Há uma grande diferença entre praticar uma religião e experimentar um relacionamento com Deus. Há uma grande diferença entre religião e salvação. Há muitas religiões, mas um só Deus e um só Evangelho. Religião vem dos homens; "O Evangelho é o poder de Deus para a salvação por meio de Jesus Cristo". Religião é o ópio do povo; Salvação é presente de Deus ao homem perdido. Religião é história do homem pecador que precisa fazer alguma coisa para o seu deus imaginado. O Evangelho nos diz o que o Deus Santo fez pelo homem pecador. Religião procura um deus; O Evangelho é a Boa Nova de que Jesus Cristo procura o homem que se encontra no caminho errado. "Porque o Filho do Homem veio salvar o que se havia perdido" (Mateus 18:11). O Evangelho muda o ser humano por dentro por meio da presença do Espírito Santo de Deus em seu coração. Nenhuma religião tem um salvador ressuscitado, que perdoa os pecados e dá vida eterna, pois só Jesus Cristo venceu a morte. Por isso, dirija-se só a Jesus Cristo. Ele é o único que pode perdoar os seus pecados e lhe dar vida nova nesta vida e vida eterna no reino de Deus. "Crê no Senhor Jesus, e serás salvo" (Atos 16:31). "E o sangue de Jesus , Seu Filho, nos purifica de todo o pecado" (I João 1:7). Receba a Jesus AGORA em seu coração como seu Salvador e como único Senhor de sua vida. "Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações"; "Hoje é o dia da Salvação". E depois de aceitar a Cristo Ele diz: "Se me amais, guardai os meus mandamentos" (João 14:15). "Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor" (João 15:10). "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele" (João 14:21).

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quarta-feira, julho 04, 2018

Daniel 11 - Leitura, Estudo e Reflexão


Daniel11


1 sendo que, no primeiro ano de Dario, rei dos medos, ajudei-o e dei-lhe apoio.
2 "Agora, pois, vou dar-lhe a conhecer a verdade: Outros três reis aparecerão na Pérsia, e depois virá um quarto rei, que será bem mais rico do que todos os outros. Quando ele tiver conquistado o poder com sua riqueza, instigará todos contra o reino da Grécia.
3 Então surgirá um rei guerreiro, que governará com grande poder e fará o que quiser.
4 Depois que ele surgir, o seu império se desfará e será repartido para os quatro ventos do céu. Não passará para os seus descendentes, e o império não será poderoso como antes, pois será desarraigado e dado a outros.
5 "O rei do sul se tornará forte, mas um dos seus príncipes se tornará ainda mais forte que ele e governará o seu próprio reino com grande poder.
6 Depois de alguns anos, eles se tornarão aliados. A filha do rei do sul fará um tratado com o rei do norte, mas ela não manterá o seu poder, nem ele conservará o dele. Naqueles dias ela será entregue à morte, junto com sua escolta real e com seu pai e com aquele que a apoiou.
7 "Alguém da linhagem dela se levantará para tomar-lhe o lugar. Ele atacará as forças do rei do norte e invadirá a sua fortaleza; lutará contra eles e será vitorioso.
8 Também se apoderará dos deuses deles, das suas imagens de metal e dos seus utensílios valiosos de prata e de ouro, e os levará para o Egito. E por alguns anos ele deixará o rei do norte em paz.
9 Então o rei do norte invadirá as terras do rei do sul, mas terá que se retirar para a sua própria terra.
10 Seus filhos se prepararão para a guerra e reunirão um grande exército, que avançará como uma inundação irresistível e levará os combates até a fortaleza do rei do sul.
11 "Em face disso, o rei do sul marchará furioso para combater o rei do norte, que o enfrentará com um enorme exército, mas mesmo assim será derrotado.
12 Quando o exército for vencido, o rei do sul se encherá de orgulho e matará milhares, mas o seu triunfo será breve.
13 Pois o rei do norte reunirá um outro exército, maior do que o primeiro; e depois de alguns anos voltará a atacá-lo com um exército enorme e bem equipado.
14 "Naquela época muitos se rebelarão contra o rei do sul. E os homens violentos do povo a que você pertence se revoltarão para cumprirem esta visão, mas não terão sucesso.
15 Então o rei do norte virá e construirá rampas de cerco e conquistará uma cidade fortificada. As forças do sul serão incapazes de resistir; mesmo as suas melhores tropas não terão forças para resistir.
16 O invasor fará o que bem entender; ninguém conseguirá resistir-lhe. Ele se instalará na Terra Magnífica e terá poder para destruí-la.
17 Virá com o poder de todo o seu reino e fará uma aliança com o rei do sul. Ele lhe dará uma filha em casamento a fim de derrubar o reino, mas o seu plano não terá sucesso nem o ajudará.
18 Então ele voltará a atenção para as regiões costeiras e tomará muitas delas, mas um comandante dará fim à arrogância dele e lhe devolverá a sua arrogância.
19 Depois disso ele se dirigirá para as fortalezas de sua própria terra, mas tropeçará e cairá, para nunca mais aparecer.
20 "Seu sucessor enviará um cobrador de impostos para manter o esplendor real. Contudo, em poucos anos ele será destruído, ainda que não com ira nem em combate.
21 "Ele será sucedido por um ser desprezível, a quem não tinha sido dada a honra da realeza. Este invadirá o reino quando o povo do reino sentir-se seguro, e ele se apoderará dele mediante intrigas.
22 Então um exército avassalador será arrasado diante dele; tanto o exército como um príncipe da aliança serão destruídos.
23 Depois de um acordo feito com ele, agirá traiçoeiramente, e com apenas uns poucos chegará ao poder.
24 Quando as províncias mais ricas se sentirem seguras, ele as invadirá e realizará o que nem seus pais nem seus antepassados conseguiram. Distribuirá despojos, saques e riquezas entre seus seguidores. Ele tramará a tomada de fortalezas, mas só por algum tempo.
25 "Com um grande exército juntará suas forças e sua coragem contra o rei do sul. O rei do sul guerreará com um exército grande e poderoso, mas não conseguirá resistir por causa dos golpes tramados contra ele.
26 Mesmo os que estiverem sendo alimentados pelo rei tentarão destruí-lo; seu exército será arrasado, e muitos cairão em combate.
27 Os dois reis, com seus corações inclinados para o mal, sentarão à mesma mesa e mentirão um para o outro, mas sem resultado, pois o fim só virá no tempo determinado.
28 O rei do norte voltará para a sua terra com grande riqueza, mas o seu coração estará voltado contra a santa aliança. Ele empreenderá ação contra ela e então voltará para a sua terra.
29 "No tempo determinado ele invadirá de novo o sul, mas dessa vez o resultado será diferente do anterior.
30 Navios das regiões da costa ocidental se oporão a ele, e ele perderá o ânimo. Então se voltará e despejará sua fúria contra a santa aliança. Ele retornará e será bondoso com aqueles que abandonarem a santa aliança.
31 "Suas forças armadas se levantarão para profanar a fortaleza e o templo, acabarão com o sacrifício diário e colocarão o sacrilégio terrível.
32 Com lisonjas corromperá aqueles que tiverem violado a aliança, mas o povo que conhece o seu Deus resistirá com firmeza.
33 "Aqueles que são sábios instruirão a muitos, mas por certo período cairão pela espada e serão queimados, capturados e saqueados.
34 Quando caírem, receberão uma pequena ajuda, e muitos que não são sinceros se juntarão a eles.
35 Alguns dos sábios tropeçarão para que sejam refinados, purificados e alvejados até a época do fim, pois isso só virá no tempo determinado.
36 "O rei fará o que bem entender. Ele se exaltará e se engrandecerá acima de todos os deuses e dirá coisas jamais ouvidas contra o Deus dos deuses. Ele terá sucesso até que o tempo da ira se complete, pois o que foi decidido irá acontecer.
37 Ele não terá consideração pelos deuses dos seus antepassados nem pelo deus preferido das mulheres, nem por deus algum, mas se exaltará acima deles todos.
38 Em seu lugar adorará um deus das fortalezas; um deus desconhecido de seus antepassados ele honrará com ouro e prata, com pedras preciosas e presentes caros.
39 Atacará as fortalezas mais poderosas com a ajuda de um deus estrangeiro e dará grande honra àqueles que o reconhecerem. Ele os fará governantes sobre muitos e distribuirá a terra, mas a um preço elevado.
40 "No tempo do fim o rei do sul se envolverá em combate, e o rei do norte o atacará com carros e cavaleiros e uma grande frota de navios. Ele invadirá muitos países e avançará por eles como uma inundação.
41 Também invadirá a Terra Magnífica. Muitos países cairão, mas Edom, Moabe e os líderes de Amom ficarão livres da sua mão.
42 Ele estenderá o seu poder sobre muitos países; o Egito não escapará,
43 pois ele terá o controle dos tesouros de ouro e de prata e de todas as riquezas do Egito; os líbios e os núbios a ele se submeterão.
44 Mas, informações provenientes do leste e do norte o deixarão alarmado, e irado partirá para destruir e aniquilar a muitos.
45 Armará suas tendas reais entre os mares, no belo monte santo. No entanto, ele chegará ao seu fim, e ninguém o socorrerá.

