego a outro ponto do relatório, sobre a família. Como não poderia faltar, a questão da família é trazida a tona no relatório para seu relator questionar a estrutura familiar dita “tradicional”, a saber, aquela formada por homem, mulher (em uma relação de continuidade – “até que a morte os separe” – e exclusividade – “fidelidade”) e filhos oriundos dessa relação. Novamente, deixemos de lado a ideologia e foquemos nos fatos.

E quais são os fatos referentes à importância da família? Ora, hoje há uma vasta pesquisa que demonstra, de forma indisputável, os danos oriundos de famílias disfuncionais e dissolvidas. Mas essa evidência não surgiu recentemente. Por exemplo, um estudo seminal (“Family and Civilization”), publicado em 1947 por um sociólogo de Harvard, Carl Zimmermann, demonstrou aquilo que o senso comum iletrado sempre soube, ou seja, a relação entre família e ‘bem comum’. Nesse estudo seminal ele analisou a evolução da família desde os gregos, passando pelo período romano, pelo medievo até a civilização ocidental e aos USA do século XX.

Ao longo da obra o autor demonstrou como a ascensão e declínio das civilizações caminha lado a lado com a ascensão e declínio da família. Em verdade, ele demonstrou que o declínio das civilizações reflete o declínio da instituição do matrimônio. Ou, que o declínio das civilizações é precedido pelo declínio da família.

Sim!!! Eis uma verdade inconveniente: muitos dos flagelos que hoje enfrentamos são causados sobretudo pela dissolução da família dita “tradicional”. Estudos recentes reiteram essa verdade: “Why Marriage Matters. Thirty Conclusions from the Social Sciences”, de Bradford Wilcox; “Marriage and the Public Good: Ten Principles”, editado pelo Instituto Witherspoon; “Família e Políticas Públicas”, de João Carlos Espada; “Life Without Father”, de David Popenoe, “The New Family Structures Study”, conduzido por Mark Regnerus, e muitos outros.

Já está, portanto, sobejamente demonstrado que a dissolução da família dita “tradicional” causa diversas calamidades: aumento de criminalidade, fracasso educacional, fracasso na formação de novas famílias (aumento de famílias disfuncionais), rendas baixas, aumento da violência (inclusive de gênero), aumento da dependência de programas assistenciais do governo, gravidez na adolescência, etc.

Assim, de um ponto de vista científico, fundado em fatos e na realidade, o fortalecimento de uma cultura que reconheça a importância da família tradicional é uma eficiente política pública para a garantia de indivíduos saudáveis e de uma sociedade mais próspera humanamente.

Portanto, a moralidade cristã, contrária ao aborto, à eugenia, bem como defensora da dignidade da pessoa humana e da família “tradicional”, não é anticientífica: ela está fortemente embasada em evidências seculares.

Mas, cabe por fim perguntar: diante desse novo (e mais direto) ataque da ONU, qual é a reação da Igreja? Está ela alinhada com os princípios fundamentais da moralidade cristã ou com a ideia de uma nova ordem mundial?

Farei comentários sobre esse ponto em um próximo texto.

Carlos Adriano Ferraz – (Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), doutor em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), com estágio doutoral na State University of New York (SUNY). Foi Professor Visitante na Universidade Harvard (2010). Atualmente é professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) na graduação e no Programa de Pós-Graduação em Filosofia, no qual orienta dissertações e teses com foco em ética, filosofia política e filosofia do direito. Também é membro do movimento Docentes pela Liberdade (DPL), sendo atualmente Diretor do DPL/RS.

Fonte: https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/21426/o-relatorio-da-onu-contra-o-cristianismo-parte-2-a-dissolucao-da-moralidade

Está Surgindo Uma Nova Ordem Mundial? Parte I

O Relatório da ONU Contra o Cristianismo

Parte 1: “Nova Ordem Mundial”

 
“Em uma época de engano, dizer a verdade é um ato revolucionário”

Nos últimos anos a ‘Organização das Nações Unidas’ (ONU) tem repetido que o “mundo precisa de uma liderança global intensificada”. Mais recentemente ela tem usado convenientemente a pandemia do COVID-19 para reforçar esse argumento, insistindo que deste caos (criado, em parte, pela ONU mesma – visando à “ordo ab chao”, ‘ordem mediante o caos’) deve despontar um líder para o mundo.

Portanto, poder-se-ia dizer que o ‘deep state’ está emergindo das sombras. Cada vez mais fica evidente que a ONU é parte de uma tentativa para engendrar um “governo global”, ou seja, a muitas vezes chamada, zombeteiramente, “nova ordem mundial”.

Assim, embora a ideia mesma de uma “nova ordem mundial” seja anterior à criação da ‘Liga das Nações’ (1919, após a 1ª. grande guerra mundial) e da ONU (1945, após a 2.a grande guerra mundial e substituindo, por assim dizer, a ‘Liga das Nações’), não há dúvidas, hoje, de que a ONU possui um papel de destaque nesse longo processo que pretende criar, a partir de um caos manufaturado, uma nova espécie de ordem, regida pela elite mundial global que atualmente manipula ocultamente seus títeres (dos quais se destaca a ONU).

Mas cabe questionar: quem são os titereiros?

Ora, dentre os conhecidos marionetistas que manipulam seus títeres visíveis estão algumas famílias e fundações, as quais têm influenciado o mundo às escuras.

Temos, por exemplo, a hoje notória família Rothschild, a qual é atuante pelos menos desde o século XVIII (e cuja fortuna é simplesmente incalculável – embora ela sequer apareça na lista da Forbes, mesmo provavelmente superando os integrantes dessa lista), época em que financiou Adam Weishaupt na criação de uma ordem secreta denominada ordem dos Illuminati (a qual teve impactos em eventos de magnitude histórica, como sobre a revolução francesa, por exemplo, bem como assentou o projeto de uma nova ordem mundial).

