Há uma grande diferença entre praticar uma religião e experimentar um relacionamento com Deus. Há uma grande diferença entre religião e salvação. Há muitas religiões, mas um só Deus e um só Evangelho. Religião vem dos homens; "O Evangelho é o poder de Deus para a salvação por meio de Jesus Cristo". Religião é o ópio do povo; Salvação é presente de Deus ao homem perdido. Religião é história do homem pecador que precisa fazer alguma coisa para o seu deus imaginado. O Evangelho nos diz o que o Deus Santo fez pelo homem pecador. Religião procura um deus; O Evangelho é a Boa Nova de que Jesus Cristo procura o homem que se encontra no caminho errado. "Porque o Filho do Homem veio salvar o que se havia perdido" (Mateus 18:11). O Evangelho muda o ser humano por dentro por meio da presença do Espírito Santo de Deus em seu coração. Nenhuma religião tem um salvador ressuscitado, que perdoa os pecados e dá vida eterna, pois só Jesus Cristo venceu a morte. Por isso, dirija-se só a Jesus Cristo. Ele é o único que pode perdoar os seus pecados e lhe dar vida nova nesta vida e vida eterna no reino de Deus. "Crê no Senhor Jesus, e serás salvo" (Atos 16:31). "E o sangue de Jesus , Seu Filho, nos purifica de todo o pecado" (I João 1:7). Receba a Jesus AGORA em seu coração como seu Salvador e como único Senhor de sua vida. "Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações"; "Hoje é o dia da Salvação". E depois de aceitar a Cristo Ele diz: "Se me amais, guardai os meus mandamentos" (João 14:15). "Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor" (João 15:10). "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele" (João 14:21).

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terça-feira, junho 19, 2018

Daniel 9 - Leitura, Estudo e Reflexão

Daniel 9

1 Dario, filho de Xerxes, de origem meda, foi constituído governante do reino babilônio.
2 No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, compreendi pelas Escrituras, conforme a palavra do Senhor dada ao profeta Jeremias, que a desolação de Jerusalém iria durar setenta anos.
3 Por isso me voltei para o Senhor Deus com orações e súplicas, em jejum, em pano de saco e coberto de cinza.
4 Orei ao Senhor, ao meu Deus, e confessei: "Ó Senhor, Deus grande e temível, que mantém a sua aliança de amor com todos aqueles que o amam e obedecem aos seus mandamentos,
5 nós temos pecado e somos culpados. Temos sido ímpios e rebeldes, e nos afastamos dos teus mandamentos e das tuas leis.
6 Não demos ouvido aos teus servos, os profetas, que falaram em teu nome aos nossos reis, aos nossos líderes e aos nossos antepassados, e a todo o povo desta terra.
7 "Senhor, tu és justo, e hoje estamos envergonhados. Sim, nós, o povo de Judá, de Jerusalém e de todo o Israel, tanto os que estão perto como os que estão distantes, em todas as terras pelas quais nos espalhaste por causa de nossa infidelidade para contigo.
8 Ó Senhor, nós e nossos reis, nossos líderes e nossos antepassados estamos envergonhados por termos pecado contra ti.
9 O Senhor nosso Deus é misericordioso e perdoador, apesar de termos sido rebeldes;
10 não te demos ouvidos, Senhor, nosso Deus, nem obedecemos às leis que nos deste por meio dos teus servos, os profetas.
11 Todo o Israel tem transgredido a tua lei e se desviou, recusando-se a te ouvir. "Por isso as maldições e as pragas escritas na Lei de Moisés, servo de Deus, têm sido derramadas sobre nós, porque temos pecado contra ti.
12 Tu tens cumprido as palavras faladas contra nós e contra os nossos governantes, trazendo-nos grande desgraça. Debaixo de todo o céu jamais se fez algo como o que foi feito a Jerusalém.
13 Assim como está escrito na Lei de Moisés, toda essa desgraça nos atingiu, e ainda assim não temos buscado o favor do Senhor, do nosso Deus, afastando-nos de nossas maldades e obedecendo à tua verdade.
14 O Senhor não hesitou em trazer desgraça sobre nós, pois o Senhor, o nosso Deus, é justo em tudo o que faz; ainda assim nós não o temos ouvido.
15 Ó Senhor, nosso Deus, que tiraste o teu povo do Egito com mão poderosa e que fizeste para ti um nome que permanece até hoje, nós temos pecado e somos culpados.
16 Agora Senhor, conforme todos os teus feitos justos, afasta de Jerusalém, da tua cidade, do teu santo monte, a tua ira e a tua indignação. Os nossos pecados e as iniqüidades de nossos antepassados fizeram de Jerusalém e do teu povo motivo de zombaria para todos os que nos rodeiam.
17 Ouve, nosso Deus, as orações e as súplicas do teu servo. Por amor de ti, Senhor, olha com bondade para o teu santuário abandonado.
18 Inclina os teus ouvidos, ó Deus, e ouve; abre os teus olhos e vê a desolação da cidade que leva o teu nome. Não te fazemos pedidos por sermos justos, mas por causa da tua grande misericórdia.
19 Senhor, ouve! Senhor, perdoa! Senhor, vê e age! Por amor de ti, meu Deus, não te demores, pois a tua cidade e o teu povo levam o teu nome".
20 Enquanto eu estava falando e orando, confessando o meu pecado e o pecado de Israel, meu povo, e fazendo o meu pedido ao Senhor, ao meu Deus, em favor do seu santo monte;
21 enquanto eu ainda estava em oração, Gabriel, o homem que eu tinha visto na visão anterior, veio a mim, voando rapidamente para onde eu estava, à hora do sacrifício da tarde.
22 Ele me instruiu e me disse: "Daniel, agora vim para dar-lhe percepção e entendimento.
23 Assim que você começou a orar, houve uma resposta, que eu lhe trouxe porque você é muito amado. Por isso, preste atenção à mensagem para entender a visão:
24 "Setenta semanas estão decretadas para o seu povo e sua santa cidade para acabar com a transgressão, para dar fim ao pecado, para expiar as culpas, para trazer justiça eterna, para cumprir a visão e a profecia, e para ungir o santíssimo.
25 "Saiba e entenda que a partir da promulgação do decreto que manda restaurar e reconstruir Jerusalém até que o Ungido, o líder, venha, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas. Ela será reconstruída com ruas e muros, mas em tempos difíceis.
26 Depois das sessenta e duas semanas, o Ungido será morto, e já não haverá lugar para ele. A cidade e o lugar santo serão destruídos pelo povo do governante que virá. O fim virá como uma inundação: Guerras continuarão até o fim, e desolações foram decretadas.
27 Com muitos ele fará uma aliança que durará uma semana. No meio da semana ele dará fim ao sacrifício e à oferta. E numa ala do templo será colocado o sacrilégio terrível, até que chegue sobre ele o fim que lhe está decretado".
ATÉ QUANDO SENHOR? 
DANIEL 9 
INTRODUÇÃO 

Já passou por alguma dificuldade de saúde que o levou a contrair uma doença? E depois de exames e um longo tratamento parecia que suas forças não iriam suportar tamanho sofrimento? Então você perguntou para Deus: Senhor até quando? Ou estava numa situação de isolamento, longe de casa, dos amigos, sem dinheiro; passando provações e você se perguntou: Senhor até quando? Ou depois de anos de juntar um patrimônio você entra num negócio e com pouco tempo percebe que foi vitima de um golpe, perdendo todos seus bens e ficando num mar de dividas ... então você clama e diz: Senhor até quando? Parece que essa oração de clamor desesperado faz parte do ultimo esforço do ser humano na sua capacidade de resistir diante de alguma coisa ou situação que é maior do que ele. Por outro lado, muitas vezes nos perguntamos também: até quando? Diante de situações que estão sendo favoráveis e pensamos porquanto tempo esta bonança vai permanecer. Sabemos que no mundo que vivemos a paz e a tranquilidade externa não duram muito tempo. No capitulo 9 de Daniel encontramos uma das orações mais lindas da Bíblia sagrada. Embora Daniel seja conhecido como um homem de oração, que orava três vezes ao dia (6.10), que recebeu respostas às suas orações que salvaram vidas como no cap.2, inclusive estando disposto a enfrentar os leões famintos antes de suspender sua vida de oração (cap. 6). De Daniel também somos informados de que abria sua janela e orava em direção a Jerusalém. Mas de todas as orações feitas por Daniel só esta é registrada na íntegra. 

I. UMA ORAÇÃO QUE RETRATA O GRANDE CONFLITO

A oração de Daniel nos esclarece o proceder Divino, nosso conflito filosófico entre a vontade de um Deus todo-poderoso e as decisões, vontades e ações humanas. Ao Daniel Orar sobre o destino de seu povo e sua cidade, sabendo o que foi profetizado por Jeremias, e sabendo que é Deus quem “põe e remove reis” significa que ele acredita que a oração pode mudar a história do mundo. Acredita que a atitude humana através da oração desempenha um papel vital no desenvolvimento histórico, e a resposta imediata de Gabriel mostra que a fé de Daniel não é em vão. Um anjo é enviado para trazer as revelações de Dan. 9 e de Dan.10 a 12 como resposta às orações de Daniel. Além disso, a oração confessional de Daniel para os pecados de Seu povo mostra que ele entendeu que a contaminação do santuário do cap. 8 não é causada pelo chifre pequeno, mas pelos pecados dos “santos do Altíssimo”. A purificação do santuário, que é a razão de sua oração e um dos vínculos entre o cap. 8 e 9 refere-se à expiação de seu povo e não a punição do chifre pequeno. De acordo com a forma de pensar do efeito para a causa dos antigos orientais, a expiação do cap.9 é a causa da purificação do santuário do cap.8. A oração de Daniel no capitulo 9 tem como pano de fundo a profecia de Jeremias capitulo 25. A profecia do cap. 25 foi revelada a Jeremias, no mesmo ano em que Daniel foi levado cativo para Babilônia, quando ele era um adolescente. Agora já haviam se passado quase 70 anos: “Portanto assim diz o Senhor dos exércitos: Visto que não escutastes as minhas palavras eis que eu enviarei, e tomarei a todas as famílias do Norte, diz o Senhor, como também a Nabucodonosor, rei de Babilônia, meu servo, e os trarei sobre esta terra, e sobre os seus moradores, e sobre todas estas nações em redor. E os destruirei totalmente, e farei que sejam objeto de espanto, e de assobio, e de perpétuo opróbrio. E farei cessar dentre eles a voz de gozo e a voz de alegria, a voz do noivo e a voz da noiva, o som das mós e a luz do candeeiro. E toda esta terra virá a ser uma desolação e um espanto; e estas nações servirão ao rei de Babilônia setenta anos. Acontecerá, porém, que quando se cumprirem os setenta anos, castigarei o rei de Babilônia, e esta nação, diz o Senhor, castigando a sua iniquidade, e a terra dos caldeus; farei dela uma desolação perpetua” (Jer. 25.8-12). Daniel, obediente à condição mencionada na profecia, busca a Deus de todo coração, o Senhor havia dito há quase 60 anos antes em Jeremias 29:12 “Então me invocareis, e vireis e orareis a mim, e eu vos ouvirei”, e foi exatamente o que ele fez. Daniel faz uma “confissão” (vers. 4), mas não é uma confissão pessoal, não é só para a sua geração, é uma confissão em nome de todas as pessoas – não só para Judá, mas para Israel, e para todas as gerações anteriores: em representação de todos “nossos reis, a nossos príncipes, e a nossos pais e a todos os povos da terra” (vers. 6), e todos os tipos de pecados. “Pecamos, e cometemos iniquidades, procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus preceitos e das tuas ordenanças”. (vers. 5). Os verbos utilizados para o pecado são usados de forma crescente, desde o pecado por ignorância, sem a intenção de virar as costas a Deus, embora Daniel evita usar o termo hebraico pesh’á que é o pecado de rebelião ou pecado “a mão levantada” e utiliza a forma exclusiva para descrever o pecado do chifre pequeno (Dan. 8.12, 13, 23), e todos os pecados humanos que levaria o Messias (Dan. 9.24), mas nunca em sua oração intercessora (Dan. 9.4-19). 