DANIEL 11 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS – BÍBLIA DE ESTUDO ANDREWS

Daniel 11 é um dos capítulos mais difíceis de se interpretar. Os acontecimentos descritos são, com frequência, condensados e vagos, levando às mais diversas interpretações. Existe uma concordância majoritária quanto à primeira parte; contudo, à medida que o capítulo avança, as divergências se multiplicam inclusive entre os que compartilham a mesma visão teológica. Embora nem todos os detalhes fiquem claros, a mensagem básica é que Deus é o Senhor da história e, a despeito dos governantes terrenos e de suas ações, ele vencerá o mal e salvará seu povo. Daniel 11 apresenta muitos paralelos com os cap. 8 e 9. Os intérpretes que se pautam pela abordagem histórica contínua, como esta Bíblia de estudo Andrews, costumam considerar que o capítulo tem início com o império persa, seguido pela Grécia, em particular, com duas das grandes divisões do império grego após a morte de Alexandre, o Grande. Estas duas divisões, os selêucidas (“rei do Norte”, v. 6-15, com sede na Síria) e os ptolomeus (“rei do Sul”, v. 5-15, com sede no Egito), interagiam uma com a outra e com a terra de Israel. A Grécia foi sucedida por Roma imperial, depois Roma eclesiástica e, por fim, por um poder político/religioso apóstata. Bíblia de Estudo Andrews.
ainda três reis se levantarão. Diferentemente da apresentação dos cap. 2, 7 e 8, esta profecia é narrada em linguagem literal acerca da história futura em grandes detalhes, sem representação simbólica dos poderes por meio de estátuas, animais e outros itens semelhantes. … Em Daniel 11 fala-se dos governantes sem citar nomes, por isso devemos identificá-los pelas descrições. embora a primeira parte do capítulo seja relativamente clara, à medida que ele avança, torna-se cada vez mais difícil identificar as as pessoas exatas e os acontecimentos a que o texto se refere. Bíblia de Estudo Andrews.
empregará tudo contra o reino da Grécia. O quarto rei depois de Ciro foi Xerxes (486-465 a.C.). Ele planejou uma grande invasão à Grécia, que acabou falhando. Bíblia de Estudo Andrews.
Depois, se levantará um rei poderoso. Este é Alexandre, o Grande (336-323 a.C.), cujo império foi dividido em quatro reis gregos (v. 4; comparar com 8:8, 21, 22). Observe que, após a Pércia, sob a liderança de Xerxes , perder a batalha para a Grécia 11:2), o cap. 11 ignora todos os outros reis persas (de 465 a.C. em diante) e parte diretamente para o império grego (a partir de 330 a.C.). Bíblia de Estudo Andrews.
rei do Sul. Ptolomeu I Sóter (305-285 a.C.), da dinastia grega ptolomaica que governou o Egito, no sul da Palestina. Bíblia de Estudo Andrews.
um de seus príncipes. Seleuco l Nicator (305-281 a.C.), general de Alexandre que se tornou governante de Babilônia. Ele foi expulso e fugiu para o Egito, mas Ptolomeu o ajudou a reconquistar Babilônia. Seleuco expandiu muito seu domínio e fundou a dinastia selêucida, com capital na Síria, no norte da Palestina. Portanto, os reis de a dinastia são os reis do Norte do cap. 11. O fato de Seleuco ter se subordinado a Ptolomeu por um tempo explica por que ele é chamado de “um de seus príncipes”. Bíblia de Estudo Andrews.
rei do Norte. Referência ao território de Seleuco, localizado no  norte de Israel. Observe que o povo de Deus ficou preso no meio, entre o Norte e o Sul.Bíblia de Estudo Andrews.
avançará contra o reino do rei do Sul e tornará para sua terra. Em 242 a.C, Seleuco II Calínico (246-225 a.C.) tentou se vingar da invasão de Ptolomeu III, mas fracassou. Bíblia de Estudo Andrews.
11:10 Os seus filhos farão guerra. Os filhos de Seleuco II que guerrearam contra o Egito foram Seleuco III (225-223 a.C.) e Antíoco III, o Grande (223-187 a .C.). Bíblia de Estudo Andrews.
11:13 porá em campo multidão maior do que a primeira. Antíoco III se recuperou e fez preparativos para atacar novamente o Egito, naquele momento, sob o controle de Ptolomeu V
(205-180 a.C.), um menino de apenas seis anos de idade. Bíblia de Estudo Andrews.

11:14 se levantarão muitos contra o rei do Sul. Durante o reinado do jovem Ptolomeu V, muitos egípcios se rebelaram contra os senhores gregos. A Pedra de Roseta registra as concessões que os regentes de Ptolomeu fizeram a eles. Bíblia de Estudo Andrews.
11:15 O rei do Norte virá. Antíoco III derrotou um exército egípcio bem capacitado e cercou as forças egípcias restantes em Tiro. Bíblia de Estudo Andrews.
11:16 estará na terra gloriosa. Antíoco III tomou a Palestina (comparar com v. 41, 45; 8:9), antes sob domínio do Egito. Bíblia de Estudo Andrews.
11:17 e lhe dará uma jovem em casamento, para destruir o seu reino. Após se apropriar de mais territórios, Antíoco III selou um tratado de paz com Ptolomeu V, dando sua filha, Cleópatra, em casamento a ele. Bíblia de Estudo Andrews.
11:19 tropeçará, e cairá. Antíoco III foi assassinado em 187 a.C., enquanto tentava saquear o tesouro de um templo, aparentemente para pagar tributos a Roma. Bíblia de Estudo Andrews.
11:20 Levantar-se-á, depois, em lugar dele, um que fará passar um exator pela terra mais gloriosa do seu reino. Ou, “E se levantará em sua função um que fará um opressor passar pelo esplendor do reino.” … Antíoco IV Epifânio (175-164 a.C.) se enquadra na descrição: ele ficou conhecido por oprimir os judeus a partir de 167 a.C., mas eles derrotaram seus exércitos e assumiram o controle da Judeia (ver 1 e 2 Macabeus [livro judeu histórico apócrifo/não reconhecido como divinamente inspirado]). Logo depois disso, ele morreu doente (164 a.C.). Bíblia de Estudo Andrews.
11:21-39 Esta longa passagem sobre o governante “vil” e blasfemo combina com a descrição do caráter e das atividades do chifre pequeno encontrada nos cap. 7 e 8 de Daniel. A pessoa “vil” não é explicitamente chamada de “rei do Norte” nesta parte do cap. 11. Bíblia de Estudo Andrews.
11:40 – 45 Este texto retrata as tentativas do inimigo de Deus no tempo do fim de estabelecer um controle duradouro sobre todo o mundo. Os acontecimentos futuros precisos são conhecidos somente pelo Senhor. A Bíblia não faz predições proféticas para que as pessoas especulem acerca do futuro, mas para lhes fortalecer a fé após as profecias se tornarem realidade (ver as palavras de Jesus em Jo 14:29) Bíblia de Estudo Andrews.
11:41 Edom, e Moabe, e … Amom. Nações vizinhas, localizados no leste e no sul da terra de Judá. Eram ligadas a Israel por laços familiares patriarcais. Bíblia de Estudo Andrews.
11:45 o glorioso monte santo. Esta expressão designa o monte do templo, localizado na cidade de Jerusalém, chegará ao seu fim. Por causa da ascensão de Miguel (12:1). Este poder será destruído na segunda vinda de Cristo (2Ts 2:8; Ap 19:19,20). Bíblia de Estudo Andrews.
DE ONDE VIRÁ MEU SOCORRO? JESUS ESTÁ VINDO! 
DANIEL 11 