Em seguida temos sua aliada, a família Rockefeller, a qual é atuante desde o final do século XIX. Posteriormente surgiram outras famílias e suas instituições, como, por exemplo: ‘Fundação Bill & Melinda Gates’; ‘Fundação Ford’; ‘Carnegie’; ‘Open Society’; ‘Project Syndicate’; ‘Avaaz’; ‘World Vision International’; ‘Oxfam International’, apenas para nomear as mais visíveis nos dias que correm.

Aliás, cabe citar aqui uma emblemática afirmação do finado David Rockefeller, parte de uma fala sua para embaixadores da ONU em 1994, em que ele disse:

“A presente janela de oportunidade, durante a qual uma ordem mundial verdadeiramente pacífica e interdependente pode ser construída, não ficará aberta por muito tempo – Estamos à beira de uma transformação global. Tudo o que precisamos é da grande crise certa e as nações aceitarão a Nova Ordem Mundial”.

Nessa fala David Rockefeller não apenas remete à “ordo ab chao”, mas ele está reverberando um discurso anterior do também finado George H.W. Bush, pronunciado igualmente na ONU em 1991 e no qual ele afirmou:

“o que está em jogo é mais do que um país pequeno, é uma grande idéia, uma Nova Ordem Mundial, onde diversas nações são atraídas por uma causa comum”.

A família Rockefeller, aliás, é uma força determinante sobre a ONU, sendo que ela inclusive doou, em 1946, o terreno milionário em Manhattan no qual foi construída sua sede (antes os Rockefellers já haviam apoiado financeiramente a ‘Liga das Nações’).

Mas, que se sabe dessa “Novus Ordo Seclorum”?

Sabemos, atualmente, muitas coisas. Por exemplo, sabemos que para que seu propósito possa ser alcançado é imperioso extirpar da mente das pessoas sua individualidade, sua lealdade à família, às tradições, à pátria e aos seus princípios religiosos (especialmente cristãos).

Não apenas isso, sabemos que ela é essencialmente anticristã e, inclusive, luciferiana (ela não é materialista: ela apenas se associa ao ‘inimigo’ das escrituras bíblicas).

Para compreendermos esse ponto basta termos em mente as palavras do autodeclarado “místico” David Spangler, o qual foi diretor da ‘Iniciativas Planetárias para o Mundo que Escolhemos’ (“Planetary Initiatives for the World We Choose”, fundada em 1981), a qual está ligada à ‘Union of International Associations’ (UIA) e constitui um dos braços da ONU.

Em seu livro “Reflections on the Christ” (1978), ele afirma: “Lúcifer vem para nos dar a dádiva final de totalidade. Se a aceitarmos, então ele será livre e nós seremos livres. Essa é a iniciação luciferiana. Ela é uma iniciação que muitas pessoas estão agora tomando, e muitas o foram nos dias por vir, pois ela é a iniciação na Nova Era”. Ou seja, “ninguém entrará na Nova Ordem Mundial, a menos que ele ou ela se comprometa a adorar Lúcifer. Ninguém entrará na Nova Era a menos que tome uma iniciação luciferiana”.

Noutros termos, já não há como negar: o projeto de uma nova ordem mundial é anticristão em sua essência. E a ONU é vassala desse projeto.

Não obstante, o que quero aqui enfatizar é um dos aspectos centrais dessa ‘nova ordem mundial’, o qual está na sua origem mesma, qual seja, seu propósito incansável para fazer colapsar as soberanias nacionais, bem como o espírito nacionalista.

Assim, um dos objetivos da ONU é justamente acabar com as soberanias locais, uma vez que elas são um obstáculo ao projeto de uma autoridade supranacional. Atualmente vemos isso claramente, especialmente quando a ONU e seus braços (Organização Mundial da Saúde, por exemplo) se sobrepõem à soberania dos seus 193 países membros, determinando decisões altamente questionáveis, como o ‘isolamento social’, por exemplo. Mas as “orientações” da ONU para seus países membros vão muito além, pois vão desde a recusa do uso da hidroxicloroquina no tratamento contra o COVID-19 até o fomento e ampliação da prática do aborto.

O único dique diante desse avanço da ONU ainda é nosso espírito nacionalista (nosso “conservadorismo”, nosso vínculo com aqueles valores que passaram pelo teste do tempo e se cristalizaram como “coisas permanentes” em nossa cultura).

E quando falo em espírito nacionalista, refiro-me não apenas ao nosso vínculo com nossa pátria, mas também com os valores que constituem nosso tecido social moral. Dessa maneira, não apenas nossa pátria está sob ataque (quando a ONU intenta usurpar as decisões de nosso Presidente, por exemplo), mas os valores morais que asseguraram nossa prosperidade, isto é, que assoalharam o caminho para nossa civilização, também estão em risco.

Sendo esses valores oriundos de nossa tradição judaico cristã, não surpreende, então, que a ONU venha tentando, diligente e malignamente, fazê-los colapsar.

Um golpe recente contra nossos pilares morais veio com a divulgação de um relatório intitulado “Freedom of Religion or Belief” (‘Liberdade de Religião ou Crença’). Em seu sumário lemos que, “nesse relatório, o relator especial foca na violência e discriminação baseadas em gênero em nome da religião ou crença”.

Ele prossegue afirmando que “em vários estados do mundo os preceitos religiosos fundamentam leis e práticas sancionadas pelo Estado que constituem violações do direito a não discriminação de mulheres, meninas e lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros” (…).