II. DANIEL COMO SUMO SACERDOTE (DANIEL 9:3 ; 9:18,19) 

Neste capitulo Daniel se refere ao livro de Levítico, especialmente ao Dia da Expiação. Daniel está humilhado, vestido como um penitente e jejuando. O único dia de jejum obrigatório no culto hebraico era o Dia da Expiação, esse era o dia em que todas as pessoas buscavam o perdão de Deus em penitência e humildade. Como Daniel está pedindo perdão por todo o seu povo ao evocar o sumo sacerdote que em Dia da Expiação entrava na Presença de Deus, no lugar mais sagrado, despojado de suas vestes reais, buscando o perdão não só por seus pecados, mas por todas as pessoas e não só para os pecados do momento, mas durante todo o ano. O papel de Daniel como sumo sacerdote ou mediador de Deus como um receptor humano é visto a partir do primeiro capítulo de Daniel, porque ele não só tem a sabedoria como seus três amigos, mas está acima deles conforme diz a escritura: “deu entendimento em toda a visão e sonhos” (Dan. 1.17). Nos capítulos seguintes confirma-se que as visões e sonhos não foram compreendidos até pelos profissionais da adivinhação, os guardiões “dos segredos dos deuses”, como disse o teólogo Alan Lenzi. O segredo divino é mediado apenas por um instrumento – Daniel – só ele poderia como o sumo sacerdote no lugar santíssimo, entrar na intimidade do segredo divino, outra referência indireta ao Dia da Expiação. A petição de Daniel não é pequena, mas a resposta que traz Gabriel é maior do que Daniel pode imaginar ou entender, a resposta definitiva “para cessar a transgressão, para pôr fi m ao pecado, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna” (Dan. 9.24), não só dos judeus, mas de todas as nações do planeta, e não apenas de Moisés a Daniel, mas desde Adão e Eva até o último pecador que nascerá no futuro, é nada menos que a primeira vinda do “Messias, o Príncipe” para tirar o pecado da humanidade, porque  o “Messias será cortado, e nada lhe subsistirá” (Dan. 9.26). Daniel tenta tomar o lugar do sumo sacerdote, intercedendo por todo o Seu povo, compartilhando vicariamente pelos pecados de seus irmãos rebeldes, mas ele não é o verdadeiro substituto. O verdadeiro substituto é o Messias. 

III. A PROFECIA DA LIBERTAÇÃO DO MESSIAS 

Daniel 9 fala sobre uma das profecias mais abrangentes da Bíblia. Além disso, os caps. 8 e 9 são separados por oito anos, mas Daniel os reúne intencionalmente, porque eles são interdependentes. Se Daniel quisesse seguir uma ordem cronológica, deveria ter colocado o capítulo 7 (primeiro ano de Belsazar), logo o cap. 8 (terceiro ano de Belsazar), então o capítulo 5 (o último ano de Belsazar), em seguida o cap. 6 (organização do governo de Dario), e finalmente o cap. 9 (o primeiro ano de Dario). Mas Daniel não é desorganizado, ele data as suas narrações e suas revelações. Os capítulos 1 a 4 estão em ordem cronológica e também os capítulos 9 a 12. A única mudança que ele fez foi juntar os capítulos 8 e 9, que implica que o capítulo 8 seria totalmente compreendido com o cap. 9 e que o cap. 9 é o complemento do cap. 8. Se Daniel tivesse seguido uma ordem estritamente cronológica, assim como o resto de seu livro, teria sido difícil relacionar ambos capítulos. Daniel espera trazer os 70 anos de libertação para os oprimidos assim como o ano sabático fazia a cada sete anos. Só que os 70 anos, são dez vezes mais do que sete, pois se refere a uma opressão dez vezes maior e uma liberação na mesma proporção superior; dessa maneira Gabriel anuncia uma mensagem que não envolve 70 anos, mas setenta vezes 7. Sabemos que no pentateuco ao final de um ciclo de 49 anos havia libertação, assim os 490 anos mencionados neste capitulo representam dez ciclos de 49 anos. No Pentateuco temos o princípio que é enunciado “dia por ano”, não só em Num. 14:34, mas na mesma lei de Jubileu em Lev. 25:8 diz: “Você deverá contar sete semanas de anos, sete vezes de sete anos, de modo que os dias das sete semanas de anos elevam-se a 49 anos”. Não é por acaso que, em Lev. 26 ao mencionar sobre as consequências da desobediência a Deus por seu povo viriam julgamentos e desolação contra Israel (v.14-17) e adicionado ao vers. 18: “Se mesmo com essas coisas não me ouvir, vou castigar-vos sete vezes mais pelos seus pecados” (ver também vers. 21, 24 e 28), considerando que a punição para a apostasia de Israel (cativeiro) durou 70 anos, sete vezes mais, em seguida, somariam 490 anos ou 70 semanas de anos, o que é revelado em Daniel nos vers.34-35, “Então a terra folgará nos seus sábados, todos os dias da sua assolação, e vós estareis na terra dos vossos inimigos; nesse tempo a terra descansará, e folgará nos seus sábados. Por todos os dias da assolação descansará, pelos dias que não descansou nos vossos sábados, quando nela habitáveis...”. De acordo com Daniel 8:13 e 14: “Então ouvi dois anjos conversando, e um deles perguntou ao outro: “Quanto tempo durarão os acontecimentos anunciados por esta visão? Até quando será suprimido o sacrifício diário e a rebelião devastadora prevalecerá? Até quando o santuário e o exército ficarão entregues ao poder do chifre e serão pisoteados?”  Ele me disse: “Isso tudo levará duas mil e trezentas tardes e manhãs; então o santuário será purificado”. O santuário deveria ser purificado num período de tempo que nós conhecemos como 2300 anos. A primeira parte desta longa profecia é que o anjo começa a explicar a Daniel a partir do verso 24 a 27. Esta primeira parte é que chamamos da profecia das 70 semanas. Em profecia entendemos que um dia equivale a um ano de acordo com Números 14:34 e Ezequiel 4:5-7. Portanto 70 semanas equivalem a 70 vezes sete. Porque uma semana tem 7 dias. O que em profecia se traduz a 490 anos. 69 semanas equivalem a 483 anos. 1 semana equivalem a 7 anos e metade de 1 semana a 3 anos e meio. Tendo isso em mente vemos que o período começaria com o decreto para restaurar e reconstruir Jerusalém, o que aconteceu em 457 AC por Artaxerxes (Esdras 7:11-26), autorizando legalmente a restauração de Jerusalém e a indicação de seu corpo administrativo. Gabriel revela que “desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas” (Dan. 9.25). Sete semanas (49 anos) e 62 semanas (434 anos) total de sessenta e nove das setenta semanas (483 anos), a partir de 457 A.C. chegam a 27 d.C. Esta data nos traz “até ao Messias, o Príncipe”, a palavra grega para Messias é Cristo e em português significa Ungido. Todos os sacerdotes e reis judeus eram ungidos do Senhor, mas este é o Messias Príncipe. Esta profecia não aponta para o nascimento do Messias, mas para o início de seu ministério, quando apareceria publicamente como o Messias. Se você fizer o calculo das 62 semanas a partir do ano 408 a.C, menos 434 a.C., dará o ano 26 e não 27 a.C. Então, por que dizemos que a profecia se cumpre no ano 27 d.C. e não no ano 26 d.C.? Lembramos que o Decreto de Artaxerxes (Dan 9:25) acontece no outono de 457a.C. Com isso em mente, sem esquecer que não existe ano zero, quando calculamos um período de tempo que se estende de uma data antes de Cristo (a.C) para uma data depois de Cristo (d.C), devemos portanto acrescentar um ano (o decreto de Artaxerxes só completaria um ano no outono de 456 a.C.) Do ano 27 d.C. em diante temos mais uma semana para fechar a profecia. Daniel 9:26 diz que seria morto o Ungido. Tenha em mente que há 7 semanas antes das 62 semanas, totalizando 69 semanas. Cristo morreu pouco depois das 62 semanas, no ano 31 d.C, na metade da ultima semana profética que encerra no ano 34 d.C, conforme diz Daniel 9:27 “ Com muitos ele fará uma aliança que durará uma semana. No meio da semana ele dará fim ao sacrifício e à oferta”. O anjo Gabriel continua interpretando a Daniel e as 70 semanas depois de estabelecer a data de início do ministério de Cristo, diz: “O Messias será removido (seria assassinado), mas sem culpa (em forma vicária)”. Embora os judeus no tempo de Cristo esperassem um Messias guerreiro, para matar os inimigos de Israel e reinar sobre o trono de Davi durante muitos anos, Gabriel diz que ele viria para morrer, e outros profetas já haviam predito isso antes de Daniel (Sl 22; Isa. 52.13-53.12). A morte do Messias não seria natural, mas “o Messias seria cortado”, ou seja, ele seria morto. Note que Jesus cumpriu a “aliança com muitos “por seu ministério, que durou do ano 27 d.C. até 31 d.C. Perceba que esse período é de exatamente 3 anos e meio , marcando a metade da semana profética que se estenderia até o ano 34 d.C com o apedrejamento de Estevão. Jesus faz cessar o sacrifício de animais com sua morte, o véu do templo se rasga de cima a baixo. Mostra que o cordeiro de Deus estava expiando o pecado de todos os homens em todos os tempos. Mas nos falta a segunda metade da septuagésima semana que terminou no ano 34 segundo o vers. 24. As 70 semanas são cortadas ou separadas ou identificadas para o povo judeu e Jerusalém, ou seja, é o tempo da graça para Israel como povo escolhido. O NT confirma que naquele ano os líderes judeus rejeitaram definitivamente a boa notícia do Messias - Jesus de Nazaré - matando a Estevão. Se na parábola da vinha e dos lavradores maus (Mat. 21.33-46) Jesus deixou claro que a paciência do Senhor da vinha terminou quando eles mataram seu Filho, então o Senhor viria expulsar a estes lavradores maus e dará a vinha a outro povo: “por isso vos digo, o reino de Deus vos será tirado e será dado a uma nação que produza os seus frutos” (Mat. 21.43).