Quem alguma vez não ficou perdido no meio de uma estrada que não conhecia? Já perdeu tempo por confiar que conhecia o caminho e pegou uma estrada perigosa e engarrafada e perdeu o horário do compromisso agendado? Hoje com o GPS móveis diminuímos bastante essa tensão de não achar o caminho para chegar num determinado lugar. Inclusive com o passar dos anos redes sociais com GPS como Waze vem sendo usado por milhões de pessoas. Porém, mesmo usando os GPS modernos podemos correr alguns riscos. Faz algum tempo atrás soubemos que um casal usando o Waze, na cidade do Rio de Janeiro, o aplicativo os levou de forma equivocada para uma rua homônima dentro de um bairro extremamente perigoso, onde os dois foram assaltados e mortos. Situações assim podem acontecer comumente, talvez não com consequências tão trágicas, mas no âmbito espiritual e profético existem muitas pessoas que estão absolutamente perdidas. Lembre-se que Dan. 10 a 12 é uma mesma visão. Uma mar’eh (visão de um ser ou aparição). A visão está associada ao Ser Celestial, Miguel, o Messias antes de sua encarnação e ao anjo Gabriel intérprete em Dan. Cap.10. Todo o Cap.11 é narrado pelo anjo que está na presen-ça de Miguel igual que Daniel. Daniel, portanto, não está vendo os reis do Norte e do Sul, apenas os ouve; o que os teólogos se referem a este capítulo como uma “audiência” ao invés de uma “visão”. Aparentemente, por não ser uma visão simbólica, uma “Chazon”, não deveria haver símbolos para interpretar, mas a linguagem deveria ser literal; por exemplo, onde diz o “rei do Norte”, deveríamos entender um “rei” literal e, literalmente que vem do “Norte”. Quando menciona anos deveríamos entender anos literais (Dan. 11.6, 8, 13). Mas depois da cruz, quando Cristo fez uma nova aliança com um povo novo, o Israel espiritual, devemos entender as expressões “Norte”, “Sul”, “reis” e “tempos” (12.7,11,12), especialmente na forma espiritual ou simbólica. A frase “teu povo” já não é literal, mas espiritual; “rei do Norte” não é Babilônia nem Síria, mas a Babilônia espiritual. Tampouco o “rei do Sul” é o Egito literal, mas espiritual (Apoc. 11.7). Embora Dan. 11 seja narrado é o Profeta que contempla Cristo em glória, pois tem uma progressão histórica que o leva desde os reis da Pérsia em seu tempo, até a vinda de Miguel, a ressurreição e o reino eterno de Deus. Desta mesma maneira acontece no livro Apocalipse, as sete igrejas devem ser entendidas neste contexto, devem começar com as igrejas e a situação histórica da época de João, mas deve ter progressão ininterrupta para acabar com a vinda do Filho do Homem nas nuvens (Apoc. 1.7) e a ressurreição que pode efetuar unicamente aquele que têm “as chaves da morte e do Hades” (Apoc. 1.18). Existe um paralelo claro entre Daniel 11 e a visão de João na visão das 7 igrejas. É importante, mencionar que nesses grandes conflitos históricos Daniel só vê este Ser glorioso e triunfante vestido de linho, como o sumo sacerdote que intercede por seu povo em todos os momentos. Da mesma forma ocorre com João em Apoc. 1-3 mostrando tudo o que ocorre sobre as vicissitudes da Igreja através da história. Ele só vê este Glorioso ser intercedendo por sua igreja, mas não são mostradas as igrejas na visão. A inferência de que o Sumo Sacerdote celestial de Dan. 10-12 começa revelando o destino do Israel literal e muda depois da cruz para o Israel espiritual, a Igreja Cristã, é explícito em sua nova cruzada pós-emergência no Apocalipse, onde João diz “escrever às sete igrejas que estão na Ásia”. Apocalipse confirma o princípio hermenêutico de que a Bíblia interpreta a si mesma. O rei do Norte ou Babilônia literal já não existia no tempo de João, mas em sua revelação o arqui-inimigo do povo de Deus ainda é Babilônia, mas a Babilônia simbólica (Ap 14.8; 17.5, 18; 18.1 -4, etc.), etc. Assim como Apocalipse ilumina a revelação de Daniel; Daniel estabelece as bases para a compreensão de Apocalipse. Não podemos começar a estudar Apocalipse sem levar em conta o Sumo Sacerdote celestial que apareceu ao final de Daniel. 

I. OS REIS DA PÉRSIA (DANIEL 11:2) 
“Agora, pois, vou anunciar a você a verdade: Outros três reis aparecerão na Pérsia, e depois virá um quarto rei, que será bem mais rico do que os anteriores. Depois de conquistar o poder com sua riqueza, instigará todos contra o reino da Grécia. Apenas um versículo (Dan. 11.2) é usado neste longo capítulo para discutir a Pérsia, o que mostra uma redução de informações históricas e um aumento de informações sobre o “tempo do fim”. A declaração “Agora eu vou lhe mostrar a verdade” Dan. 11.2, no original diz: “Eu declaro”, confirmando que Daniel nestes capítulos não irá mostrar os reis e as suas batalhas, mas vai contar o que ouviu dos lábios de Gabriel. O advérbio “agora” conecta mais uma vez com essa revelação anterior em que Gabriel interveio, e deixa claro que a visão do capítulo 8 não está totalmente revelada, porque se diz assim: “agora eu vou lhe dizer a verdade”, relata o anjo. A visão de Daniel 11 é uma explicação (de Daniel 8) e ela ocorre no 3º ano do rei da Pérsia, Ciro. (Dan. 10:1) E sua incumbência é acompanhar, e interpretar (unicamente) a Daniel 8; ou seja, explica o carneiro, o bode, a ponta pequena e as ações envolvendo essas potências. Assim sendo: Daniel 8 seria o roteiro; e Daniel 11 a história desmembrada desse roteiro. O capitulo 11 de Daniel é uma interpretação de Daniel 8, não através de animais ou bestas, mas através dos reis persas, dos reis gregos, rei do sul e rei do Norte (desse último é que se deriva a ponta pequena). Daniel 11 esmiúça a mesma batalha (vista em Daniel 8) entre o carneiro e o bode, acrescentando detalhes. Pois diz quantos reis a Pérsia teria até se ocorrer tal batalha, e qual dos reis persas (a contar de Ciro) se voltaria contra o reino da Grécia (na batalha) na qual o rei grego venceria. (Dan. 11:2). Gabriel menciona “três reis na Pérsia, e o quarto”, que “seria muito mais rico do que todos eles” e levantaria “todos contra o reino da Grécia.” Depois da morte de Ciro (550-530 a.C) Veio: Cambises II, (530-522 a.E.C.), Bardiya, um impostor (chamado falso Esmérdis), (522 a.C), Dario I Hystaspes (522 a.C 486 a.C), Xerxes (Assuero) (486-465 a.C), marido da rainha Ester. 

II. O GRANDE REI DA GRÉCIA ( DANIEL 11:3,4) 
Daniel 11 após anunciar o mesmo conflito (visto em Daniel 8 entre bode e carneiro) anuncia também a vitória Grega, dizendo: “Depois se levantará um rei valente, que reinará com grande domínio, e fará o que lhe aprouver.” (Dan. 11:3) O “rei valente, que reinará com grande domínio, e fará o que lhe aprouver” do verso 3 é Alexandre, o Grande, fundador do Império Greco-macedônio. (336a.C a 323a.C) “Mas, estando ele em pé, o seu reino será quebrado, e será repartido para os quatro ventos do céu”, diz o vers. 4. É preciso destacar o detalhe que seu reino será “quebrado e dividido” quando “se tenha levantado” e não quando se tenha envelhecido nem quando seja derrotado pela morte prematura e repentina de Alexandre, no seu auge. Os quatro ventos do céu são os quatro pontos cardiais onde se instalaram: Macedônia, Trácia, Síria e Egito dominados pelos quatro generais de Alexandre e as dinastias que os sucederam. Estes detalhes já haviam sido revelados a Daniel nos caps. 7 e 8, mas são acrescentados mais detalhes em Dan. 11 que impressionam por sua precisão: “mas não será para a sua posteridade, nem tampouco segundo o poder com que reinou, porque o seu reino será desfeito, e será para outros além dele”. Mas, estando ele em pé, o seu reino será quebrado e será repartido para os quatro ventos do céu; mas não para a sua posteridade, nem tampouco segundo o seu domínio com que reinou, porque o seu reino será arrancado, e passará a outros que não eles. “ (Dan. 11:4) Alexandre o grande morreu em junho de 323 a.C, aos 32 anos, seu irmão Filipe era retardado, e o único fi lho nascido depois de sua morte foi assassinado. Seu reino foi tomado por quatro de seus generais: Ptolomeu, Seleuco, Cassandro e Lisímaco. “O rei do Sul se tornará forte, mas um dos seus príncipes se tornará ainda mais forte que ele e governará o seu próprio reino com grande poder” (Daniel 11:5,6). Depois de alguns anos, eles se tornarão aliados. A fi lha do rei do Sul fará um tratado com o rei do Norte, mas ela não manterá o seu poder, tampouco ele conservará o dele. Naqueles dias ela será entregue à morte, com sua escolta real e com seu pai e com aquele que a apoiou”. De acordo à história Ptolomeu dominou o Egito, o reino do Sul que representa o ateísmo. Inclusive Ptolomeu II e o rei Antíoco II, tentaram estabelecer paz entre seus respectivos países através de um casamento. Antíoco II deveria se casar com Berenice, fi lha de Ptolomeu II, mas teve que se divorciar de sua esposa Laodice. Esta tentativa não deu certo. Depois que seu sogro, o rei Ptolomeu morreu, ele se divorciou de Berenice e voltou para sua mulher, laodice. Laodice por sua parte envenenou Berenice e seu filho, garantindo desta maneira cruel, que seu filho Selêuco II subisse ao trono da Síria. Vimos até aqui que a profecia de Daniel 11 começa com a descrição dos reis persas e continua com Alexandre, o Grande. Na sequência o esboço profético muda para os Ptolomeu e Selêucidas, generais de Alexandre que se desenvolveram a partir da desintegração do Império. A Babilônia, representada pelo Reino do Norte, simboliza a falsa religião ou a falsa adoração. 