Ao longo das 19 páginas do relatório que li, encontramos uma ardilosa sugestão de que a religião em geral, sobretudo a cristã, é inimiga dos direitos humanos. Isso porque, conforme seu relator (Ahmed Shaheed), os princípios cristãos concernentes à sexualidade são “perigosos e discriminatórios”.

No relatório lemos sobre problemas que devem ser, sim, combatidos robustamente, como a prática da mutilação genital em meninas, o casamento forçado, a poligamia, a criminalização da homossexualidade, etc.

Mas vejam: esses problemas não são comuns em culturas judaico cristãs. Em contrapartida, são problemas comuns em culturas islâmicas.

Assim, é falacioso citar problemas inerentes à cultura islâmica, os quais estão ligados, por exemplo, às leis baseadas na Sharia, a qual autoriza que pessoas sejam vergastadas, apedrejadas e tenham membros amputados, práticas relatadas de forma perturbadora pela exilada somali Ayaan Hirsi Ali (em livros como “Infiel” e “Herege”), e usar esses problemas para criar a ideia de que o Cristianismo seja, de alguma forma, responsável também pela violação de direitos humanos.

Na verdade, o Cristianismo é uma força de resistência contra essa barbárie, pois ele consolidou a ideia de ‘dignidade da pessoa humana’, fundamento dos direitos humanos.

Assim, o Cristianismo é, em sua essência, contrário a práticas como escravidão, aborto, prostituição, pena de morte, promiscuidade, mutilação, dentre tantas outras que reificam pessoas, tornando-as coisas.

Não apenas isso, diferentemente do islamismo, o Cristianismo engendrou a laicidade, especialmente ao separar o poder terreno do poder sobrenatural, e isso no texto bíblico mesmo:

“Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”, “Meu reino não é desse mundo”, por exemplo, são passagens que esclarecem a separação entre um reino terreno e um reino sobrenatural.

Dessa maneira, não me parece que a ONU esteja preocupada com as pessoas. Se estivesse, jamais recomendaria, por exemplo, o aborto, prática em que uma pessoa humana (um indivíduo vivo em seus primeiros momentos de existência corporal – algo evidenciado pela embriologia) é morta intencionalmente.

Tampouco seria simpática à eugenia, a qual não apenas é base para a prática do aborto (a ‘Planned Parenthood’, maior clínica de aborto do mundo, foi precedida, nos USA, pela ‘The American Eugenics Sociey’), mas está presente nas ações da ONU especialmente nos países pobres, aparentemente para assegurar a esterilidade das mulheres desfavorecidas.

Para dissipar qualquer dúvida sobre a relação hedionda entre aborto e eugenia menciono, aqui, o seguinte fato: Margaret Sanger (fundadora da ‘Planned Parenthood’) costumava palestrar para a Klu Klux Khan (KKK), desenvolvendo, com a KKK, o “Negro Project”.

Cito um texto dela publicado no ‘New York Times’ de 8 de abril de 1923:

“O controle de natalidade significa a liberação e o cultivo dos melhores elementos raciais em nossa sociedade, bem como a supressão gradual, a eliminação e a eventual extirpação de estoques defeituosos – daquelas ervas daninhas humanas que ameaçam o desabrochar das melhores flores da civilização americana”.

Detalhe: até hoje em torno de 80% das clínicas da Planned Parenthood se localizam a uma distância equivalente a uma mera caminhada de bairros negros e hispânicos. Ou seja, para estimular e facilitar a ida de mulheres negras e hispânicas a suas clínicas para a realização do aborto, elas se situam nos arrabaldes dessas comunidades.

Diante disso, alguém realmente ainda tem dúvidas sobre a relação macabra entre aborto e eugenia, especialmente para a eliminação daqueles considerados “ervas daninhas” pela elite global?

Mesmo assim, o relatório da ONU expressa uma “profunda preocupação” com as campanhas de grupos religiosos (cristãos) que insistem em resistir à imposição da ideologia de gênero, sobretudo para crianças (às quais se tem tentado, mediante essa ideologia, infligir um desenvolvimento sexual prematuro – estimulando a abominável pedofilia).

Segundo seu relator, os cristãos recorreriam a “dogmas religiosos e a uma pseudociência” para criticar a ideologia de gênero. Ele inclusive insiste na ideia de que o Cristianismo cria um equívoco ao separar, por exemplo, papéis femininos e masculinos.

Ou seja, ele (o relator do relatório) assume um típico mantra da ideologia de gênero, segundo o qual a sexualidade é “construída”, “fluída”, como se não houvesse fatos objetivos acerca da natureza biológica humana.

Nesse ponto, ele está em acordo com uma das mais perniciosas ideias do anedotário filosófico, nesse caso com a que encontramos em Simone de Beauvoir, segundo a qual “ninguém nasce mulher: torna-se mulher.

Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade”. Observem: ela simplesmente descarta a biologia (a ciência) para poder separar ‘sexo’ de ‘gênero’, uma separação que serve de base para os ideólogos da nefasta “ideologia de gênero”.

Tal passagem, com efeito, não possui qualquer fundamento que não seja uma ideia … um desvario que simplesmente (e sabe-se lá em que contexto) surgiu na cabeça de sua autora.

Mas, mesmo diante disso, o relator do obtuso relatório aqui citado ainda ousa evocar a ciência, como se ela estivesse ao seu lado nessas questões referentes à sexualidade e, mesmo, à família.

No entanto, cabe notar que esse relatório não está comprometido com a ciência, mas com uma ideologia sem qualquer amparo na ciência, o qual visa tão somente dissolver os obstáculos morais que ainda servem de resistência à instituição da nova ordem mundial.

Abordarei essa questão moral especialmente na continuação desse texto.