CONCLUSÃO 

Daniel 9 é fundamental para entender a amplitude do perdão e da graça de Deus por todas às pessoas. Ninguém foi tão longe no pecado que Deus não possa trazer de volta, se a pessoa permitir. O perdão de Cristo, o ungido de Deus, é tão absoluto que ele nos liberta das garras do mal e da divida do pecado. Cristo não venceu o pecado na Cruz. Ele venceu o pecado durante sua vida pura e perfeita. Ele pagou o pecado na Cruz. Removeu a acusação de morte que pesava sobre cada ser humano. Hoje podemos ser livres porque Ele nos amou, morreu, ressuscitou e hoje intercede por todos aqueles que o aceitam como Salvador. Aceite-o hoje também como seu Salvador e Senhor e comece a viver o reino de Deus aqui na terra. O Senhor é quem está falando hoje: Até quando Filho, preciso esperar para você se entregar? Até quando?

quinta-feira, junho 14, 2018

Daniel 8 - Leitura, Estudo e Reflexão - Parte II


DEUS E SEU SANTUÁRIO 

INTRODUÇÃO
O foco do capítulo 8 está mesmo no santuário e suas atividades. Desde o princípio da visão, Deus está procurando mostrar ao profeta e a nós a importante lição do Santuário. É ali que Deus e seu Filho Jesus Cristo escolheram lidar com o problema do pecado para solucioná-lo. É neste importante capítulo bíblico que nós somos levados a realidades eternas, que o véu entre o que acontece nas cortes celestiais é retirado e temos a clara noção de como tudo isto interfere em nossa vida aqui neste pequeno planeta. Vamos utilizar alguns momentos para desvendar os segredos das realidades Celestiais e entender o que isto significa para a nossa vida. 

O SACRIFÍCIO DIÁRIO E A ABOMINAÇÃO DESOLADORA 
O texto bíblico afirma que o chifre pequeno interferiria no “sacrifício diário” e que lançaria por terra o lugar do seu Santuário. Precisamos identificar agora o que é o Sacrifício Diário e o que é a Abominação Desoladora posta em seu lugar. Então ouvi dois anjos conversando, e um deles perguntou ao outro: “Quanto tempo durarão os acontecimentos anunciados por essa visão? Até quando será suprimido o sacrifício diário e a abominação devastadora prevalecerá? Até quando o santuário e o exército ficarão entregues ao poder do chifre e serão pisoteados? “Ele me disse: “Isso tudo levará duas mil e trezentas tardes e manhã; então o santuário será reconsagrado”. Daniel 8:13,14 No original hebraico a palavra sacrifício não aparece, ela é posta em nossa tradução para buscar dar sentido ao texto. Em hebraico temos apenas a palavra TAMID que significa “contínuo” no sentido de “periódico”. Esta palavra é usada muitas vezes no Antigo Testamento para falar dos trabalhos executados no Santuário todos os dias. (1) Os sacrifícios diários: Núm. 28.1-4. (2) O candelabro: Lev. 24.1-4. (3) O pão da mesa: Lev. 24. 5-9. (4) O altar do incenso: Êxo. 30.1-8. (5) A roupa de Arão: Êxo. 28.29-30. Enfim, todo o serviço executado no Lugar Santo era chamado de TAMID, quer dizer contínuo ou diário. Por sua vez, o trabalho executado no Lugar Santo estava ligado ao perdão dos pecados. O Sacerdote sacrificava todos os dias o holocausto e levava parte do sangue do sacrifício para dentro do Santuário, simbolicamente transferindo o pecado do pecador para o Santuário. Mas como o chifre pequeno poderia interferir no trabalho do santuário? Como já vimos, o chifre pequeno é a Igreja da Idade Média. Neste período não havia mais Santuário na Terra, já que este havia sido destruído no ano 70 d.C juntamente com Jerusalém pelos exércitos romanos. O Santuário então não poderia ser este. Mas qual então? Encontraremos a resposta no livro de Hebreus. “Ora, o essencial das coisas que temos dito é que possuímos tal sumo sacerdote, que se assentou à destra do trono da Majestade nos céus, como ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem” Hebreus 8:1, 2). Duas verdades emergem deste versículo, há um Santuário no Céu e quem o erigiu foi Deus, Jesus Cristo é o Sumo-Sacerdote deste Santuário. Outros versículos bíblicos confirmam a realidade do Santuário celestial: “E me fareis um santuário para que eu possa habitar no meio deles. Segundo tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis” (Êx 25:8, 9). “Abriu-se, então, o santuário de Deus que se acha no céu, e foi vista a Arca da Aliança no seu santuário, e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada” (Apocalipse 11:19). O livro de Hebreus contrasta o Santuário Celestial com o Santuário terrestre, e claramente mostra que o Santuário Celestial é superior aquele construído por Moisés ou Salomão. Da mesma sorte, os rituais praticados no tabernáculo terrestre eram também baseados em cerimonias celestiais, sendo estas últimas também superiores. “Ora, se ele estivesse na terra, nem mesmo sacerdote seria, visto existirem aqueles que oferecem os dons segundo a lei, os quais ministram em fi gura e sombra das coisas celestes, assim como foi Moisés divinamente instruído, quando estava para construir o tabernáculo; pois diz ele: Vê que faças todas as coisas de acordo com o modelo que te foi mostrado no monte. Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente, quanto é ele também Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas.” (Hebreus 8:4-6). “Quando, porém, veio Cristo como sumo sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, quer dizer, não desta criação, não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção. Portanto, se o sangue de bodes e de touros e a cinza de uma novilha, aspergidos sobre os contaminados, os santificam, quanto à purificação da carne, muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!” (Hebreus 9:11-14). “Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus” (Hebreus 9:24). Quando Cristo subiu aos Céus após a ascensão, entrou no Santuário e passou a ministrar nele como Sumo-Sacerdote, intercedendo pelos homens no perdão de seus pecados, na semelhança do que acontecia no santuário terrestre. Cristo está continuamente (TAMID) perdoando pecados que lhe são confessados. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (1 João 1:9). “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo” (1 João 2:1).
Houve, porém, uma interferência no trabalho de Cristo no seu Santuário, e esta foi feita pelo chifre pequeno conforme a profecia predizia. Como isto é possível? Há uma doutrina católica romana que limita o trabalho de Cristo, a chamada “Confissão Auricular”. Oficializada pela Igreja Católica Apostólica Romana no Concílio de Latrão em 1215, mas já usada vastamente anteriormente, a doutrina da confissão faz as pessoas confessarem seus pecados para outros seres humanos, e não a Cristo. Desta forma, a Igreja usurpa a autoridade de Cristo e somente dele, de perdoar pecados. “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (1 Timóteo 2:5). A ninguém Deus concedeu autoridade para perdoar pecados, nem a Igreja nem seus sacerdotes tem este direito. Durante a Idade Média, quando existia apenas uma forma de Cristianismo administrado por Roma, todas as pessoas eram ensinadas a pedir perdão aos sacerdotes, e isto influiu diretamente no trabalho de Cristo em seu Santuário. Agora que compreendemos isto, podemos entender o que significa “o sacrifício diário” sendo retirado e em seu lugar posta uma “abominação desoladora”. O diário – TAMID – (lembre-se que a palavra sacrifício não está no original) simboliza a verdadeira religião centralizada em Cristo e no perdão dos pecados confessados diretamente a Deus em nome de Jesus. Por outro lado, a “abominação desoladora” é a falsa religião que ensina o perdão dos pecados com a intercessão humana e a oração para outros seres humanos, conhecidos como santos. 