III. O REINADO DE ROMA (DAN. 11:21, 22, 28, 31, 33, 36) 
Daniel 10, 11,12 apresentam um alargamento progressivo dos temas tratados nas profecias anteriores, não mais a partir de babilônia, mas passa rapidamente pelo declínio e queda do Império Medo-Persa, Ascensão e queda do império Grego. Seguidamente o livro foca sua atenção sobre Roma Pagã e Roma papal, representada pelas pernas e pés da estátua do capitulo 2, pelo animal “terrível e espantoso “de Daniel capitulo 7 e o Chifre pequeno dos capítulos 7 e 8. “Seu sucessor enviará um cobrador de impostos para manter o esplendor real. Contudo, em poucos anos ele será destruído, sem necessidade de ira nem de combate” (Dan 11:20). Qual foi a nação que surgiu depois da Medo-Pérsia e Grécia, cujo rei era cobrador de impostos? Cesar Augusto, imperador Romano. “Ele será sucedido por um ser desprezível, a quem não tinha sido dada a honra da realeza. Este invadirá o reino quando o povo se sentir seguro e se apoderará do reino por meio de intrigas” (Daniel 11:21). Depois da Morte de Cesar Augusto quem o sucedeu no cargo foi Tibério Cesar. A profecia esta falando aqui acerca de um poder político que se oporia ao governo de Deus. “Então um exército avassalador será arrasado diante dele; tanto o exército como um príncipe da aliança serão destruídos” (Daniel 11:22). O termo príncipe, “Nagib “em hebraico, aparece mencionado no capitulo 9 de Daniel e se refere unicamente a Jesus como aquele que faria uma firme aliança com muitos e seria morto “quebrantado ou destruído". Tanto a morte de Cristo como a destruição de Jerusalém aconteceram debaixo do Império Romano. Mais uma prova que a Bíblia está descrevendo a história. “Suas forças armadas se levantarão para profanar a fortaleza e o templo, acabarão com o sacrifício diário e colocarão no templo o sacrilégio terrível” (Daniel 11:31). O vers. 31 descreve as ações do poder apóstata, que é o antecessor imediato (“aqueles que deixam a santa aliança”) vers. 31 começa anunciando “e tropas dele se levantarão”, ele é o governante de Roma que já não é mais o imperador, mas o Papa. As tropas aqui mencionadas se referem às de Clóvis I, rei dos francos (481-511) e Justiniano I, imperador do Leste de Roma (527-565), que apoiaram o papado. Estas tropas “profanaram o santuário, a fortaleza, tiraram o contínuo e colocaram a abominação da desolação”. O santuário terrestre já não existia no Séc. V e, embora ele estivesse vigente desde a morte do Messias, não tinha mais valor (Dan. 11.22), pois já se haviam encerrado os serviços do santuário terrenal (Dan. 9.27; Mat.27: 50-51) e o Messias ressuscitado havia inaugurado o santuário Celestial (Dan. 9.24; Heb. 8.1-2), de modo que o santuário profanado por estas tropas é o céu, onde Cristo intercede pelo seu povo. “A fortaleza” é o Monte Sião e o santuário ocupa o lugar de refúgio dos santos (Hebreus 12.18, 22-24; Apoc. 14.1). Retirar o “contínuo” se refere a suplantar o ministério sacerdotal contínuo de Cristo, por um agente humano na terra, o papa.” 

IV. O QUE MAIS FARIA ESTE PODER? 
“Com lisonjas corromperá aqueles que tiverem violado a aliança, mas o povo que conhece o seu Deus resistirá com firmeza” (Daniel 11:32). Este poder corromperia e compraria os governantes que estivesses dispostos a violar a lei de Deus por meio de leis civis. Ou seja, a todos aqueles que violassem a Aliança do Senhor escrita na sua palavra. Clóvis é o primeiro rei alemão convertido ao catolicismo em 496, ele foi a partir desde esse momento, o protetor da Igreja, em 507 suas tropas conquistaram os visigodos arianos em 508 e entregou uma coroa de ouro ao Papa, rendendo a vitória ao bispo de Roma. Nesse momento se começa a contar os 1.290 dias da profecia (Dan. 12.11-12). “O código [de Justiniano] tornou-se o fundamento da jurisprudência de todos os estados da cristandade. Nenhum código de lei terrestre era mais abrangente ou permanente e se manteve como base do direito civil e eclesiástico da Europa, até que na Revolução Francesa foi interrompido e substituído com o Código de Napoleão” . Estes eventos deram começo com o período de supremacia papal (538-1798, Dan. 7.25; 12.7), período descrito nos versos seguintes. Que faria este poder com àqueles que permanecessem fieis à aliança ( Lei de Deus )? “Aqueles que são sábios instruirão a muitos, mas por certo período cairão à espada e serão queimados, capturados e saqueados” (Daniel 11:33). Aqui estão todos os fieis cristãos da aliança feita com o sangue do Messias, os valdenses, os albigenses, e outros grupos cristãos que preferiram o exílio ou a morte a aceitar apostasia de um “evangelho” centrado no homem. Dentre esses sábios existiam muitos monges, freiras e frades que desde dentro da Igreja Romana se opuseram aos enganos e trabalharam pelo reino dos céus. Infelizmente “por alguns dias cairão pela espada e pelo fogo, em cativeiro e despojo”, representados aqui pelos “1260 dias” ou 3,5 tempos de Dan. 7.25, durante o período da Inquisição e as Cruzadas. 

CONCLUSÃO 
Neste capitulo, um dos mais difíceis da Bíblia encontramos os poderes do mal lutando contra o reino de Deus. Satanás usa agora reis, reinos, impérios para executar seus planos de acorrentar o ser humano e desvirtuar a adoração ao Criador e sua palavra. Mas todas as tentativas são em vão. Cristo finalmente vencerá. Conforme diz: “Mas informações provenientes do Leste e do Norte o deixarão alarmado, e irado partirá para destruir e aniquilar muito povo. Armará suas tendas reais entre os mares, no belo e santo Monte. No entanto, ele chegará ao seu fi m, e ninguém o socorrerá. “Daniel 11:44,45. A Bíblia garante que Jesus se levantará, Miguel o Grande príncipe Virá a libertar a seus fi lhos. A volta de Jesus é o clímax da redenção de todas as eras e de todos os tempos. O mais importante é que hoje você pode aceitar esse Rei maravilhoso em sua vida e começar desde agora a vivenciar o seu reino. Não desista, nem pense que tudo está perdido quando ver as forças do mal se arregimentando, pois Deus sempre cumpre seus propósitos e ele é soberano neste vasto universo. Gostaria de aceitar o convite para aceitar a Cristo como seu salvador , caminhar com ele até quando ele voltar para lhe buscar ?

Daniel 11 - Slides

terça-feira, junho 26, 2018

Daniel 10 - Leitura, Estudo e Reflexão



Daniel10


1 No terceiro ano de Ciro, rei da Pérsia, Daniel, chamado Beltessazar, recebeu uma revelação. A mensagem era verdadeira e falava de uma grande guerra. E numa visão veio-lhe o entendimento da mensagem.
2 Naquela ocasião eu, Daniel, passei três semanas chorando.
3 Não comi nada saboroso; carne e vinho nem provei; e não usei nenhuma fragrância perfumada, até se passarem as três semanas.
4 No vigésimo quarto dia do primeiro mês, estava eu de pé junto à margem do grande rio, o Tigre.
5 Olhei para cima, e diante de mim estava um homem vestido de linho, com um cinto de ouro puríssimo na cintura.
6 Seu corpo era como o berilo, o rosto como o relâmpago, os olhos como tochas acesas, os braços e pernas como o reflexo do bronze polido, e a sua voz era como o som de uma multidão.
7 Somente eu, Daniel, vi a visão; os que me acompanhavam nada viram, mas apoderou-se deles tanto pavor que eles fugiram e se esconderam.
8 Assim fiquei sozinho, olhando para aquela grande visão; fiquei sem forças, muito pálido, e quase desfaleci.
9 Então eu o ouvi falando, e, ao ouvi-lo, caí prostrado, rosto em terra, e perdi os sentidos.
10 Em seguida, a mão de alguém tocou em mim e me pôs sobre as minhas mãos e os meus joelhos vacilantes.
11 E ele disse: "Daniel, você é muito amado. Preste bem atenção ao que vou lhe falar; levante-se, pois eu fui enviado a você". Quando ele me disse isso, pus-me de pé, tremendo.
12 E ele prosseguiu: "Não tenha medo, Daniel. Desde o primeiro dia em que você decidiu buscar entendimento e humilhar-se diante do seu Deus, suas palavras foram ouvidas, e eu vim em resposta a elas.
13 Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu vinte e um dias. Então Miguel, um dos príncipes supremos, veio em minha ajuda, pois eu fui impedido de prosseguir ali com os reis da Pérsia.
14 Agora vim explicar-lhe o que acontecerá ao seu povo no futuro, pois a visão se refere a uma época futura".
15 Enquanto ele me dizia isso, prostrei-me, rosto em terra, sem conseguir falar.
16 Então um ser que parecia homem tocou nos meus lábios, e eu abri a minha boca e comecei a falar. Eu disse àquele que estava de pé diante de mim: Estou angustiado por causa da visão, meu senhor, e quase desfaleço.
17 Como posso eu, teu servo, conversar contigo, meu senhor? Minhas forças se foram, e mal posso respirar.
18 O ser que parecia homem tocou em mim outra vez e me deu forças.
19 Ele disse: "Não tenha medo, você, que é muito amado. Que a paz seja com você! Seja forte! Seja forte! " Ditas essas palavras, senti-me fortalecido e disse: "Fala, meu senhor, visto que me deste forças".
20 Então ele me disse: "Você sabe por que vim? Vou ter que voltar para lutar contra o príncipe da Pérsia, e, logo que eu for, chegará o príncipe da Grécia;
21 mas antes lhe revelarei o que está escrito no Livro da Verdade. E nessa luta ninguém me ajuda contra eles, senão Miguel, o príncipe de vocês,
DANIEL, UM FILHO DE MIGUEL 