Carlos Adriano Ferraz. Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), doutor em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), com estágio doutoral na State University of New York (SUNY). Foi Professor Visitante na Universidade Harvard (2010). Atualmente é professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) na graduação e no Programa de Pós-Graduação em Filosofia, no qual orienta dissertações e teses com foco em ética, filosofia política e filosofia do direito. Também é membro do movimento Docentes pela Liberdade (DPL), sendo atualmente Diretor do DPL/RS.

Fonte: https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/21414/o-relatorio-da-onu-contra-o-cristianismo-parte-1-nova-ordem-mundial

Seria o ebola a praga do apocalipse? Teólogos debatem o assunto

Vítima do Ebola
Desde que foi detectada a epidemia do vírus Ebola no oeste da África no último mês, uma série de anúncios polêmicos foram feitos. Enquanto os governos dos países mais afetados diziam que estava “tudo sob controle”, a OMS (Organização Mundial da Saúde) publicou um comunicado declarando o Ebola “uma emergência de saúde pública de alcance mundial”.
Pediu ainda “uma resposta internacional coordenada para frear e fazer retroceder a propagação internacional do ebola”. O anúncio de que essa é a epidemia “mais importante e mais severa” em quatro décadas, causou pânico em vários países africanos. O temor é que o vírus se espalhe para outros continentes, tornando-se uma pandemia. Não há vacina conhecida nem tratamento específico no mercado para a febre hemorrágica gerada pelo ebola, que mata em poucos dias.
Mais de 100 importantes líderes cristãos da Libéria começaram a afirmar que “Deus lançou o vírus mortal Ebola como uma praga sobre o país para punir atos imorais que ocorrem aqui, como a homossexualidade”. O Conselho de Igrejas da Libéria convocou uma campanha de oração pelo país, pedindo que os liberianos se arrependam de seus pecados e peçam livramento a Deus.
Nos Estados Unidos, o radialista Rick Wiles, que comanda um polêmico programa cristão, declarou que se for confirmada a pandemia do Ebola, isso “poderia ser um instrumento de Deus para destruir todos que ele considera imorais”. Enfatizou ainda que epidemia “é outro nome para a praga” e que “poderia resolver os problemas da América como o ateísmo, a homossexualidade, a promiscuidade sexual, a pornografia e o aborto”.
Willes fez um apelo “Se o Ebola se tornar uma praga global, é melhor você ter certeza de que o sangue de Jesus está sobre sua vida. É melhor ter certeza que você foi marcado pelos anjos para que esteja protegido por Deus”.
Obviamente esse tipo de afirmação gera muitas críticas, mas ele não está sozinho. O pastor Augusto Perez, um influente evangelista entre a comunidade latina, acredita que isso pode ser um “sinal apocalíptico”, mas não a praga descrita em Apocalipse, que será muito pior.
Jennifer LeClaire, editora da revista Charisma, e que escreve sobre profecia, escreveu em sua coluna esta semana “Eu não acho que esta é a primeira taça do julgamento. Mas acredito que é hora de a igreja se levantar e parar de ‘brincar de igreja’ aos domingo. Acredito que é hora de santos cair de joelhos em intercessão pelos perdidos. Acredito que é preciso interpretar os sinais dos tempos e darmos a resposta adequada”.
Os sintomas do ebola são febre, dores musculares, na garganta e na cabeça. Em seguida surge náuseas, vômitos, diarreia, insuficiência hepática e renal. Por fim ocorrem hemorragias internas e externas. Seu diagnóstico é difícil, pois no início se assemelha a uma virose comum. O contágio ocorre por contato com secreções e outros fluidos corporais.
Estudiosos de profecias apontam para o quadro atual do mundo. Recentemente, fortes terremotos mataram centenas e deixaram milhares feridos na China. Aumenta o conflito entre nações, com os conflitos entre Rússia e Ucrânia, além da guerra Israel e Palestina. Na Síria e Iraque, cristãos estão morrendo diariamente por não rejeitarem a sua fé.
Oferecer uma resposta definitiva é sempre perigoso, até mesmo por que na década de 1980, quando o vírus da AIDS era considerado epidêmico também foi chamado de “praga do apocalipse”, especialmente por que no início o maior número de vítimas eram gays. Com informações de Before Its News, Independent eHuffington Post [Fonte: Gospel Prime]

2012: Livros falam sobre profecias do fim do mundo


Você acredita que o mundo vai acabar em 2012? Enquanto muitas pessoas acham que o dia 21 de dezembro do próximo ano não vai passar de uma data atarefada por causa das compras de Natal, alguns autores já escreveram livros para preparar a população para a chegada do juízo final... fim dos tempos... apocalipse.

A profecia sobre o fim do mundo que gerou o filme “2012” vem do calendário Maia. Mas pesquisadores e cientistas também afirmam que a Terra vai passar por um processo de mudança chamado inversão geomagnética e que os efeitos serão irreparáveis. Segundo as teorias, maremotos e tsunamis, erupções vulcânicas, radiação solar e falha no sistema de comunicação assolarão o mundo.

Alguns livros abordam detalhes dessa profecia e mostram até como sobreviver à castástrofe e como ajudar na construção da próxima era. Como diz o título, a obra “Como Sobreviver a 2012 – Locais e Táticas de sobrevivência para enfrentar a Inversão Polar”,  de Patrick Geryl, ensina como as pessoas devem se preparar para as catástrofes. Em “A Grande Mudança” – de Lee Carol, Tom Kenyon e Patrícia Cori – elas aprenderão métodos para participar da criação de um novo mundo.