A RESPOSTA AO PROBLEMA
Um Anjo faz uma pergunta a outro Anjo: “Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados?” Dan. 8:13 B. A visão era terrível e assustadora. Notem que existem três perguntas em uma: (1) até quando o “contínuo” será suplantado pela “abominação desoladora”; (2) até quando o santuário será pisado pelo chifre pequeno e (2) até quando o povo de Deus seria pisado também pelo chifre pequeno. Isto é, até quando a falsa religião se manteria predominante, o trabalho de Cristo em seu Santuário seria atrapalhado e o povo de Deus seria perseguido. A resposta dada pelo outro Anjo, no entanto, foi apenas uma: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs e o Santuário será purificado” Dan. 8:14 A pergunta envolve algumas questões que precisam ser respondidas. Existe a profanação do santuário pelo chifre pequeno, também a ab-rogação, a introdução de impureza no santuário e a queda do povo de Deus representado pelos exércitos marchando insensivelmente sobre ele e o santuário. O segredo da resposta está na palavra aqui traduzida como “purificado”. No hebraico a palavra usada é NISDAQ, uma forma verbal (niphal) do verbo SDQ, tsadiq. Em sua raiz original, o verbo tem o sentido de “ser justo”, “justificar”. Seu significado ampliado é “ser puro”, “limpo”, “íntegro”, “reto”, “absolvido”, “restaurar”, “vindicar” e mesmo “piedoso” e “virtuoso”. Precisamos nos lembrar que o hebraico bíblico possui 3.000 palavras, enquanto uma pessoa moderna na média fala em torno de 9.000 palavras diferentes, e as pessoas cultas 15.000. Portanto, uma única palavra em hebraico pode conter dezenas de significados. Este é o caso de tsadiq. A resposta do Anjo envolve várias condições que necessitariam de conserto. O povo de Deus precisaria deixar de ser pisado pelo chifre pequeno, e isto efetivamente aconteceu em 1798 quando o general Berthier prendeu o líder da igreja, o Papa pio VI, e o levou para a França em exílio. O “contínuo” deveria tomar o lugar da abominação desoladora. Em 1517 teve início a reforma que lutaria pela restauração da verdade e o fim da confissão auricular para os protestantes, mas foi em 1844 que um movimento de restauração levantado por Deus se preocuparia com a própria doutrina do Santuário a tanto tempo relegada no verdadeiro Cristianismo. Finalmente, o Santuário precisaria ser limpo. Já entendemos que o Santuário descrito em Daniel 8 é o Santuário do Céu. A pergunta que fazemos então é: pode algo estar contaminado no Céu para que precise ser limpo ou purificado? A resposta mais uma vez encontramos no livro de Hebreus: E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão. De sorte que era bem necessário que as figuras das coisas que estão no céu assim se purificassem; mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios melhores do que estes. Hebreus 9:22,23 Notem como texto afirma que as coisas da terra, sombras das celestiais, se purificavam com o sangue de animais, mas as COISAS CELESTIAIS, com sacrifícios superiores, isto é, o sacrifício de Cristo e Seu sangue. Assim, entendemos que coisas celestiais necessitam também de purificação pois estão de alguma forma corrompidas ou sujas. Mas como isto é possível? Você com certeza já passou por uma banca de jornal ou revistas e roborizou diante do que está ali exposto. Pornografia, violência, crimes degradantes estão ostentados todos os dias em diários e outras publicações. Você também já parou de ler um livro porque seu conteúdo se tornou impróprio e proibiu mesmo seus filhos de lerem ou verem algumas coisas, mesmo verídicas. Todas estas histórias e fatos estão registradas nos livros celestiais. Diz o salmista: “Tu contaste as minhas vagueações; põe as minhas lágrimas no Teu odre; não estão elas no Teu livro?” (Sal. 56:8). “Eis que está escrito diante de Mim: [...] as vossas iniquidades, e juntamente as iniquidades de vossos pais, diz o Senhor.” (Isa. 65:6 e 7). Diz o profeta Daniel: “Assentou-se o juízo, e abriram-se os livros” (Dan. 7:10). O escritor do Apocalipse, descrevendo a mesma cena, acrescenta: “Abriu-se outro livro, que é o da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras” (Apoc. 20:12). 

O DIA DA EXPIAÇÃO E O JUÍZO INVESTIGATIVO
Todos os horríveis pecados cometidos pela humanidade estão registrados nos livros celestes, sujando e contaminando o Santuário que lá se encontra. Na terra, quando havia aqui o Santuário, a purificação do mesmo acontecia no conhecido Yom Kippur, ou, dia da expiação ou perdão. Neste dia o Sumo-Sacerdote entrava no Santuário e fazia expiação pelo povo e pelo santuário. Durante todo o ano os pecados do povo eram acumulados simbolicamente no tabernáculo ao levar o Sacerdote o sangue de sacrifícios que tinham sido feitos com a confissão de pecados na cabeça do animal sacrificado. estes pecados ficavam assim “registrados” no Santuário e precisavam ser limpos. Esta era a cerimônia que acontecia apenas uma única vez ao ano, quando o Sumo Sacerdote adentrava (unicamente neste dia) no Santo dos Santos, na presença direta de Deus. Era o sangue do “bode para o Senhor” que fazia a purificação dos pecados. "Depois degolará o bode, da expiação, que será pelo povo, e trará o seu sangue para dentro do véu; e fará com o seu sangue como fez com o sangue do novilho, e o espargirá sobre o propiciatório, e perante a face do propiciatório. Assim fará expiação pelo santuário por causa das imundícias dos filhos de Israel e das suas transgressões, e de todos os seus pecados; e assim fará para a tenda da congregação que reside com eles no meio das suas imundícias". Levítico 16:15,16. Entendemos então que em alguma data passados as 2.300 tardes e manhãs, ou anos em profecia, o dia do Yom Kippur teria início no Santuário Celestial. Os pecados do povo de Deus seriam apagados definitivamente dos registros, vindicando ou dando vida ao povo de Deus através do sangue de Cristo que limpa todo o pecado confessado. Jesus está, portanto, salvando seu povo do castigo final que acometerá o chifre pequeno e todos os inimigos de Deus. Este é o significado do que alguns chamam de Juízo Investigativo. Diante de todo o Universo Deus está fazendo justiça para seu povo, tantos que foram mortos ou perseguidos, sofreram privações e maus tratos estão agora sendo vindicados por Deus, e o Santuário está sendo purificado. Quando este julgamento estiver terminado, Jesus virá nas nuvens dos Céus para retribuir a cada um segundo as suas obras (Apo. 22:13). Também nós teremos nossos nomes passados ali no tribunal de Deus. Mas não devemos temer “porque nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”. Romanos 8:1. Devemos buscar andar no Espírito e entregar nossa vida a Cristo todos os dias. “Temei a Deus, e dai- -lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Apo. 14:7) Este deve ser o motivo de nossa vida hoje. 

CONCLUSÃO 
Que maravilhosa mensagem de esperança. Cristo, meu amado Salvador, está diante do Pai intercedendo por mim e limpando os meus pecados (Mat. 10:32). Não precisamos temer, nosso amigo e irmão está nos Céus intercedendo por nós (João 15:15). Nunca se esqueçam de suas promessas: “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo” (1 João 2:1). Lá diante do Pai temos o maior de todos os Advogados. Nosso Salvador Jesus Cristo que se compadece de nós. Que este juízo logo possa terminar e possamos ver realizado nosso maior desejo, a bendita esperança de sua volta. “Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus” (Apocalipse 22:20). MARANATA, VEM SENHOR JESUS!
Fonte: Estudos de Daniel


Espírito de Profecia:

terça-feira, junho 05, 2018

Daniel 8 - Leitura, Estudo e Reflexão - Parte I



DANIEL 8 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

A princípio. Sem dúvida, uma referência à visão do cap. 7. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 924.
um carneiro, o qual tinha dois chifres. Representando o império medo-persa, com dois chifres desiguais que simbolizam a divisão de poder entre a Média e a Pérsia (v. 20; ver nota sobre 7:5). Daniel viu isto durante o reinado de Belsazar (8:1; comparar com o cap. 5), mas Babilônia não é representada na visão porque seu tempo  já estava quase terminando. Neste capítulo, o escritor volta a usar a língua hebraica [provavelmente por dirigir sua mensagem em especial ao povo hebreu] (deixando o aramaico, empregado em 2:4-7:28). Bíblia de Estudo Andrews.
Mais alto do que o outro. Embora tenha se levantado depois da Média, a Pérsia se tornou o poder dominante quando Ciro derrotou Astíages, da Média, em 553 ou 550. Contudo, os medos não eram tratados como inferiores ou um povo subjugado, mas sim como confederados (ver com. de Dn 2:39). CBASD, vol. 4, p. 925.
4. Dava marradas para o ocidente. Ciro conquistou a Lídia, em 547 a . C , e Babilônia, em 539. Cambises estendeu as conquistas até o sul, ao Egito e à Núbia, em 525. Dario Histaspes foi para o norte contra os escitianos, em 513 (ver vol. 3, p. 39-44). CBASD, vol. 4, p. 925.
Vinha do ocidente. A Grécia ficava a oeste do império persa. CBASD, vol. 4, p. 925.
enfurecido. Os gregos queriam vingança por aquilo que o império medo-persa lhes havia feito, que incluiu a malsucedida invasão a seu território por Xerxes em 480-479 a.C. (comparar com 11:2). Bíblia de Estudo Andrews.
O poder do império persa foi quebrado por completo. O país foi assolado, seus exércitos foram feitos em pedaços e espalhados, e suas cidades, saqueadas. A cidade real de Persépolis, cujas ruínas ainda permanecem como monumento de seu antigo esplendor, foi destruída pelo fogo. CBASD, vol. 4, p. 925.
na sua força, quebrou-se-lhe o grande chifre. Alexandre morreu no auge de seu poder em 323 a.C. Bíblia de Estudo Andrews.
Aos 32 anos, ainda jovem, o grande líder morreu de uma febre agravada, sem dúvida, por sua própria intemperança (ver com. de Dn 7:6). CBASD, vol. 4, p. 925.
De um dos chifres. Cabe observar que alguns teólogos interpretam que o pequeno chifre nasce de entre os quatro chifres do bode, ou seja, seria um poder que se afirma a partir de um dos quatro reinos nos quais o império de Alexandre se divide. Assim, eles apontam para Antíoco Epifânio, que governou a Terra Santa, perseguiu os judeus e seu culto, chegando a fazer sacrifícios de animais imundos no templo de Jerusalém. Porém, uma análise mais acurada dos elementos da profecia e seus desdobramentos revela que esta interpretação carece de sustentação, pois a guerra contra Deus profetizada dura 1260 anos e não apenas poucos meses. Koot van Wyk em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2014/08/22. [Ver mais sobre a hipótese de ser Antíoco Epifânio o chifre pequeno de Dn 8:9, no com. do v. 25, ao final] .
A palavra “deles” (como traduz a AA), hem, é masculina. Isso indica que, gramaticalmente, o antecedente é “ventos” (v. 8) e não “chifres”, visto que “ventos” pode ser tanto masculino como feminino, mas “chifres” apenas feminino. Por outro lado, a palavra para “um”, ‘achath, é  feminino, sugerindo’ chifres” como o antecedente. … Comentaristas que interpretam o “chifre pequeno” do v. 9 como Roma não podem explicar satisfatoriamente como se poderia dizer que Roma surgiu de uma das divisões do império de Alexandre [se o chifre pequeno nasceu de um dos 4 chifres]. Mas, se “deles” se refere a “ventos” [se o chifre pequeno nasceu dos ventos], então toda dificuldade desaparece. … Visto que a visão de Daniel 8 é paralela aos esboços proféticos dos cap. 2 e 7, e visto que em ambos os esboços o poder que sucede a Grécia é Roma (ver com. de Dn 2:40; 7:7), a compreensão razoável, nesse caso, é que o poder do “chifre” descrito no v. 9 também se aplica a Roma. Essa interpretação se confirma pelo fato de que Roma precisamente cumpre as várias especificações da visão. CBASD, vol. 4, p. 925, 926.
Um chifre pequeno. Este “chifre pequeno” representa Roma em ambas as fases, pagã e papal. Daniel viu Roma, primeiramente, em sua fase pagã e imperial, guerreando contra o povo judeu e os cristãos primitivos e, depois, na fase papal, seguindo até o presente e o futuro, guerreando contra a igreja verdadeira (sobre essa dupla aplicação, ver com. dos v. 13, 23). CBASD, vol. 4, p. 926.