DANIEL 10 

INTRODUÇÃO 
Daniel 10.1 “No ano terceiro de Ciro, rei da Pérsia, foi revelada uma palavra a Daniel, cujo nome se chama Beltessazar , uma palavra verdadeira concernente a um grande conflito; e ele entendeu esta palavra, e teve entendimento da visão”. Daniel recebe esta revelação no ano 536-535 a.C, quando o povo já está de volta à terra prometida, e começou a restaurar o templo em Jerusalém, o que indica que a oração do capítulo 9 já tinha começado a ser respondida. D. Ford disse: “assim começa nosso capítulo no momento do novo início de Israel. Os 70 anos de punição se passaram e um novo começo está ocorrendo em Jerusalém”. Então, vamos mostrar que este capítulo está intimamente relacionado com o cumprimento de Dan. 8.14, mostrando que o contexto histórico serve de base ao cumprimento escatológico (futuro), mas com a restauração espiritual de Israel. Mas a angústia de Daniel implica que os judeus que voltaram para Jerusalém já estavam vivendo em tempos turbulentos de oposição à restauração do templo (Dan. 9.25b). A menção de Ciro faz alusão à promessa de restauração que acompanha o seu nome (Isa. 44.28-45.1). Isaías chamou-o de Messias ou Ungido, que é um tipo do Messias, que irá restaurar e libertar o povo santo definitivamente. Neste capítulo, Daniel terá o privilégio de ver o próprio Messias, o libertador de seu povo em glória. A oração de Dan. 9.3-19 trouxe a explicação da primeira parte dos 2.300 dias (70 semanas, 9.24-27) referente a Ciro o libertador. A oração do capítulo (10) traz a revelação da última parte dos 2300 dias, cujo libertador é o Próprio Miguel (Dan. 11-12). A primeira frase é descrita com mais detalhes do que a revelação (Dan. 9); mas este último é descrito com menos detalhes do que a revelação (Dan.10). 

I. DIANTE DO DESCONHECIDO: SILÊNCIO E DEPENDÊNCIA DE DEUS 
“Naqueles dias eu, Daniel, estava pranteando por três semanas inteiras. Nenhuma coisa desejável comi, nem carne, nem vinho entraram na minha boca, nem me ungi com unguento, até que se cumpriram as três semanas completas”. Daniel estava “angustiado” ou de “luto” pela situação que existia em Jerusalém, ele tinha influência com o rei persa, e era o judeu que tinha a posição mais elevada no império, no entanto Daniel chama diretamente Deus, o Rei dos reis, ele sabe que precisa fazer alguma coisa para o seu povo e que se não fizer a história pode ser diferente, de modo que Daniel sabe que a oração pode mudar o curso da história humana e do indivíduo. Daniel é o judeu mais próximo do rei, mas qualquer filho de Deus está mais perto de Deus do que qualquer monarca terreno. A penitência de Daniel durou três semanas inteiras, não consentiu comer iguarias, carne, vinho, nem perfumar-se “quatro coisas relacionadas com a alegria de dias festivos”, esta linguagem refere-se ao Dia da Expiação, um dia de luto e jejum, além de outros detalhes do capítulo. Deve ter sido doce para Daniel, depois de procurar o entendimento a respeito do Tempo de Dan. 8.14 e fazer parte do movimento que viu o lançamento do remanescente da Babilônia para restaurar o templo. Mas agora é muito amarga a decepção de ver que o que eles pensavam realizar fácil e rapidamente foi detido pelos inimigos de seu povo. Daniel relaciona isso ao seu entendimento, acha que algo não foi compreendido, o que motiva a sua oração e jejum no CAP. 10. A experiência de Daniel, como a de João que come o pequeno livro doce que azedou depois em sua barriga (Apoc. 10.8-10), é uma antecipação do que vai experimentar o remanescente escatológico que iria restaurar o verdadeiro plano de salvação centrado em Cristo e sua obra no verdadeiro santuário celestial. 

II. UMA VISÃO INQUIETANTE (MIGUEL) (VERS. 4-8): 
“No dia vinte e quatro do primeiro mês, estava eu à borda do grande rio, o Tigre levantei os meus olhos, e olhei, e eis um homem vestido de linho e os seus lombos cingidos com ouro fino de Ufaz;. o seu corpo era como o berilo, e o seu rosto como um relâmpago; os seus olhos eram como tochas de fogo, e os seus braços e os seus pés como o brilho de bronze polido; e a voz das suas palavras como a voz duma multidão. Ora, só eu, Daniel, vi aquela visão; pois os homens que estavam comigo não a viram: não obstante, caiu sobre eles um grande temor, e fugiram para se esconder. Fiquei, pois, eu só a contemplar a grande visão, e não ficou força em mim; desfigurou-se a feição do meu rosto, e não retive força alguma” (Daniel 10:4-8). A menção do dia vinte quatro do primeiro mês (11 de maio de 535 a.C.) Implica que a Páscoa do dia 14 e a semana dos pães sem levedura do dia 15-21 foram parte do jejum de Daniel. Alguns estudiosos acreditam que a menção do dia 24, em resposta à sua oração e jejum implica que as três semanas de jejum começou no quarto dia do mês e como para os judeus, as semanas completas começavam a partir do primeiro dia da semana e terminava no sábado, sugere que Daniel recebeu a revelação do “grande conflito” em um sábado, o que se pode confirmar com o calendário gregoriano moderno já que 11 de maio de 535 foi um sábado. As características deste ser celestial estão associadas com a do ser visto por Ezequiel 1.14-28, cuja presença também é descrito como um “relâmpago” (1.14), o “berilo” (1.16), o “bronze polido” (1, 7, 27), o “fogo” (1.13, 27) e da voz “como uma multidão” (1.24), que Ezequiel identifica como “visão [mar’eh] da semelhança da glória do Senhor” (1.28), diante de quem Ezequiel cai sobre seu rosto, se fortalece e recebe uma “audição” (Eze. 2.1-3). Esta manifestação divina antecipa a Daniel, como fez com Ezequiel, que a explicação que vem (caps.11-12) dos 2.300 dias está relacionado com o dia em que a glória de Deus foi vista sobre a Arca no Dia da Expiação. O linho fino usado pelo homem celestial é o vestido comum dos sacerdotes e o sumo sacerdote no Dia da Expiação (Lev. 16.4) ), mas o cinto de ouro descarta aos sacerdotes, portanto, o Ser visto por Daniel não é outro senão o grande Sumo Sacerdote no Dia da Expiação antitípico da Expiação ou juízo final. Em Apocalipse, onde o mesmo ser divino que aparece na última revelação a Daniel volta a aparecer na primeira revelação a João. Todos os teólogos consultados concordam que as características do ser de Dan. 10 são as mesmas do ser de Apoc. 1.13-16, onde viu a um “semelhante ao Filho do homem, vestido de uma roupa até aos pés, e cingido com um cinto de ouro no peito. Sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve; seus olhos eram como chama de fogo. Seus pés eram como bronze polido brilhante em uma fornalha, e a sua voz como o som de muitas águas. Na mão direita ele segurava sete estrelas; da sua boca saía uma espada afiada de dois gumes, e seu rosto era como o sol que brilha com toda sua força”. A frase traduzida como “roupa que chegava aos pés” na versão JFA, é podéres em grego, que é usado na versão grega do Antigo Testamento (LXX) para o vestido do sumo sacerdote (Éxo. 25.6, 7, 28.4) O ‘Varão’ da visão de Daniel, O guerreiro sobrenatural de Josué e o Sumo Sacerdote celestial de Daniel 8 são a mesma pessoa”, adicione a isso também o “Filho do Homem” de Dan. 7 e Apoc. 1. 

III. MIGUEL VENCE O GRANDE CONFLITO 
Se a primeira parte da profecia dos 2300 anos, as 70 semanas, mostram o começo da história do conflito na última parte da história da humanidade . Então o capítulo 10 nos fala do último período da profecia . De acordo a Daniel 10:13, “Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu durante vinte e um dias. Então Miguel, um dos príncipes supremos, veio em minha ajuda, pois eu fui impedido de continuar ali com os reis da Pérsia.” O “príncipe do reino da Pérsia” e “os reis da Pérsia” do vers. 13 não são os mesmos, são reis humanos que reinam visivelmente sobre o império, mas o Príncipe da Pérsia é o príncipe das trevas, um ser espiritual que enfrenta a Gabriel, outro ser espiritual. Vinte e um dias esteve em frente a Gabriel impedindo-o que chegasse a Daniel para responder a sua oração. Daniel orou para que o rei persa, Ciro, não detivesse a restauração do templo judaico, mas por trás dele estava o príncipe que governava em seu trono invisível, por isso a decisão do rei estava sendo influenciada por Satanás. Como dissemos a tradução literal de Dan. 10.14 deveria ser “Porque a visão ainda [será] por dias” ou “porque a visão todavia durará por muitos dias”, o que sugere que os 2.300 dias, cuja a primeira parte já foi explicada a Daniel nas 70 semanas ou 490 dias atingindo a primeira vinda do Messias e seu sacrifício vicário, ainda deve continuar por muitos dias. 

IV. O PRÍNCIPE DO EXÉRCITO É MIGUEL: 
Miguel só é mencionado pelo nome na última visão de Daniel (10-12) em Apocalipse 12, Jud.9 e nos três livros ele é descrito como: (a) um ser celestial (não humano), (b) comandando os exércitos de anjos e seres humanos leais a Deus, (c) lutando contra Satanás, (d), e sempre saindo vitorioso. Em Daniel é chamado de “Príncipe” (em hebraico SAR), além de “Príncipe” (em hebraico Naguid) de Dan. 9.25 e 11.22, a quem é descrito padecendo em contraste com Miguel que sempre está triunfando. Lembre-se também que este SAR celeste foi visto e adorado por Josué (Jos. 5.13-15). O NT chama Miguel de “Arcanjo” (Jud.9), isso coincide com Daniel, pois um Arcanjo significa chefe ou General ou Príncipe dos anjos. Jesus comanda os anjos do céu.