A ascenção do planeta a uma nova dimensão é tratada em “Projeto Gaia 2012 – As grandes mudanças pelas quais passará a Terra”, de Hwee-Yong Jang. Outros títulos explicam a predição Maia, como “O Cataclismo Mundial em 2012 – A contagem regressiva Maia para o fim do mundo”, de Patrick Geryl e “O Fator Maia – Apocalipse 2012”, de José Argüelles.

Sobre o tema também não faltam guias espirituais, como “Serpente de Luz – Uma Aurora Espiritual após 2012”, de Drunvalo Melchizedek, e “Oráculo 2013 – O despertar da Terra para a consciência galáctica após o ano de 2012”, de David Carson e Nina Sammons.

Até o dia 21 de dezembro de 2012, não vão faltar livros para se munir de informações com o intuito de escapar do fim do mundo e dar seguimento à vida humana na Terra. Só resta saber se vai dar tempo de ler tudo. [Fonte: Yahoo Notícias]

A história do mundo em um capítulo da Bíblia


As Profecias de Daniel

Capítulo 2 de Daniel

A História da humanidade relata que milhares de pessoas sempre quiseram conhecer o futuro. A busca contínua pelo que virá atravessa os séculos e nos dias de hoje é alvo constante de especulações de todas as partes. Muitos, no desespero de conhecer o amanhã, procuram o sentido da vida nos lugares errados e com as fontes erradas.

Quantas páginas você gastaria para escrever a história da humanidade? Historiadores afirmam que precisariam em torno de seis mil livros para contar nossa História.

Daniel 2 revela o passado, o presente e o futuro em apenas nove versos. Deus apresentou um esboço da história do mundo, cobrindo um período de 2.500 anos, desde os tempos de Daniel até os nossos dias.

Em Sua Palavra, Deus revelou o futuro para todos Seus filhos sem qualquer distinção, a fim de que tivéssemos tempo de nos preparar para o que logo virá.


Deus Revela o Futuro

Daniel 2:1 – “No segundo ano do reinado de Nabucodonosor teve este um sonho; o seu espírito se perturbou, e passou-se-lhe o sono”.

No ano 603, a.C. Nabucodonosor, rei da Babilônia, preocupado acerca do futuro teve um sonho impressionante, mas que ao acordar, esqueceu. E por isso ficou muito perturbado.

Daniel 2:2 – “Então, o rei mandou chamar os magos, os encantadores, os feiticeiros e os caldeus, para que declarassem ao rei quais lhe foram os sonhos; eles vieram e se apresentaram diante do rei”.

Daniel 2:3 – “Disse-lhes o rei: Tive um sonho, e para sabê-lo está perturbado o meu espírito”.

Imediatamente, o rei mandou convocar ao palácio um grande grupo de “homens sábios” do reino. O problema é que ele não conseguia se lembrar de nenhum detalhe do sonho que lhe parecia de primordial importância.

Treinados e sustentados pela corte, os sábios diziam estar sempre em contato com os deuses. Possuíam um verdadeiro estoque de interpretações para sonhos.

Eles sempre tinham respostas para tudo; sempre na expectativa pelas ricas recompensas que receberiam. Mas, normalmente, extraíam previamente as informações suficientes para formar uma base para interpretações falsas, de caráter unicamente humano. Assim, se tão-somente o rei pudesse contar-lhes o sonho, o resto seria fácil.

Daniel 2:4 – “Os caldeus disseram ao rei em aramaico: Ó rei, vive eternamente! Dize o sonho a teus servos, e daremos a interpretação”.

Daniel 2:5 – “Respondeu o rei e disse aos caldeus: Uma coisa é certa: se não me fizerdes saber o sonho e a sua interpretação, sereis despedaçados, e as vossas casas serão feitas monturo”;

Daniel 2:6 – “mas, se me declarardes o sonho e a sua interpretação, recebereis de mim dádivas, prêmios e grandes honras; portanto, declarai-me o sonho e a sua interpretação”.

Daniel 2:7 – “Responderam segunda vez e disseram: Diga o rei o sonho a seus servos, e lhe daremos a interpretação”.

Daniel 2:8 – “Tornou o rei e disse: Bem percebo que quereis ganhar tempo, porque vedes que o que eu disse está resolvido”,

Daniel 2:9 – “isto é: se não me fazeis saber o sonho, uma só sentença será a vossa; pois combinastes palavras mentirosas e perversas para as proferirdes na minha presença, até que se mude a situação; portanto, dizei-me o sonho, e saberei que me podeis dar-lhe a interpretação”.

Daniel 2:10 – “Responderam os caldeus na presença do rei e disseram: Não há mortal sobre a terra que possa revelar o que o rei exige; pois jamais houve rei, por grande e poderoso que tivesse sido, que exigisse semelhante coisa de algum mago, encantador ou caldeu”.

Daniel 2:11 – “A coisa que o rei exige é difícil, e ninguém há que a possa revelar diante do rei, senão os deuses, e estes não moram com os homens”.

Daniel 2:12 – “Então, o rei muito se irou e enfureceu; e ordenou que matassem a todos os sábios da Babilônia”.

Daniel 2:13 – “Saiu o decreto, segundo o qual deviam ser mortos os sábios; e buscaram a Daniel e aos seus companheiros, para que fossem mortos”.

Os argumentos utilizados pelos “sábios” foram frágeis demais. Quando os adivinhadores insistiram para que o rei primeiro lhes contasse o sonho acabaram tocando num ponto delicado da questão. Nabucodonosor se irou.

Se eles se reconheciam incapazes de lhe contar o sonho, seriam igualmente incapazes de lhe dar a interpretação correta. Foi neste momento que o rei perdeu a paciência e os entregou aos cuidados do chefe da guarda, com ordens de executá-los.