se tornou muito forte. O chifre não representava apenas outro poder ou governante grego (como Antíoco IV Epifânio), mas dominaria sobre todos os reinos gregos. … O chifre pequeno é o mesmo poder simbolizado no cap. 7. No cap. 8, porém, o chifre faz primeiramente uma expansão horizontal, do noroeste rumo ao sul, ao leste e à “terra gloriosa” (terra de Israel; comparar 8:9 com 11:16). Nessas direções, Roma se expandiu para construir seu império, conquistando um por um os reinos gregos. Em Dn 8:10-12 retrata-se o chifre crescendo no sentido vertical, contra o céu, em um ataque religioso a Deus, seu povo e sua verdade. Portanto, o chifre pequeno tem uma fase secular e outra religiosa. Bíblia de Estudo Andrews.
Para a terra gloriosa. Aqui, refere-se a Jerusalém ou a Palestina. CBASD, vol. 4, p. 926.
10. Exército dos céus. O “exército” e as “estrelas” obviamente representam “os poderosos e o povo santo” (v. 24). CBASD, vol. 4, p. 927.
E os pisou. Isto se refere à fúria com que Roma perseguiu o povo de Deus através dos séculos. No tempo dos tiranos pagãos Nero, Décio e Diocleciano e, depois, no período papal, Roma jamais hesitou em tratar com dureza aqueles a quem condenou. CBASD, vol. 4, p. 927.
11 príncipe do exército. A referência é a Cristo, que foi crucificado sob a autoridade de Roma (ver com. de Dn 9:25; 11:22). CBASD, vol. 4, p. 927.
O comandante do exército dos Céus é o mesmo que o Filho do Homem de 7:13. … Ao se exaltar como Deus, o chifre pequeno compartilhou as aspirações de Lúcifer, que queria erguer seu trono acima das estrelas de Deus e ser “semelhante ao Altíssimo” (Is 14:12-14). Bíblia de Estudo Andrews.
dele tirou o sacrifício diário. Significa: “e dele (do Príncipe do exército), ele (o chifre pequeno) removeu a regularidade/o diário (comparar com 11:31; 12:11). A palavra “sacrifício” costuma ser acrescentada pelos tradutores, mas não se encontra na língua original… No contexto do santuário/templo terreno, o termo hebraico para “regularidade” (às vezes chamado de “contínuo” ou “diário”) era usado para vários ritos ou sistema de ritos regulares (lâmpadas, holocaustos, incenso, pães da proposição), realizados todos os dias (Êx 27:20; 29:38; 30:7, 8) ou toda semana (Lv 24:8). Designava o serviço do sacerdote no átrio e dentro do lugar santo do tabernáculo. É empregado para se referir à mediação do Príncipe do exército no santuário celestial (ver Hb 7:25). A fase horizontal do chifre pequeno, representado pelo império romano, estende-se além da destruição do templo de Jerusalém em 70 d.C. A fase religiosa [ou vertical] do chifre pequeno interferiu na ministração diária de Cristo no templo celestial (ver Ap 13:6). Bíblia de Estudo Andrews.
o lugar do seu santuário foi deitado abaixo. Deitou por terra a verdade. O papado encheu a verdade de tradição e a obscureceu com a superstição. CBASD, vol. 4, p. 929.
Comparar com Ap 11:2, passagem em que o átrio do templo de Deus, onde seu povo terreno se reúne para adorá-lo, é pisado pelas nações/gentios por 42 meses (=1260 dias = 3 1/2 anos ou “tempos”). Este é o período de dominação e perseguição do chifre pequeno de Dn 7:25. Durante essa época, a mediação de Cristo no santuário celestial foi obscurecida por meio de um sistema de mediação (ver também Ap 13:6). Bíblia de Estudo Andrews.
14 Tardes e manhãs. Do heb. ‘ereb boqer, literalmente, “tarde manhã”, expressão que se compara à descrição dos dias da criação: “Houve tarde e manhã, o primeiro dia” (Gn 1:5), etc. Na LXX, a palavra “dias” vem depois da expressão “tardes e manhãs”. Na tentativa de fazer coincidir, ainda que aproximadamente, este período com os três anos da devastação do templo por parte de Antíoco IV, alguns sutilmente contaram as “2.300 tardes e manhãs” como 1.150 dias literais. A respeito disso, C. F. Keil advertiu que o período profético das 2.300 tardes e manhãs não pode ser entendido como “2.300 meio-días nem como 1.150 dias inteiros, porque tarde e manhã na criação constituem não a metade, mas o dia inteiro”. Depois de citar essa declaração, Edward Young diz: “Por isso, devemos entender que a frase significa 2.300 dias” (The Prophecy of Daniel, p. 174). Comentaristas têm tentado, mas sem êxito, encontrar algum acontecimento na história que se ajuste ao período de 2.300 dias literais. … O professor Driver tem razão ao declarar: ‘Parece impossível encontrar dois eventos separados por 2.300 dias (= 6 anos e 4 meses) que corresponda à descrição'” (Charles H. H. Wright, Daniel and His Prophecies, 1906, p. 186, 187). A única forma de se dar consistência a esses “dias” é computá-los no sentido profético mediante a aplicação do princípio dia-ano. CBASD, vol. 4, p. 929.
Até duas mil e trezentas tardes e manhãs. Tradução literal da expressão em hebraico. … Ao interpretar as 2.300 tardes e manhãs, o v. 26 acrescenta o artigo definido “da tarde e da manhã”, como se a expressão completa fosse: “as 2.300 tardes e as 2.300 manhãs”(comparar com Dt 9:25 – “quarenta dias e quarenta noites”). Isso quer dizer 2.300 dias. … Portanto, usando os princípios historicistas de interpretação profética, os 2.300 “dias” simbolizam 2.300 anos (comparar com as notas sobre 7:25; 9:24). Dn 8 indica que o período começa durante o império medo-persa, ao passo que Dn 9:24, 25 esclarece que seu primeiro segmento, de “setenta semanas” de anos (=490 anos) tem início com a ordem para restaurar e reconstruir Jerusalém após o exílio babilônico. descobrimos (em 9:25) que esta ordem do rei persa Artaxerxes I entrou em vigor em 457 a.C. Considerando 457 a.C. como o início dos 2.300 anos e lembrando que não existiu o ano “0” entre as eras a.C. e d.C., o fim deste período fica estabelecido em 1844 d.C. Bíblia de Estudo Andrews.
Santuário. Visto que os 2.300 anos conduzem a uma data tardia da era cristã, este santuário não pode ser o templo em Jerusalém, destruído em 70 d.C. O santuário da nova aliança é claramente o celestial, “que o Senhor erigiu, não o homem” (Hb 8:2; GC, 411-417). Cristo é o sumo sacerdote desse santuário (Hb 8:1). CBASD, vol. 4, p. 929.
o santuário será purificado. A purificação do santuário celestial compreende toda a obra do juízo final, que começa com a fase investigativa e termina com a fase executiva, que resulta na erradicação permanente do pecado de todo o universo. Um aspecto importante do juízo final é a vindicação do caráter de Deus perante todos os seres do universo. As acusações falsas que Satanás apresentou contra o governo de Deus serão demonstradas sem fundamento. No final, se verá que Deus foi completamente justo na escolha de determinados indivíduos para comporem Seu futuro reino, e ao impedir outros de entrarem ali. Os atos finais de Deus despertarão nas pessoas a confissão: “justos e verdadeiros são os Teus caminhos” (Ap 15:3), “Tu és justo” (Ap 16:5), e, “verdadeiros e justos são os Teus juízos” (Ap 16:7). O próprio Satanás será levado a reconhecer a justiça de Deus (ver GC, 670,671). CBASD, vol. 4, p. 930.
O verbo exprime a ideia de restauração da ordem designada por Deus por meio de uma obra de restauração e juízo. Nos versículos anteriores, são relatadas as atividades do chifre pequeno contra Deus, seu santuário e a obra sacerdotal diária de Cristo. Agora, o serviço anual, o Dia da Expiação (ver Lv 16) é introduzido na visão. O Dia da Expiação era um dia de juízo no templo israelita. A purificação do santuário mencionada neste versículo corresponde à cena de julgamento em Dn 7. A purificação inclui uma obra de julgamento no tempo do fim. É importante lembrar que o objetivo de Daniel é encorajar o povo de Deus, ao prever com clareza o livramento dos justos e a derrota de seus inimigos. Bíblia de Estudo Andrews.
16. Gabriel. No AT, o nome Gabriel ocorre apenas aqui e em Daniel 9:21. O NT relata a aparição deste ser celestial para anunciar o nascimento de João Batista (Lc 1:11-20) e, mais uma vez, para anunciar a Maria o nascimento do Messias (Lc 1:26-33). O visitante angélico declarou de si mesma “Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus” (Lc 1:19). Gabriel ocupa a posição da qual Satanás caiu (ver DTN, 693; cf. DTN, 99). Gabriel também foi o portador das mensagens proféticas a João (Ap 1:1; cf. DTN, 99; ver com. de Lc 1:19). CBASD, vol. 4, p. 930.
17 tempo do fim. … num futuro distante a partir da perspectiva de Daniel (comparar com 8:26). Bíblia de Estudo Andrews.
22. Quatro reinos. Comparar com o v. 8 e com Dn 11:4; sobre os reinos helenísticos que surgiram do império de Alexandre, ver com. de Dn 7:6.0 cumprimento exato destes detalhes da visão garante que o que se segue certamente acontecerá conforme predito. CBASD, vol. 4, p. 931.
23 No fim do seu reinado. Isto é, depois que as divisões do império de Alexandre tivessem existido por algum tempo. O império romano surgiu de forma gradual e conquistou a supremacia só depois que as divisões do império macedônico se enfraqueceram. A profecia se aplica a Roma em suas formas pagã e papal. … “A igreja romana, dessa forma, secretamente se colocou no lugar do império mundial romano, do qual é a continuação real; o império não pereceu, apenas passou por uma transformação. […] isso não é mera observação sagaz’, mas o reconhecimento histórico do verdadeiro estado de coisas, e a maneira mais apropriada e frutífera de descrever o caráter dessa Igreja. Ela ainda governa as nações. […] É uma criação política, é tão imponente como um império mundial, por ser a continuidade do império romano. O papa, que se autodenomina ‘Rei’ e ‘Pontífice Máximo’ é o sucessor de César” (Adolf Harnack, What Is Cristhianity?[Nova York; G. P. Putnams Sons, 1903], p. 269, 270). CBASD, vol. 4, p. 931.