CONCLUSÃO 
A oração simples de um ancião mudou o curso da história, mobilizou o exército celestial, e produziu uma batalha com repercussões cósmicas. Não é verdade o que alguns dizem “não importa se oramos ou não, afinal Deus sabe de tudo e sempre fará a sua vontade.” Deus permite que o mal impere, a não ser que os filhos de Deus orem. Miguel que significa: Quem é semelhante a Deus? já ganhou a batalha contra satanás e contra o pecado. Muito em breve sairá do santuário celestial para buscar seus filhos e filhas. Aquele que o aceita e se compromete a viver uma vida ao seu lado também é um vencedor. Todo aquele que aceita a justiça de Cristo, se torna um soldado de Miguel e herdeiro do Reino de Deus . Você aceita?

Fonte: Estudos Sobre Daniel

DANIEL 10 - Comentário devocional:
Neste capítulo, é a vez de Daniel ter uma visão da glória de Deus, à semelhança de Ezequiel (Ez. 1). Na Bíblia, a glória de Deus sempre se manifesta quando o Senhor tem algo muito importante a revelar. Nos cap. 11 e 12, de fato, Deus revela a Seu servo fatos importantes que envolverão Seu povo.
A presença poderosa do Rei do universo é majestosa demais para que mortais suportem permanecer na sua presença. Mesmo sem ver o que acontecia, os companheiros de Daniel fugiram, amedrontados (v. 7), e Daniel, que teve um vislumbre da glória divina, caiu desfalecido. Somente a força concedida através do mensageiro celestial o pôde suster naquele momento (v. 8 e 9).
Após orar e jejuar durante três semanas inteiras (v. 2 e 12), Daniel recebe o mensageiro Gabriel que lhe diz que suas palavras, ditas em espírito de humildade, foram ouvidas no Céu desde que ele iniciara a sua oração. Que maravilha saber que nossas orações são ouvidas pelo Pai no mesmo momento que as iniciamos! Jamais saberemos neste mundo as forças espirituais que as nossas orações moveram em favor de quem intercedemos.
Gabriel revela que desde o momento do início da oração de Daniel, ele viera atuar sobre o rei da Pérsia, mas durante estes 21 dias, o ”príncipe da Pérsia” lhe havia resistido, com tanta intensidade que foi necessário que Miguel, o “Príncipe dos exércitos do Céu” (v. 13, Clear Word), ou seja, o próprio Cristo viesse ajudá-lo a conseguir a vitória.
A citação da expressão “príncipe da Pérsia” em oposição ao “Príncipe dos exércitos do Céu” revela a guerra espiritual que se trava nos bastidores dos poderes governantes terrenos. Alguma decisão muito importante que envolvia o povo de Deus estava nas mãos de Ciro, provavelmente a retenção do povo de Deus na Babilônia ou a proibição da reconstrução do templo e dos muros de Jerusalém. 
“Durante três semanas Gabriel se empenhou em luta contra os poderes das trevas, procurando conter as influências em operação na mente de Ciro. […] Tudo que o Céu podia fazer em favor do povo de Deus foi feito. A vitória foi finalmente ganha; as forças do inimigo foram contidas todos os dias de Ciro e todos os dias de seu filho Cambises” (PR, 572).
Gabriel ainda diz que quando a influência divina fosse retirada de sobre os governantes persas, viria o príncipe da Grécia (v. 20). As forças do mal agiriam, trazendo a ruína aos persas, através de Alexandre, o líder dos exércitos grecomacedônicos.
Deus respeita a decisão dos homens em rejeitar a Sua influência. Mas quando Seu povo, como Daniel, intercede com espírito humilde, todo o Céu trabalha em seu favor.

Oração:
Senhor,
Nestes dias decisivos em que vivemos, em que impérios resistem ao Teu amor, vemos já Seu povo sendo perseguido por amor de Ti. Mantenha-nos obedientes firmes à Tua vontade manifesta em Tua Palavra e derrama em grande intensidade o Teu Espírito sobre este mundo carente do Teu amor, a começar por nós. Em humildade de coração pedimos. Amém.

Comentários pastor Heber sobre Daniel 10
Daniel é um livro de oração, porque quem o escreveu viveu em oração. Se as pessoas soubessem o efeito da oração, dedicariam a vida a essa ação. Há um grande conflito entre o bem e o mal, precisamos da oração para promover o bem.
Em seu extraordinário livro Arilton Oliveira chama-nos a atenção para tal conflito: “O texto bíblico deixa claro que por traz do rei da Pérsia estava o príncipe do mal, Satanás, que deseja interferir nos planos de Deus. Neste ‘grande conflito’ Daniel ‘viu’ uma luta muito intensa. De um lado estava um ‘anjo mau’ agindo para frustrar os desígnios divinos, e do outro, possivelmente o anjo Gabriel…”.
Consequentemente, “para ter vitória nesse conflito precisamos nos entregar à oração, ao jejum, ao pranto e ao quebrantamento. Precisamos discernimento para entender a luta que se trava no mundo visível”, comenta Hernandes Dias Lopes. Nosso capítulo de estudo, pode ser assim divido:
1. A importância do jejum para a vida espiritual (vs. 1-3);
2. Jesus Se revela àquele que jejua (vs. 4-6);
3. Quem ora recebe explicação, outros não (v. 7);
4. A presença de Jesus impressiona (vs. 8-9);
5. Quem ora recebe conforto do Céu (vs. 10-11);
6. O anjo Gabriel vem do Céu a Terra para auxiliar a quem ora (vs. 12-14);
7. Humildade caracteriza quem experimenta a presença do ser celestial (vs. 15-17);
8. Gabriel fortalece àquele que ora por discernimento espiritual (vs. 18-21).

Precisamos aprender pelo exemplo de Daniel a enfrentar com oração todos os nossos problemas. Reclamando, culpando, criticando ou com arrogância, estupidez e grosseria não é característica de verdadeiros filhos amados de Deus.
Precisamos entender que a oração é fundamental para que a atuação de Deus nos alcance; não que Deus dependa de nossas orações para agir, é por meio dela que demonstramos às hostes satânicas que pertencemos a Deus. Quando oramos e jejuamos damos total liberdade para Deus agir contra Satanás que nos assedia.
Deus entra nessa luta universal para valer. Ele nunca perde nenhuma batalha. Jesus veio ao mundo, lutou, sangrou, e, morreu; porém, ressuscitou, pois Ele é mais poderoso que Satanás e mais forte que a morte. Sua vitória é eficaz, e, nossa única segurança e esperança de vencer. [Fonte: Reavivados Pela Palavra]