Daniel 2:14 – “Então, Daniel falou, avisada e prudentemente, a Arioque, chefe da guarda do rei, que tinha saído para matar os sábios da Babilônia”.

Daniel 2:15 – “E disse a Arioque, encarregado do rei: Por que é tão severo o mandado do rei? Então, Arioque explicou o caso a Daniel”.

Daniel 2:16 – “Foi Daniel ter com o rei e lhe pediu designasse o tempo, e ele revelaria ao rei a interpretação”.

Daniel 2:17 – “Então, Daniel foi para casa e fez saber o caso a Hananias, Misael e Azarias, seus companheiros”,

Daniel 2:18 – “para que pedissem misericórdia ao Deus do Céu sobre este mistério, a fim de que Daniel e seus companheiros não perecessem com o resto dos sábios da Babilônia”.


O jovem Daniel pediu um prazo para dar a solução ao sonho do rei. Conseguido o prazo, foi para casa, e junto com seus companheiros rogou a Deus misericórdia a fim de que não perecessem.

Tanto em situações de emergência como em tempos normais, Daniel era um homem de oração. Há momentos, no entanto, em que há necessidade de companhia e comunhão na oração.

Unidos em espírito, os jovens dobraram os joelhos rogando a Deus que, lá de cima, viesse a resposta. Grande parte do tempo solicitado foi gasto em oração ao único Deus que poderia prover a resposta.

A oração é mais do que algo necessário todos os dias, a oração é algo que se precisa o dia todo.


Deus Honra a Fé de Daniel

Daniel 2:19 – “Então, foi revelado o mistério a Daniel numa visão de noite; Daniel bendisse o Deus do céu”.

Daniel 2:20 – “Disse Daniel: Seja bendito o nome de Deus, de eternidade a eternidade, porque dele é a sabedoria e o poder”;

Daniel 2:21 – “é Ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis; ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos inteligentes”.

Daniel 2:22 – “Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz”.

Daniel 2:23 – “A ti, ó Deus de meus pais, eu Te rendo graças e Te louvo, porque me deste sabedoria e poder; e, agora, me fizeste saber o que Te pedimos, porque nos fizeste saber este caso do rei”.

A primeira coisa que Daniel fez ao receber a revelação foi glorificar o Deus dos Céus. Muitas pessoas agem como cristãos quando se trata de pedir a bênção a Deus, mas agem como ateus quando se trata de agradecer-Lhe pelas bênçãos concedidas. O exemplo de Daniel nos mostra que devemos ser fiéis em todos os momentos.

Daniel 2:24 – “Por isso, Daniel foi ter com Arioque, ao qual o rei tinha constituído para exterminar os sábios da Babilônia; entrou e lhe disse: Não mates os sábios da Babilônia; introduze-me na presença do rei, e revelarei ao rei a interpretação”.

Daniel intercedeu por aqueles homens e o rei lhes poupou a vida. Quantas vezes os injustos são beneficiados pela presença dos justos! Se apenas dez justos pudessem ser encontrados em Sodoma, a multidão de perversos seria poupada por causa deles. Mesmo assim os perversos ridicularizam e perseguem exatamente aqueles, por meio de quem muitas vezes, suas vidas são poupadas.

Daniel 2:25 – “Então, Arioque depressa introduziu Daniel na presença do rei e lhe disse: Achei um dentre os filhos dos cativos de Judá, o qual revelará ao rei a interpretação”.

Arioque tentou dar a Nabucodonosor a impressão de que ele estivera procurando alguém para interpretar o sonho do rei e, como resultado de sua diligente busca, finalmente encontrara. Ele estava ansioso para obter alguma vantagem do que aconteceria a seguir.

Daniel 2:26 – “Respondeu o rei e disse a Daniel, cujo nome era Beltessazar: Podes tu fazer-me saber o que vi no sonho e a sua interpretação?”

O rei parecia estar questionando a habilidade de alguém tão jovem e inexperiente poder fazer aquilo que os seus veneráveis sábios não conseguiram.

Daniel 2:27 – “Respondeu Daniel na presença do rei e disse: O mistério que o rei exige, nem encantadores, nem magos nem astrólogos o podem revelar ao rei”;

Daniel 2:28 – “mas há um Deus no céu, o qual revela os mistérios, pois fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de ser nos últimos dias. O teu sonho e as visões da tua cabeça, quando estavas no teu leito, são estas”:

Na presença do rei, Arioque atribuiu a si mesmo a totalidade do mérito de haver encontrado a Daniel. Por outro lado, o jovem hebreu nenhum mérito reclamou para si próprio, dispensando qualquer crédito pessoal pela revelação.

Uma orientação sábia nos adverte: “Cuide dos pensamentos; eles se tornam palavras. Cuide das palavras; elas se tornam ações. Cuide das ações; elas se tornam hábitos. Cuide dos hábitos; eles se tornam caráter. Cuide do caráter; ele determina o seu destino”.

Daniel estava preparado para responder às perguntas do rei terrestre a respeito do sonho porque havia se comunicado primeiro com o Rei Celestial. Devemos aplicar o mesmo princípio às nossas atividades na vida diária, se queremos ser vitoriosos.

Daniel não sentiu vergonha de confessar o seu Deus diante do rei. Mas explicou que não possuía qualquer sabedoria nem conhecimento superior como razão para o que diria ao rei. Atribuiu a revelação e sua explicação completamente a Deus.

O Senhor revelou a Daniel o significado do sonho de Nabucodonosor, e assim o disse:

Daniel 2:29 – “Estando tu, ó rei, no teu leito, surgiram-te pensamentos a respeito do que há de ser depois disto. Aquele, pois, que revela mistérios te revelou o que há de ser”.