Feroz catadura. Provável alusão à Deuteronômio 28:49 a 55. CBASD, vol. 4, p. 931.
Intrigas. Do heb. chidhoth, “enigmas” (Nm 12:8; Jz 14:12; Ez 17:2) ou “perguntas difíceis” (lRs 10:1). Alguns crêem que o significado nesta passagem seja “linguagem ambígua” ou “duplicidade”. CBASD, vol. 4, p. 931.
Acabarem. Pode ser uma referência a várias nações, ou talvez em específico aos judeus, que encheram a taça de sua iniquidade (ver Gn 15:16; Ed, 173-177). CBASD, vol. 4, p. 931.
24. Não por sua própria força. Comparar com “o exército lhe foi entregue” (v. 12). Alguns vêem aqui referência ao fato de o papado reduzir o poder civil à subserviência e fazer com que a espada do estado se levantasse em favor de seus objetivos religiosos. CBASD, vol. 4, p. 931.
25. Astúcia. Ou, “engano”. Os métodos deste poder são a sutileza e o engano. CBASD, vol. 4, p. 931.
Que vivem despreocupadamente. Isto é, enquanto muitos sentem que estão vivendo em segurança, serão destruídos inadvertidamente. CBASD, vol. 4, p. 931.
Príncipe dos príncipes. Príncipe dos príncipes. É evidente que se refere ao mesmo ser designado como “príncipe do exército”, no v. 11 , ninguém além de Cristo.Foi um governador romano que sentenciou Cristo à morte, mãos romanas O pregaram na cruz, e uma lança romana perfurou Seu lado. CBASD, vol. 4, p. 931, 932.
Sem esforço de mãos humanas. Isto implica que o próprio Senhor, ao final, destruirá esse poder (ver Dn 2:34). O sistema eclesiástico representado por esse poder continuará até que seja destruído sem esforço de mãos humanas, na segunda vinda de Cristo (ver 2Ts 2:8). Alguns comentaristas defendem o ponto de vista de que o poder do “chifre pequeno” (em Dn 8) simboliza Antíoco Epifânio (ver com. de Dn 11:14). No entanto, um exame cuidadoso da profecia torna evidente que esse rei selêucida perseguidor não cumpre as especificações reveladas. Os quatro chifres do bode (Dn 8:8) eram reinos (v. 22), e é natural esperar que o “chifre pequeno” seja também um reino. Mas Antíoco foi apenas um rei do império selêucida, portanto, parte de um chifre. Sendo assim, ele não poderia ser outro chifre. Além disso, esse chifre [na profecia] se tornou muito forte para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa da Palestina (v. 9). A entrada de Antíoco no Egito terminou em humilhação diante dos romanos. Seus êxitos na Palestina foram breves e seu avanço ao oriente foi interrompido por sua morte. Sua política de impor o helenismo fracassou por completo, e a sagacidade não lhe rendeu prosperidade notável (v. 12). Além disso, Antíoco não viveu no final (v. 23) dos reinos helenísticos divididos, mas em cerca da metade do período; seu poder dificilmente poderia ser atribuído a qualquer coisa além de sua própria força (v. 22); sua astúcia e estratégia mais fracassaram que prosperaram (v. 25); ele não se levantou contra nenhum “Príncipe dos príncipes” judeu (v. 25); ele deitou a verdade por terra (v. 12) de forma temporária e não teve êxito, pois isso levou os judeus a defenderem sua fé contra o helenismo. Muito embora tenha dito palavras arrogantes, oprimido o povo de Deus e profanado o templo, durante um breve período, e se possam alegar alguns outros pontos parcialmente verdadeiros quanto às suas atividades, é óbvio que não se encontra em Antíoco um cumprimento adequado de muitas especificações da profecia (ver mais no com. do v. 14; Dn 9:25; 11:31). CBASD, vol. 4, p. 932.
27 espantava-me com a visão, e não havia quem a entendesse. Daniel percebeu quer o período era extenso, durante o qual aconteceriam coisas ruins para a causa de Deus no mundo e para seu povo. Por não saber quando o período começaria, não era possível descobrir quando iria terminar. ele precisou de explicações adicionais. Bíblia de Estudo Andrews.


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Daniel 8 - Slides - Parte I

Sermão - Daniel Capítulo 7


quinta-feira, maio 31, 2018

Daniel 7 - Leitura, Estudo e Reflexão



Daniel – Capítulo 7

1 Certa noite, durante o primeiro ano de Belsazar como rei da Babilônia, Daniel se deitou na sua cama e sonhou e no sonho teve visões. Quando acordou, ele escreveu aquilo que tinha sonhado.
2 Aqui está o que ele escreveu: No sonho que tive naquela noite, eu vi os ventos soprando de todas as direções e agitando as águas do mar imenso.
3 De repente, saíram do mar quatro monstros enormes, diferentes uns dos outros.
4 O primeiro parecia um leão, mas tinha asas de águia. Enquanto eu olhava, as suas asas foram arrancadas, e ele foi posto de pé para que andasse como homem. E foi dada a ele uma mente humana.
5 O segundo monstro era parecido com um urso. Ele se levantou nas patas de trás e segurava três costelas na boca. E uma voz lhe dizia: “Vá e coma muita carne.”
6 Depois, vi o terceiro monstro, e este era parecido com um leopardo. Ele tinha quatro cabeças e nas costas tinha quatro asas, como asas de ave. A este animal foi dada a autoridade para reinar.
7 O quarto monstro que vi naquela visão era terrível, espantoso e muito forte. Tinha enormes dentes de ferro e com eles despedaçava e devorava as suas vítimas; o que sobrava ele esmagava com as patas. Esse monstro era diferente dos outros três e tinha dez chifres.
8 Eu estava olhando os chifres com atenção e notei outro chifre, menor, que nasceu entre os outros. Três chifres foram arrancados para dar lugar a esse chifre menor, que tinha olhos, como os de gente, e uma boca que falava com muito orgulho.
9 Continuei olhando e vi que foram postos alguns tronos. Num deles, assentou-se aquele que sempre existiu. A sua roupa era branca como a neve, e os seus cabelos eram brancos como a lã. O trono e as suas rodas pareciam labaredas de fogo,
10 e de um lugar em frente do trono saía um rio de fogo. Havia ali milhares de pessoas que adoravam aquele que estava sentado no trono, e muitos milhões estavam de pé na presença dele. Começou o julgamento, e foram abertos os livros.
11 Continuei olhando, pois o chifre pequeno ainda estava dizendo palavras orgulhosas. E vi quando o quarto monstro foi morto; e o seu corpo foi despedaçado e jogado no fogo.
12 Quanto aos outros monstros, o poder que tinham foi tirado deles, mas não foram mortos; foi dado a eles mais um pouco de tempo para viverem.
13 Na mesma visão que tive naquela noite, vi um ser parecido com um homem, que vinha entre as nuvens do céu. Ele foi até o lugar onde estava aquele que sempre existiu e foi apresentado a ele.
14 Deram-lhe o poder, a honra e a autoridade de rei, a fim de que os povos de todas as nações, línguas e raças o servissem. O seu poder é eterno, e o seu reino não terá fim.
15 As visões me espantaram, e eu fiquei preocupado com o que tinha visto.
16 Cheguei perto de um dos que estavam ali e pedi que me explicasse o que eu tinha visto. Então ele explicou assim:
17 – Os quatro monstros enormes são quatro reis que vão dominar o mundo.
18 Mas o reino será dado ao povo do Deus Altíssimo, e esse povo reinará para sempre.
19 Eu quis saber também a explicação a respeito do quarto monstro, que era diferente dos outros três, que era terrível e tinha dentes de ferro e unhas de bronze, que despedaçava e devorava as suas vítimas e que esmagava com as patas aquilo que sobrava.
20 Pedi também que me explicasse os dez chifres que esse monstro tinha na cabeça e o outro chifre que havia crescido, derrubando três chifres; esse chifre, que parecia mais forte do que os outros, tinha olhos e uma boca que falava com muito orgulho.
21 Enquanto eu olhava, esse chifre começou a lutar contra o povo de Deus e estava vencendo,
22 até que chegou aquele que sempre existiu. Ele julgou a favor do povo do Deus Altíssimo, pois havia chegado o tempo de esse povo começar a reinar.
23 A explicação que recebi foi esta: – O quarto monstro é um rei, e o reino dele será bem diferente dos outros. Ele conquistará o mundo inteiro, destruirá todas as nações e as deixará arrasadas.
24 Os dez chifres representam dez reis que governarão esse reino. Depois deles, aparecerá outro rei que será diferente dos primeiros; ele derrotará três reis.
25 Ele falará contra Deus e perseguirá o povo do Deus Altíssimo. Procurará mudar a Lei de Deus e os tempos das festas religiosas. O povo de Deus será dominado por ele durante três anos e meio.
26 Mas depois disso o tribunal o condenará, e assim ele perderá o seu reino, e o seu poder acabará para sempre.
27 Mas o reino, o poder e a glória serão dados ao povo do Deus Altíssimo, e eles governarão o mundo inteiro para sempre; todos os outros povos os servirão, todos lhes obedecerão.
28 Aqui termina a explicação. Eu continuei muito preocupado com os meus pensamentos, e o meu rosto ficou pálido. Mas eu não disse nada a ninguém.