terça-feira, junho 19, 2018

Daniel 9 - Leitura, Estudo e Reflexão

Daniel 9

1 Dario, filho de Xerxes, de origem meda, foi constituído governante do reino babilônio.
2 No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, compreendi pelas Escrituras, conforme a palavra do Senhor dada ao profeta Jeremias, que a desolação de Jerusalém iria durar setenta anos.
3 Por isso me voltei para o Senhor Deus com orações e súplicas, em jejum, em pano de saco e coberto de cinza.
4 Orei ao Senhor, ao meu Deus, e confessei: "Ó Senhor, Deus grande e temível, que mantém a sua aliança de amor com todos aqueles que o amam e obedecem aos seus mandamentos,
5 nós temos pecado e somos culpados. Temos sido ímpios e rebeldes, e nos afastamos dos teus mandamentos e das tuas leis.
6 Não demos ouvido aos teus servos, os profetas, que falaram em teu nome aos nossos reis, aos nossos líderes e aos nossos antepassados, e a todo o povo desta terra.
7 "Senhor, tu és justo, e hoje estamos envergonhados. Sim, nós, o povo de Judá, de Jerusalém e de todo o Israel, tanto os que estão perto como os que estão distantes, em todas as terras pelas quais nos espalhaste por causa de nossa infidelidade para contigo.
8 Ó Senhor, nós e nossos reis, nossos líderes e nossos antepassados estamos envergonhados por termos pecado contra ti.
9 O Senhor nosso Deus é misericordioso e perdoador, apesar de termos sido rebeldes;
10 não te demos ouvidos, Senhor, nosso Deus, nem obedecemos às leis que nos deste por meio dos teus servos, os profetas.
11 Todo o Israel tem transgredido a tua lei e se desviou, recusando-se a te ouvir. "Por isso as maldições e as pragas escritas na Lei de Moisés, servo de Deus, têm sido derramadas sobre nós, porque temos pecado contra ti.
12 Tu tens cumprido as palavras faladas contra nós e contra os nossos governantes, trazendo-nos grande desgraça. Debaixo de todo o céu jamais se fez algo como o que foi feito a Jerusalém.
13 Assim como está escrito na Lei de Moisés, toda essa desgraça nos atingiu, e ainda assim não temos buscado o favor do Senhor, do nosso Deus, afastando-nos de nossas maldades e obedecendo à tua verdade.
14 O Senhor não hesitou em trazer desgraça sobre nós, pois o Senhor, o nosso Deus, é justo em tudo o que faz; ainda assim nós não o temos ouvido.
15 Ó Senhor, nosso Deus, que tiraste o teu povo do Egito com mão poderosa e que fizeste para ti um nome que permanece até hoje, nós temos pecado e somos culpados.
16 Agora Senhor, conforme todos os teus feitos justos, afasta de Jerusalém, da tua cidade, do teu santo monte, a tua ira e a tua indignação. Os nossos pecados e as iniqüidades de nossos antepassados fizeram de Jerusalém e do teu povo motivo de zombaria para todos os que nos rodeiam.
17 Ouve, nosso Deus, as orações e as súplicas do teu servo. Por amor de ti, Senhor, olha com bondade para o teu santuário abandonado.
18 Inclina os teus ouvidos, ó Deus, e ouve; abre os teus olhos e vê a desolação da cidade que leva o teu nome. Não te fazemos pedidos por sermos justos, mas por causa da tua grande misericórdia.
19 Senhor, ouve! Senhor, perdoa! Senhor, vê e age! Por amor de ti, meu Deus, não te demores, pois a tua cidade e o teu povo levam o teu nome".
20 Enquanto eu estava falando e orando, confessando o meu pecado e o pecado de Israel, meu povo, e fazendo o meu pedido ao Senhor, ao meu Deus, em favor do seu santo monte;
21 enquanto eu ainda estava em oração, Gabriel, o homem que eu tinha visto na visão anterior, veio a mim, voando rapidamente para onde eu estava, à hora do sacrifício da tarde.
22 Ele me instruiu e me disse: "Daniel, agora vim para dar-lhe percepção e entendimento.
23 Assim que você começou a orar, houve uma resposta, que eu lhe trouxe porque você é muito amado. Por isso, preste atenção à mensagem para entender a visão:
24 "Setenta semanas estão decretadas para o seu povo e sua santa cidade para acabar com a transgressão, para dar fim ao pecado, para expiar as culpas, para trazer justiça eterna, para cumprir a visão e a profecia, e para ungir o santíssimo.
25 "Saiba e entenda que a partir da promulgação do decreto que manda restaurar e reconstruir Jerusalém até que o Ungido, o líder, venha, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas. Ela será reconstruída com ruas e muros, mas em tempos difíceis.
26 Depois das sessenta e duas semanas, o Ungido será morto, e já não haverá lugar para ele. A cidade e o lugar santo serão destruídos pelo povo do governante que virá. O fim virá como uma inundação: Guerras continuarão até o fim, e desolações foram decretadas.
27 Com muitos ele fará uma aliança que durará uma semana. No meio da semana ele dará fim ao sacrifício e à oferta. E numa ala do templo será colocado o sacrilégio terrível, até que chegue sobre ele o fim que lhe está decretado".
ATÉ QUANDO SENHOR? 
DANIEL 9 
INTRODUÇÃO 

Já passou por alguma dificuldade de saúde que o levou a contrair uma doença? E depois de exames e um longo tratamento parecia que suas forças não iriam suportar tamanho sofrimento? Então você perguntou para Deus: Senhor até quando? Ou estava numa situação de isolamento, longe de casa, dos amigos, sem dinheiro; passando provações e você se perguntou: Senhor até quando? Ou depois de anos de juntar um patrimônio você entra num negócio e com pouco tempo percebe que foi vitima de um golpe, perdendo todos seus bens e ficando num mar de dividas ... então você clama e diz: Senhor até quando? Parece que essa oração de clamor desesperado faz parte do ultimo esforço do ser humano na sua capacidade de resistir diante de alguma coisa ou situação que é maior do que ele. Por outro lado, muitas vezes nos perguntamos também: até quando? Diante de situações que estão sendo favoráveis e pensamos porquanto tempo esta bonança vai permanecer. Sabemos que no mundo que vivemos a paz e a tranquilidade externa não duram muito tempo. No capitulo 9 de Daniel encontramos uma das orações mais lindas da Bíblia sagrada. Embora Daniel seja conhecido como um homem de oração, que orava três vezes ao dia (6.10), que recebeu respostas às suas orações que salvaram vidas como no cap.2, inclusive estando disposto a enfrentar os leões famintos antes de suspender sua vida de oração (cap. 6). De Daniel também somos informados de que abria sua janela e orava em direção a Jerusalém. Mas de todas as orações feitas por Daniel só esta é registrada na íntegra. 

I. UMA ORAÇÃO QUE RETRATA O GRANDE CONFLITO

A oração de Daniel nos esclarece o proceder Divino, nosso conflito filosófico entre a vontade de um Deus todo-poderoso e as decisões, vontades e ações humanas. Ao Daniel Orar sobre o destino de seu povo e sua cidade, sabendo o que foi profetizado por Jeremias, e sabendo que é Deus quem “põe e remove reis” significa que ele acredita que a oração pode mudar a história do mundo. Acredita que a atitude humana através da oração desempenha um papel vital no desenvolvimento histórico, e a resposta imediata de Gabriel mostra que a fé de Daniel não é em vão. Um anjo é enviado para trazer as revelações de Dan. 9 e de Dan.10 a 12 como resposta às orações de Daniel. Além disso, a oração confessional de Daniel para os pecados de Seu povo mostra que ele entendeu que a contaminação do santuário do cap. 8 não é causada pelo chifre pequeno, mas pelos pecados dos “santos do Altíssimo”. A purificação do santuário, que é a razão de sua oração e um dos vínculos entre o cap. 8 e 9 refere-se à expiação de seu povo e não a punição do chifre pequeno. De acordo com a forma de pensar do efeito para a causa dos antigos orientais, a expiação do cap.9 é a causa da purificação do santuário do cap.8. A oração de Daniel no capitulo 9 tem como pano de fundo a profecia de Jeremias capitulo 25. A profecia do cap. 25 foi revelada a Jeremias, no mesmo ano em que Daniel foi levado cativo para Babilônia, quando ele era um adolescente. Agora já haviam se passado quase 70 anos: “Portanto assim diz o Senhor dos exércitos: Visto que não escutastes as minhas palavras eis que eu enviarei, e tomarei a todas as famílias do Norte, diz o Senhor, como também a Nabucodonosor, rei de Babilônia, meu servo, e os trarei sobre esta terra, e sobre os seus moradores, e sobre todas estas nações em redor. E os destruirei totalmente, e farei que sejam objeto de espanto, e de assobio, e de perpétuo opróbrio. E farei cessar dentre eles a voz de gozo e a voz de alegria, a voz do noivo e a voz da noiva, o som das mós e a luz do candeeiro. E toda esta terra virá a ser uma desolação e um espanto; e estas nações servirão ao rei de Babilônia setenta anos. Acontecerá, porém, que quando se cumprirem os setenta anos, castigarei o rei de Babilônia, e esta nação, diz o Senhor, castigando a sua iniquidade, e a terra dos caldeus; farei dela uma desolação perpetua” (Jer. 25.8-12). Daniel, obediente à condição mencionada na profecia, busca a Deus de todo coração, o Senhor havia dito há quase 60 anos antes em Jeremias 29:12 “Então me invocareis, e vireis e orareis a mim, e eu vos ouvirei”, e foi exatamente o que ele fez. Daniel faz uma “confissão” (vers. 4), mas não é uma confissão pessoal, não é só para a sua geração, é uma confissão em nome de todas as pessoas – não só para Judá, mas para Israel, e para todas as gerações anteriores: em representação de todos “nossos reis, a nossos príncipes, e a nossos pais e a todos os povos da terra” (vers. 6), e todos os tipos de pecados. “Pecamos, e cometemos iniquidades, procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus preceitos e das tuas ordenanças”. (vers. 5). Os verbos utilizados para o pecado são usados de forma crescente, desde o pecado por ignorância, sem a intenção de virar as costas a Deus, embora Daniel evita usar o termo hebraico pesh’á que é o pecado de rebelião ou pecado “a mão levantada” e utiliza a forma exclusiva para descrever o pecado do chifre pequeno (Dan. 8.12, 13, 23), e todos os pecados humanos que levaria o Messias (Dan. 9.24), mas nunca em sua oração intercessora (Dan. 9.4-19). 

II. DANIEL COMO SUMO SACERDOTE (DANIEL 9:3 ; 9:18,19) 

Neste capitulo Daniel se refere ao livro de Levítico, especialmente ao Dia da Expiação. Daniel está humilhado, vestido como um penitente e jejuando. O único dia de jejum obrigatório no culto hebraico era o Dia da Expiação, esse era o dia em que todas as pessoas buscavam o perdão de Deus em penitência e humildade. Como Daniel está pedindo perdão por todo o seu povo ao evocar o sumo sacerdote que em Dia da Expiação entrava na Presença de Deus, no lugar mais sagrado, despojado de suas vestes reais, buscando o perdão não só por seus pecados, mas por todas as pessoas e não só para os pecados do momento, mas durante todo o ano. O papel de Daniel como sumo sacerdote ou mediador de Deus como um receptor humano é visto a partir do primeiro capítulo de Daniel, porque ele não só tem a sabedoria como seus três amigos, mas está acima deles conforme diz a escritura: “deu entendimento em toda a visão e sonhos” (Dan. 1.17). Nos capítulos seguintes confirma-se que as visões e sonhos não foram compreendidos até pelos profissionais da adivinhação, os guardiões “dos segredos dos deuses”, como disse o teólogo Alan Lenzi. O segredo divino é mediado apenas por um instrumento – Daniel – só ele poderia como o sumo sacerdote no lugar santíssimo, entrar na intimidade do segredo divino, outra referência indireta ao Dia da Expiação. A petição de Daniel não é pequena, mas a resposta que traz Gabriel é maior do que Daniel pode imaginar ou entender, a resposta definitiva “para cessar a transgressão, para pôr fi m ao pecado, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna” (Dan. 9.24), não só dos judeus, mas de todas as nações do planeta, e não apenas de Moisés a Daniel, mas desde Adão e Eva até o último pecador que nascerá no futuro, é nada menos que a primeira vinda do “Messias, o Príncipe” para tirar o pecado da humanidade, porque  o “Messias será cortado, e nada lhe subsistirá” (Dan. 9.26). Daniel tenta tomar o lugar do sumo sacerdote, intercedendo por todo o Seu povo, compartilhando vicariamente pelos pecados de seus irmãos rebeldes, mas ele não é o verdadeiro substituto. O verdadeiro substituto é o Messias. 