Daniel 2:30 – “E a mim me foi revelado este mistério, não porque haja em mim mais sabedoria do que em todos os viventes, mas para que a interpretação se fizesse saber ao rei, e para que entendesses as cogitações da tua mente”.

Daniel 2:31 – “Tu, ó rei, estavas vendo, e eis aqui uma grande estátua; esta, que era imensa e de extraordinário esplendor, estava em pé diante de ti; e a sua aparência era terrível”.

Daniel 2:32 – “A cabeça era de fino ouro, o peito e os braços, de prata, o ventre e os quadris, de bronze”;

Daniel 2:33 – “as pernas, de ferro, os pés, em parte, de ferro, em parte, de barro”.

Daniel 2:34 – “Quando estavas olhando, uma pedra foi cortada sem auxílio de mãos, feriu a estátua nos pés de ferro e de barro e os esmiuçou”.

Daniel 2:35 – “Então, foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a palha das eiras no estio, e o vento os levou, e deles não se viram mais vestígios. Mas a pedra que feriu a estátua se tornou em grande montanha, que encheu toda a Terra”.

O rei nunca havia ouvido um milagre como esse. Ali estava alguém que podia tornar explícitas as particularidades de um sonho sem que tivesse recebido nenhuma pista de ninguém.

Na antiguidade, as pessoas desenvolviam a adoração pública ajoelhando-se aos pés das imagens de seus deuses. Algumas dessas imagens eram muito grandes. Talvez tenha sido por essas duas razões que Deus decidiu revelar os eventos futuros ao rei pagão, utilizando a figura de uma imensa e deslumbrante estátua.

Daniel 2:36 – “Este é o sonho; e também a sua interpretação diremos ao rei”.

Daniel 2:37 – “Tu, ó rei, rei de reis, a quem o Deus do céu conferiu o reino, o poder, a força e a glória”;

Daniel 2:38 – “a cujas mãos foram entregues os filhos dos homens, onde quer que eles habitem, e os animais do campo e as aves do céu, para que dominasses sobre todos eles, tu és a cabeça de ouro”.

Esta declaração torna evidente que a cabeça simbolizava o poderoso e magnífico império babilônico, rico em ouro. Mas a despeito de sua glória, este império devia passar.

Daniel 2:39 – “Depois de ti se levantará outro reino, inferior ao teu; e um terceiro reino, de bronze, o qual terá domínio sobre toda a terra”.

O segundo reino seria a Medo-Pérsia, representada pelo peito e dois braços de prata da estátua – um império mundial proveniente da união entre medos e persas. Em 539 a.C o general persa, Ciro, derrotou o império babilônico e estabeleceu a segunda potência universal.

O profeta de Deus antecipou o destino infeliz de Babilônia, enquanto essa ainda era a metrópole mais importante do mundo, sem qualquer perspectiva de ser destruída por agentes humanos. Em Isaías 45:1 temos uma profecia que, além de citar o nome de Ciro, menciona detalhes de como ele conquistaria a cidade de Babilônia.

Duzentos anos mais tarde, em 331 a.C, a Medo-Pérsia caía diante das forças da Grécia comandadas por Alexandre, o Grande. Este império é representado pelo ventre e quadris de bronze. Este também daria lugar a um outro reino universal.

Daniel 2:40 – “O quarto reino será forte como ferro; pois o ferro a tudo quebra e esmiúça; como o ferro quebra todas as coisas, assim ele fará em pedaços e esmiuçará”.

O ferro simbolizava o tremendo poder do “quarto reino” da terra. O ferro é mais forte do que o ouro, a prata e o bronze. As duas pernas simbolizavam o quarto império. Roma Oriental e Ocidental.

Depois da morte de Alexandre, seu império se enfraqueceu e foi dividido entre facções rivais, até que finalmente em 168 a.C, na batalha de Pidna, o "Império do Ferro", esmagou a Grécia.


De Roma Aos Dias Atuais

O Império Romano foi o que mais durou, o mais extenso e o mais poderoso. O imperador romano, César Augusto, era quem governava quando Jesus nasceu por volta de 2000 anos atrás. Cristo e os apóstolos viveram durante o período representado pelas pernas de ferro.

Daniel 2:41 – “Quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte, de barro de oleiro e, em parte, de ferro, será esse um reino dividido; contudo, haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, pois que viste o ferro misturado com barro de lodo”.

Daniel 2:42 – “Como os dedos dos pés eram, em parte, de ferro e, em parte, de barro, assim, por uma parte, o reino será forte e, por outra, será frágil”.

Daniel 2:43 – “Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo misturar-se-ão mediante casamento, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro”.

Aqui fica claro que não surgiria novamente um novo e grande império, mas divisões do quarto. Durante o quarto e o quinto séculos da era cristã, mais especificamente em 476 da era atual reinos bárbaros vindo do norte, invadiram o decadente império romano, destruindo as barreiras.

Finalmente, dez das tribos ganharam a maioria do território ocidental de Roma, e dez nações distintas e independentes se estabeleceram dentro das fronteiras da Europa. Os dedos representavam as nações que deram origem à Europa atual. A História confirma que os reinos que resultaram da divisão do Império Romano foram os seguintes:

Francos (França), anglo-saxões (Inglaterra), alemanos (Alemanha), suevos (Portugal), visigodos (Espanha), burgundos (Suíça), lombardos (Itália) e os vândalos, hérulos e ostrogodos que mais tarde foram destruídos.

Daniel disse: “Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão mediante casamento, mas não se ligarão uns aos outros, assim como o ferro não se mistura com o barro”.

Durante anos muitos homens tentaram unir esses reinos novamente para formar um quinto império mundial, mas, todos fracassaram. Os casamentos deram-se especialmente entre as casas reinantes.