DANIEL 7 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

No primeiro ano de Belsazar. Antes dos eventos registrados nos cap. 5 e 6. Bíblia de Estudo Andrews.
quatro ventos. Esta expressão pode se referir aos quatro pontos cardeais (comparar com 8:8; Jr 49:36; Zc 2:6). Bíblia de Estudo Andrews.
Leão … asas de águia. Um símbolo apropriado para Babilônia. O leão alado é encontrado em objetos de arte babilônicos. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 903.
Um urso. O império persa, ou medo-persa, correspondente à prata da estátua. CBASD, vol. 4, p. 903.
sobre um de seus lados. … os persas … se tornaram o poder dominante poucos anos antes do império duplo conquistar Babilônia. CBASD, vol. 4, p. 904.
Três costelas. … símbolo dos três poderes principais conquistados pelo império medo-persa: Lídia, Babilônia e Egito. CBASD, vol. 4, p. 904.
Semelhante a um leopardo.  O leopardo é um animal feroz e carnívoro, notável por sua velocidade e agilidade. … identificado em Dn 8:21 como “Grécia”. … Não deve ser confundido com a Grécia do período clássico, visto que este período precedeu a queda da Pérsia. … é o império semigrego macedônico de Alexandre, o Grande …, que inaugurou o que é chamado de período helenístico. CBASD, vol. 4, p. 904.
… quatro asas de ave. O símbolo descreve adequadamente a rapidez fulminante com que Alexandre e os macedônios, em menos de uma década, chegaram a se apoderar do maior império do mundo até então. CBASD, vol. 4, p. 905.
quatro cabeças. Obviamente, equivalem aos quatro chifres do bode [8:8], que representava os quatro reinos [Cassandro, Lisímaco, Seleuco e Ptolomeu] (mais tarde reduzidos a três [com a eliminação de Lisímaco]) que ocuparam o território ocupado por Alexandre. CBASD, vol. 4, p. 905.
… refletem o fato de que o império grego/macedônico de Alexandre, o Grande, foi [inicialmente] dividido em quatro reinos  depois de sua morte. Bíblia de Estudo Andrews.
quarto animal, terrível, espantoso. Este monstro não parecia com nenhuma espécie de animal que Daniel soubesse identificar. Bíblia de Estudo Andrews.
A história mostra claramente que o poder mundial que sucedeu o terceiro império dessa profecia é Roma. No entanto, a transição foi gradual, de modo que é impossível apontar para evento específico que indique o momento da mudança. CBASD, vol. 4, p. 906.
Grandes dentes de ferro. … retratam crueldade e força. … Roma devorou nações e povos em suas conquistas. Algumas cidades inteiras foram destruídas. como no caso de Corinto, em 146 a.C. CBASD, vol. 4, p. 907.
Dez chifres. …há razão para entender esses “dez reis” também como reinos… As sucessivas invasões do império romano por parte de várias tribos germânicas e a substituição dele por vários estados separados e monarquias são fatos bem comprovados pela história.  … [Uma das listas compiladas pelos historiadores é:] ostrogodos, visdigodos, francos, vândalos, suevos, alamanos, anglo-saxões, hérulos, lomardos e burgúndios. CBASD, vol. 4, p. 905.
outro pequeno. Este chifre mais novo começa pequeno, mas fica maior que os outros. Bíblia de Estudo Andrews.
O “chifre pequeno” é um símbolo da Roma papal. CBASD, vol. 4, p. 908.
“Das ruínas da Roma política, surgiu o grande império moral na ‘forma gigante’ da igreja romana” (A. C. Flick, The Rise of the Medieval Church[1900], p. 150. Citado em CBASD, vol. 4, p. 907.
“… em geral, sob o fraco sistema político do feudalismo, a igreja bem organizada, unificada e centralizada, tendo o papa como o cabeça, não era apenas independente em questões eclesiásticas, mas também controlava questões civis” (Carl Conrad Eckhardt, The Papacy and World Affairs [1937], p. 1). Citado em CBASD, vol. 4, p. 907.
Olhos. Em geral, símbolos de inteligência. Em contraste com os bárbaros, que eram em grande parte iletrados, o poder representado pelo “chifre pequeno” era notável por sua inteligência, perspicácia e previsão. CBASD, vol. 4, p. 911.
uma boca que falava com insolência. Discurso de blasfêmia contra o Deus Altíssimo … O poder do chifre pequeno não é apenas orgulhosos. Também tem uma forte característica religiosa e é blasfemo. Bíblia de Estudo Andrews.
Ancião de Dias.A expressão é descritiva, não um título. … Deus, o Pai, é representado. CBASD, vol. 4, p. 911.
Ao longo de toda a Bíblia, essa expressão ocorre somente neste capítulo. É um título para o Deus Altíssimo, que vive para sempre e cujo reino é eterno (comparar com 4:34). Bíblia de Estudo Andrews.
10 assentou-se o tribunal e se abriram os livros. O tribunal celestial, presidido pelo próprio Deus, responde ao desafio pronunciado pelo “chifre pequeno” [v. 8]. Os livros são registros relevantes para determinar o veredicto e indicam que cada é investigado com cautela. Bíblia de Estudo Andrews.
11 Foi morto. Isto representa o fim do sistema ou da organização, simbolizado pelo chifre. … com a destruição final do poder do “chifre pequeno”, o mundo todo será despovoado. CBASD, vol. 4, p. 912, 913.
13 um como o Filho do Homem. Em vez da tradução “Filho do Homem” a tradução “Um, humano em forma” representaria de maneira mais adequada a frase no aramaico. Deus escolheu apresentar Seu Filho na visão profética com ênfase especial na Sua humanidade. CBASD, vol. 4, p. 913.
Alguém semelhante a um ser humano se aproxima do trono de Deus no Céu para receber o reino eterno no planeta Terra (comparar com 2:44). … Cristo, o Filho divino de Deus (Mt 26:63, 64; 27:54; Mc 1:1), que também falou de Si mesmo como o Filho do Homem que veio à Terra estabelecer Seu reino eterno (M7 16:27; 19-28). … Observe que Dn 7:13 faz distinção entre duas pessoas divinas que pertencem à santa trindade, Cristo, o Filho, aproxima-se do “Ancião de Dias”, que é Deus Pai (comparar com Mt 6:9; 7:21; 28:19). Bíblia de Estudo Andrews.
Dirigiu-se ao Ancião de Dias. Aqui se representa a ida de Cristo ao lugar santíssimo [do santuário celestial] para a purificação do santuário (GC, 426, 480). CBASD, vol. 4, p. 913.
21 Fazia guerra contra os santos. O “chifre pequeno” representa um poder perseguidor que conduziria uma campanha da extermínio contra o povo de Deus (ver com. do v. 25). CBASD, vol. 4, p. 914.
Prevalecia contra eles. Por longos séculos (ver com do v. 25), os santos pareceram indefesos contra essa força destrutiva. CBASD, vol. 4, p. 914.
22. Veio o Ancião de Dias e fez justiça aos santos do Altíssimo. Daniel relata os eventos a medida que lhe aparecem em visão. Com a vinda do Ancião de Dias, ele se refere ao surgimento desse Ser na cena profética (sobre o significado dos eventos, ver com. dos v. 9-14). Fez justiça. O juízo não será apenas em favor dos santos, mas, segundo Paulo (1 Co 6:2, 3) e João (Ap 20:4), os santos auxiliarão na obra do juízo durante os mil anos (ver GC, 661). CBASD, vol. 4, p. 914.
25 Proferirá palavras contra o Altíssimo. A literatura eclesiástica está repleta de exemplos de declarações arrogantes e blasfemas do papado. Alguns exemplos típicos são encontrados numa grande obra enciclopédica escrita por um teólogo católico romano do século 18: “O Papa é de tão grande dignidade e tão excelso que não é um simples homem, mas como se fosse Deus, e o vicário de Deus […] O Papa está coroado de uma coroa tríplice, como rei dos céus e da Terra e das regiões Inferiores. […] O Papa é como se fosse Deus na Terra, único soberano dos
fiéis de Cristo, chefe de reis, com plenitude de poder, a quem foi conferida pelo Deus onipotente a direção não só do reino terreno, mas também do celestial. […] O Papa tem tamanha  autoridade e tanto poder que pode modificar, explicar ou interpretar até as leis divinas. […] O Papa pode mudar a lei divina, visto que seu poder não é de homem, mas de Deus, e ele atua como vice-regente de Deus na Terra com amplo poder de atar e soltar suas ovelhas. […] Qualquer coisa que se diga que faz o próprio Senhor Deus, e o Redentor, isso faz Seu vicário,  contanto que não faça nada contrário à fé” (traduzido de Lucius Ferraris, “Papa II”, Prompta Bibliotheca, vol. 6, p. 25-29). Citado em CBASD, vol. 4, p. 914, 915.

Magoará os santos do Altíssimo. Este fato é descrito anteriormente nas palavras: “este chifre fazia guerra contra os santos e prevalecia contra eles” (v. 21). A frase retrata perseguição contínua e implacável. O papado reconhece que perseguiu e defende esse fato como um exercício legítimo de poder supostamente dado a ele por Cristo. A Catholic Encyclopedia diz:
“Na bula ‘Ad exstirpanda‘ (1252), Inocêncio IV diz: ‘quando aqueles condenados como culpados de heresia forem entregues ao poder civil pelo bispo ou seu representante, ou a Inquisição, o magistrado-chefe da cidade deve levá-los imediatamente e, dentro de cinco dias no máximo, executar as leis contra eles.’ […] Não pode restar nenhuma dúvida quanto a quais regulamentos
civis se indicam, pois as passagens que ordenam queimar os hereges impenitentes foram inseridas nos decretos papais das constituições imperiais ‘Commissis nobis‘ e ‘Inconsutibilem tunicam’. A bula mencionada ‘Ad exstirpanda‘ permaneceu dali em diante como documento fundamental da Inquisição, renovada ou reforçada por vários papas, como Alexandre IV (1254-
1261), Clemente IV (1265-1268), Nicolau IV (1288-1292), Bonifácio VIII (1294-1303) e outros. As autoridades civis, portanto, eram obrigadas pelos papas, sob pena de excomunhão, a executar as sentenças legais que condenavam hereges impententes à fogueira” (José Blotzer, art. “Inquisition“, vol. 8, p. 34). CBASD, vol. 4, p. 915.