Quando irrompeu a 1ª Guerra Mundial, quase todos os monarcas da Europa eram parentes. A rainha Vitória da Inglaterra era chamada a “avó da Europa”, pois quase todos os reis pertenciam à sua dinastia.

O rei da Espanha, o czar da Rússia, o rei da Inglaterra, o imperador da Alemanha, etc., todos eram parentes. Nesta guerra brigaram entre si: tios, sobrinhos e avós. O resultado foi que quase todos os reinos caíram e foram substituídos por repúblicas.

Alguns governantes tentaram em vão unir as nações da Europa: Carlos Magno, Luís XIV e Napoleão Bonaparte da França; Carlos V da Espanha; Guilherme II e Adolf Hitler da Alemanha. Todas tentativas frustradas.

Hitler foi o último que tentou unificar as nações da Europa através da 2ª Guerra Mundial (1939 –1945). A História nos revela que todo seu exército foi derrotado pelo frio da Rússia. Através da Natureza, Deus mostrou que nem Hitler, nem ninguém atrapalhariam seu plano. A profecia se mantém em pé: não se uniram!

Esta profecia nos garante que não haverá o quinto império mundial. Os impérios abrangidos pela estátua histórica foram quatro: Babilônia (605 – 539 a.C.); Medo-Pérsia (539 – 331 a.C.); Grécia (331 – 168 a.C.) e Roma (168 a.C – 476 a.D.). Foram estes os quatro impérios mundiais. Qualquer livro de História confirmará a seqüência e as datas.

O notável cumprimento desta profecia constituiu uma prova evidente de que efetivamente “há um Deus nos Céus” que dirige todo o Universo, inclusive esta Terra.

Daniel 2:44 – “Mas, nos dias destes reis, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos estes reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre”,

Daniel 2:45 – “como viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro. O Grande Deus fez saber ao rei o que há de ser futuramente. Certo é o sonho, e fiel, a sua interpretação”.

Estes reis são as divisões que surgiram com a queda do império romano – as atuais nações da Europa Ocidental. Vivemos no tempo destas nações, no tempo representado pelos dedos dos pés da estátua e por isso concluímos que o estabelecimento do Reino de Deus está próximo.

A figura mais importante no capítulo 2 de Daniel não é Nabucodonosor, nem Daniel, tampouco a estátua. É a Pedra.

Quem é a pedra? – A Bíblia deixa claro que a pedra representa Jesus Cristo (Is 28:16; I Co 10:4; Ef 2:20). O próprio Jesus confirmou isso em Lucas 10:17-18, usando o mesmo símbolo de Daniel. Ele disse a Seu próprio respeito: “A pedra que os construtores rejeitaram, esta veio a ser a principal pedra, angular”.

Aqui, Jesus Se refere a Si próprio como sendo a pedra angular de Isaías. E prossegue: “Todo o que cair sobre esta pedra, ficará em pedaços [ou seja, converter-se-á]; e aquele sobre quem ela cair, ficará reduzido a pó”. A pedra que reduz a pó é a pedra sobrenatural de Daniel.


É importante relembrar que a pedra sobrenatural não feriu a estátua em sua cabeça de ouro (Babilônia), ou em seu peito de prata (Medo-Pérsia), tampouco em seu ventre e coxas de bronze (Grécia), ou mesmo nas pernas de ferro (Roma). A Bíblia diz que ela feriu a estátua nos pés e dedos, e que seria “nos dias destes reis”, ou seja, em nossos dias, que o Deus do Céu estabeleceria um reino que jamais será destruído.

Daniel 2:46 – “Então, o rei Nabucodonosor se inclinou, e se prostrou rosto em terra perante Daniel, e ordenou que lhe fizessem oferta de manjares e suaves perfumes”.

Daniel 2:47 – “Disse o rei a Daniel: Certamente, o vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos reis, e o revelador de mistérios, pois pudeste revelar este mistério”.

Daniel 2:48 – “Então, o rei engrandeceu a Daniel, e lhe deu muitos e grandes presentes, e o pôs por governador de toda a província da Babilônia, como também o fez chefe supremo de todos os sábios da Babilônia”.

Daniel 2:49 – “A pedido de Daniel, constituiu o rei a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego sobre os negócios da província da Babilônia; Daniel, porém, permaneceu na corte do rei”.

Durante algum tempo, Nabucodonosor sentiu-se influenciado a reverenciar o único e verdadeiro Deus. A revelação do futuro do mundo fez com que um rei pagão se prostrasse em reverência ao Rei dos reis.

Não há mais como negar o poder de Deus a autenticar cada linha das Escrituras Sagradas. Nela se podem ver as próprias digitais do Senhor. O fato de que o sonho de Nabucodonosor se cumpriu ao pé da letra nos dá a garantia de que a parte que ainda falta [a pedra] também se cumprirá. A volta de Cristo a este mundo é o último evento desta profecia a se cumprir.

A História do mundo move-se para o glorioso alvo do quinto reino universal – O REINO DE DEUS.

Por centenas de anos a prece “Venha o Teu Reino” tem sido pronunciada por milhões de pessoas. Quando esta prece for respondida, a longa e escura noite de tragédias e tristezas terá o seu fim para sempre. O eterno sonho de todo homem – paz e segurança – se tornará realidade, assim como o sonho de Jesus, que sempre foi o de morar conosco.

“O maior motivo pelo qual Deus nos revelou o breve futuro é simplesmente por que Ele nos ama e quer que cada um de nós esteja preparado para viver em seu reino eterno”.


- Texto da Jornalista Graciela E. Rodrigues, inspirado em palestra do Dr. Mauro Braga, advogado em S. Paulo.

(Fonte: www.iasdemfoco.net)