os tempos e a lei. Os tempos e a lei de Deus. Não seria profeticamente significativo o poder designado como “chifre pequeno” tentar mudar leis e tempos humanos. Isso é algo comum na luta por domínio mundial. O conflito descrito nesta passagem é entre os Céus e a Terra. … Uma ilustração clara de um “tempo” de Deus é seu sábado. Qualquer tentativa, por parte de um poder terreno, de mudar o sábado do Senhor é também uma tentativa de mudar sua lei, cujo centro é o próprio sábado. Bíblia de Estudo Andrews.
A igreja romana admite abertamente a responsabilidade de introduzir a adoração no domingo, afirmando que tem 0 direito de fazer tais mudanças (ver GC, 446). Um catecismo autorizado para sacerdotes diz: “Mas a Igreja de Deus [isto é, a igreja romana] em sua sabedoria ordenou que a celebração do sábado deve ser transferida para o ‘dia do Senhor'” (Catechism of the Council of Trent, tradução de Donovan, 1829 ed., p. 358). Esse catecismo foi escrito por ordem do Concilio de Trento e publicado sob o pontificado de Pio V. CBASD, vol. 4, p. 914, 915.
um tempo, dois tempos e metade de um tempo. Também mencionado em 12:7 e Ap 12:14. … três anos [360 dias] proféticos e meio. … correspondem a 1260 dias proféticos [anos literais] (Ap 11:3; 12:6). … (sobre o princípio da equivalência dia-ano, ver Nm 14:34; Ez 4:4-6). Portanto, o tempo previsto para o reinado impiedoso do chifre pequeno é de 1.260 anos, que tem sido identificado como que se estendendo de 538 a 1798 d.C. (ver Ap 11:2; 12:6, 14). Bíblia de Estudo Andrews.
Em julho de 1790, trinta bispos católicos compareceram diante dos líderes do governo revolucionário da França para protestar pela legislação que tornava independentes os clérigos franceses da jurisdição do papa e os fazia responsáveis diretos perante o governo. Perguntaram se os líderes da revolução deixariam todas as religiões livres “com exceção daquela que uma vez foi suprema, que foi mantida pela piedade de nossos pais e por todas as leis do Estado, e que tem sido por mil e duzentos anos a religião nacional?” (A. Aulard, Christianity ans the French Revolution, p. 70). CBASD, vol. 4, p. 918.
26 O juízo sempre é favorável ao povo de Deus e contrário a seus inimigos (ver Dt 32:36; Sl 135:14; Ap 11:15-18; 19:2; ver também Ap 6:10). … Esta cena de juízo (ver v. 9-14, 22) corresponde cronologicamente à purificação do santuário em 8:14. Bíblia de Estudo Andrews.
28 O meu rosto se empalideceu. A revelação da história futura dos santos surpreendeu e entristeceu sobremaneira o profeta. CBASD, vol. 4, p. 918, 919.

As 4 Bestas de Daniel, capítulo 7

Neste estudo apresentaremos uma importantíssima visão que Deus enviou ao profeta Daniel que nos fará entender grandes profecias relatadas no livro de Apocalipse. O entendimento desta visão nos trará respostas a uma questão que tem chamado a atenção de muitas pessoas: Por que tantas religiões se Deus é um só? Qual o motivo desta verdadeira confusão religiosa que temos visto em nosso dia-a-dia?
A visão que mencionamos está relatada em Daniel no capítulo 7 (ler o capítulo todo – ler também Daniel 2). Daniel, em sonho, viu que quatro ventos (guerras – Jeremias 51:1-5) agitavam o grande mar (povos) e quatro animais (reinos) diferentes uns dos outros subiram deste mar. Para confirmar na Bíblia o significado destes e de outros símbolos, baixe a tabela de conversão profética, aqui.
1. Leão com duas grandes asas de águia
2. Urso com três costelas em sua boca
3. Leopardo com 4 cabeças e 4 asas
4. Animal terrível, espantoso e muito violento com dentes de ferro e 10 chifres.
As visões relatadas nestes dois capítulos (2 e 7) indicam que quatro impérios haveriam de dominar o mundo. A comprovação histórica destes acontecimentos, impressionam pela precisão da veracidade profética, pois tudo aconteceu nos mínimos detalhes, previstos há centenas e milhares de anos antes.

Leão com duas asas (Daniel 7:4)

(Babilônia – 605 a 539 aC)
O primeiro animal representa o reino de Babilônia cujo rei mais conhecido foi Nabucodonosor.  Em Daniel 2 este reino é representado pela cabeça de ouro da estátua que o rei viu em sonhos, por ter sido considerado o reino mais rico de todos os tempos. O leão é considerado o rei dos animais e a águia, a rainha das aves. Este animal é um leão que tem asas de águia, representando rapidez de conquista. Mas, diz a profecia, que suas asas seriam arrancadas, ou seja, seu poder lhe seria retirado.

Urso com 3 costelas na boca (Daniel 7:5)
(Medo-Pérsia – 538 a 331 aC)
Representa o segundo império mundial, o Império Medo Persa. Ouve uma união entre a média e a Persa, e assim eles conquistaram o mundo tirando o poder de Babilônia, penetrando em seus muros no espaço aberto por onde entrava um rio que haviam desviado o curso. Representado pelo peito e braços de prata na estátua do capítulo 2, este reino de muita crueldade, com diz o texto “…Levanta-te, devora muita carne.” Por isso as três costelas em sua boca pela voracidade na conquista da Líbia, Egito e Babilônia. Quando diz que um dos seus lados se levantou primeiro quer dizer que a Pérsia se destacou primeiramente e depois eles se uniram criaram mais força e dominaram o mundo.

Leopardo com 4 asas e 4 cabeças (Daniel 7:6)

(Grécia – 331 a 168 aC)
Se o leão tinha duas asas representando a rapidez de suas conquistas o que não dizer do terceiro império. A rapidez de conquista do leopardo seria muito maior. As quatro asas a rapidez das conquistas. Foi a rapidez com que o jovem Alexandre (o Grande), o grande estrategista militar que con-quisou o mundo com suas armas de bronze representado na estátua pelo ventre e coxas de bronze. Muito jovem, porém Alexandre, depois de uma noite de muita orgia e bebedeira morreu, sendo sido substituído por seus quatro generais: Cassandro, Lisímaco, Ptolomeu e Seleuco. Por isso as quatro cabeças vistas por Daniel neste animal. Percebemos com isto, a riqueza dos detalhes que a profecia apresenta. Os símbolos descritos há milhares de anos, aconteceu exatamente como o previsto.

Animal terrível e espantoso com dentes de ferro e 10 chifres (Daniel 7:7)

(Roma – 168 aC a 476 dC)
Este animal causou especial espanto em Daniel, por isso o chamou de terrível e espantoso. Muito violento. Com seus dentes de ferro despedaçava e devorava suas vítimas. Este reino teria também muita concentração de poder, por isso os dez chifres. Em Daniel 2 é representado na estátua pelas pernas de ferro. Foi no período do império romano que nasceu Jesus. Somente mencionar seus imperadores: Cesar, Herodes e Nero, vem à mente imagens de muita violência e crueldade. Mais uma vez a história comprova a veracidade da profecia.
Na visão deste animal, Daniel faz menção especial aos 10 chifres (10 dedos dos pés da estátua), que na história representam as 10 nações que originaram a Europa: Anglos (Inglaterra) – Burgundos (Suíça) – Francos (França) – Germanos (Alemanha) – Hérulos (Sul da Itália) – Lombardos (Norte da Itália) – Ostrogodos (Áustria) – Suevos (Portugal) – Vândalos (Sul da Espanha) – Visigodos (Norte da Espanha). Em sua visão (Daniel 7:8-11) mais um chifre surgiu entre aqueles dez arrancando com isso três para dar lugar a este que começou pequeno mas, se engrandeceu muito, com um aspecto bastante assustador, pois tinha olhos e boca de homem e falava com arrogância proferindo blasfêmias.

Chifre Notável ou Ponta Pequena

Qual será o significado deste animal e o que represente este chifre notável? O que isto tem a ver com a minha fé e a minha vida? Daniel também teve esta curiosidade (Daniel 7:19-20). A verdade sobre este animal irá surpreendê-lo também.
Em Daniel 7: 23 lemos: “Então ele [o anjo] disse: O quarto animal será um quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; e devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços.” A história mais uma vez comprova que o império romano realmente arrasou a terra. Por isso na estátua do capitulo 2 este reino é representado pelas pernas de ferro. Metal associado à violência, cadeias, etc. Foi nessa época, com a finalidade de encontrar o recém-nascido Jesus, que Herodes mandou matar todas as criancinhas abaixo de dois anos de idade.
A continuação do relato profético revela, além do aspecto político [Roma pagã – o animal], um forte aspecto religioso, principalmente no que diz respeito ao chifre [Roma cristã] que surgiu dentre os dez, derrubando com isso três deles. O texto revela uma lista de intenções e realizações que este chifre [poder] faria [e fez] revelando assim a estratégia satânica em se estabelecer, como um poder, em oposição a Deus (baseado em: Daniel 7, Daniel 8 e Apocalipse 18):
  • Devorará toda a terra (um objetivo global);
  • Fará a terra em pedaços;
  • Pisar a terra aos pés;
  • Fará guerra aos santos (de acordo com Apocalipse 14:12, santos são aqueles que guardam os 10 mandamentos);
  • Proferirá palavras contra o Altíssimo (o Altíssimo é o próprio Deus);
  • Magoará os santos do Altíssimo;
  • Cuidará em mudar os tempos e a lei (cuidariam em pisar na verdade dos 10 Mandamentos, mudando-a);
  • Engrandecerá até o Príncipe do Exército (atentariam contra a vida de Jesus – o Príncipe);
  • Jogará a verdade por terra (Daniel 8:12) 
    (Deus – Jesus – Espírito Santo – A Bíblia – os 10 Mandamentos)Isto aconteceu no passado, acontece ainda hoje e continuará acontecendo no futuro;
  • Causará estupendas destruições (Daniel 8:25-26);
  • Prosperará e fará o que lhe aprouver;
  • Destruirá os poderosos e o povo santo (perseguição religiosa – inquisição – morte aos cristãos no fogo)
  • Fará prosperar o engano;
  • Destruirá a muitos que vivem despreocupadamente (Daniel 8:25-26)
Você tem se preocupado com a sua salvação? Você tem buscado o conhecimento da Palavra de Deus? Ou você tem vivido despreocupadamente, como muitos, não dando importância à s questões religiosas. Se for esta a sua situação, não viva mais assim. Comece agora a se preocupar com a sua salvação. Estude a Bíblia. Relacione-se mais intimamente com Deus. 
Assista ao vídeo deste tema:
https://www.youtube.com/watch?v=grs3DQfCFC8?rel=0
Estudo Bíblico da série Apocalipse, a Resposta de autoria do Pr. Luís Gonçalves.


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