III. A PROFECIA DA LIBERTAÇÃO DO MESSIAS 

Daniel 9 fala sobre uma das profecias mais abrangentes da Bíblia. Além disso, os caps. 8 e 9 são separados por oito anos, mas Daniel os reúne intencionalmente, porque eles são interdependentes. Se Daniel quisesse seguir uma ordem cronológica, deveria ter colocado o capítulo 7 (primeiro ano de Belsazar), logo o cap. 8 (terceiro ano de Belsazar), então o capítulo 5 (o último ano de Belsazar), em seguida o cap. 6 (organização do governo de Dario), e finalmente o cap. 9 (o primeiro ano de Dario). Mas Daniel não é desorganizado, ele data as suas narrações e suas revelações. Os capítulos 1 a 4 estão em ordem cronológica e também os capítulos 9 a 12. A única mudança que ele fez foi juntar os capítulos 8 e 9, que implica que o capítulo 8 seria totalmente compreendido com o cap. 9 e que o cap. 9 é o complemento do cap. 8. Se Daniel tivesse seguido uma ordem estritamente cronológica, assim como o resto de seu livro, teria sido difícil relacionar ambos capítulos. Daniel espera trazer os 70 anos de libertação para os oprimidos assim como o ano sabático fazia a cada sete anos. Só que os 70 anos, são dez vezes mais do que sete, pois se refere a uma opressão dez vezes maior e uma liberação na mesma proporção superior; dessa maneira Gabriel anuncia uma mensagem que não envolve 70 anos, mas setenta vezes 7. Sabemos que no pentateuco ao final de um ciclo de 49 anos havia libertação, assim os 490 anos mencionados neste capitulo representam dez ciclos de 49 anos. No Pentateuco temos o princípio que é enunciado “dia por ano”, não só em Num. 14:34, mas na mesma lei de Jubileu em Lev. 25:8 diz: “Você deverá contar sete semanas de anos, sete vezes de sete anos, de modo que os dias das sete semanas de anos elevam-se a 49 anos”. Não é por acaso que, em Lev. 26 ao mencionar sobre as consequências da desobediência a Deus por seu povo viriam julgamentos e desolação contra Israel (v.14-17) e adicionado ao vers. 18: “Se mesmo com essas coisas não me ouvir, vou castigar-vos sete vezes mais pelos seus pecados” (ver também vers. 21, 24 e 28), considerando que a punição para a apostasia de Israel (cativeiro) durou 70 anos, sete vezes mais, em seguida, somariam 490 anos ou 70 semanas de anos, o que é revelado em Daniel nos vers.34-35, “Então a terra folgará nos seus sábados, todos os dias da sua assolação, e vós estareis na terra dos vossos inimigos; nesse tempo a terra descansará, e folgará nos seus sábados. Por todos os dias da assolação descansará, pelos dias que não descansou nos vossos sábados, quando nela habitáveis...”. De acordo com Daniel 8:13 e 14: “Então ouvi dois anjos conversando, e um deles perguntou ao outro: “Quanto tempo durarão os acontecimentos anunciados por esta visão? Até quando será suprimido o sacrifício diário e a rebelião devastadora prevalecerá? Até quando o santuário e o exército ficarão entregues ao poder do chifre e serão pisoteados?”  Ele me disse: “Isso tudo levará duas mil e trezentas tardes e manhãs; então o santuário será purificado”. O santuário deveria ser purificado num período de tempo que nós conhecemos como 2300 anos. A primeira parte desta longa profecia é que o anjo começa a explicar a Daniel a partir do verso 24 a 27. Esta primeira parte é que chamamos da profecia das 70 semanas. Em profecia entendemos que um dia equivale a um ano de acordo com Números 14:34 e Ezequiel 4:5-7. Portanto 70 semanas equivalem a 70 vezes sete. Porque uma semana tem 7 dias. O que em profecia se traduz a 490 anos. 69 semanas equivalem a 483 anos. 1 semana equivalem a 7 anos e metade de 1 semana a 3 anos e meio. Tendo isso em mente vemos que o período começaria com o decreto para restaurar e reconstruir Jerusalém, o que aconteceu em 457 AC por Artaxerxes (Esdras 7:11-26), autorizando legalmente a restauração de Jerusalém e a indicação de seu corpo administrativo. Gabriel revela que “desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas” (Dan. 9.25). Sete semanas (49 anos) e 62 semanas (434 anos) total de sessenta e nove das setenta semanas (483 anos), a partir de 457 A.C. chegam a 27 d.C. Esta data nos traz “até ao Messias, o Príncipe”, a palavra grega para Messias é Cristo e em português significa Ungido. Todos os sacerdotes e reis judeus eram ungidos do Senhor, mas este é o Messias Príncipe. Esta profecia não aponta para o nascimento do Messias, mas para o início de seu ministério, quando apareceria publicamente como o Messias. Se você fizer o calculo das 62 semanas a partir do ano 408 a.C, menos 434 a.C., dará o ano 26 e não 27 a.C. Então, por que dizemos que a profecia se cumpre no ano 27 d.C. e não no ano 26 d.C.? Lembramos que o Decreto de Artaxerxes (Dan 9:25) acontece no outono de 457a.C. Com isso em mente, sem esquecer que não existe ano zero, quando calculamos um período de tempo que se estende de uma data antes de Cristo (a.C) para uma data depois de Cristo (d.C), devemos portanto acrescentar um ano (o decreto de Artaxerxes só completaria um ano no outono de 456 a.C.) Do ano 27 d.C. em diante temos mais uma semana para fechar a profecia. Daniel 9:26 diz que seria morto o Ungido. Tenha em mente que há 7 semanas antes das 62 semanas, totalizando 69 semanas. Cristo morreu pouco depois das 62 semanas, no ano 31 d.C, na metade da ultima semana profética que encerra no ano 34 d.C, conforme diz Daniel 9:27 “ Com muitos ele fará uma aliança que durará uma semana. No meio da semana ele dará fim ao sacrifício e à oferta”. O anjo Gabriel continua interpretando a Daniel e as 70 semanas depois de estabelecer a data de início do ministério de Cristo, diz: “O Messias será removido (seria assassinado), mas sem culpa (em forma vicária)”. Embora os judeus no tempo de Cristo esperassem um Messias guerreiro, para matar os inimigos de Israel e reinar sobre o trono de Davi durante muitos anos, Gabriel diz que ele viria para morrer, e outros profetas já haviam predito isso antes de Daniel (Sl 22; Isa. 52.13-53.12). A morte do Messias não seria natural, mas “o Messias seria cortado”, ou seja, ele seria morto. Note que Jesus cumpriu a “aliança com muitos “por seu ministério, que durou do ano 27 d.C. até 31 d.C. Perceba que esse período é de exatamente 3 anos e meio , marcando a metade da semana profética que se estenderia até o ano 34 d.C com o apedrejamento de Estevão. Jesus faz cessar o sacrifício de animais com sua morte, o véu do templo se rasga de cima a baixo. Mostra que o cordeiro de Deus estava expiando o pecado de todos os homens em todos os tempos. Mas nos falta a segunda metade da septuagésima semana que terminou no ano 34 segundo o vers. 24. As 70 semanas são cortadas ou separadas ou identificadas para o povo judeu e Jerusalém, ou seja, é o tempo da graça para Israel como povo escolhido. O NT confirma que naquele ano os líderes judeus rejeitaram definitivamente a boa notícia do Messias - Jesus de Nazaré - matando a Estevão. Se na parábola da vinha e dos lavradores maus (Mat. 21.33-46) Jesus deixou claro que a paciência do Senhor da vinha terminou quando eles mataram seu Filho, então o Senhor viria expulsar a estes lavradores maus e dará a vinha a outro povo: “por isso vos digo, o reino de Deus vos será tirado e será dado a uma nação que produza os seus frutos” (Mat. 21.43).

CONCLUSÃO 

Daniel 9 é fundamental para entender a amplitude do perdão e da graça de Deus por todas às pessoas. Ninguém foi tão longe no pecado que Deus não possa trazer de volta, se a pessoa permitir. O perdão de Cristo, o ungido de Deus, é tão absoluto que ele nos liberta das garras do mal e da divida do pecado. Cristo não venceu o pecado na Cruz. Ele venceu o pecado durante sua vida pura e perfeita. Ele pagou o pecado na Cruz. Removeu a acusação de morte que pesava sobre cada ser humano. Hoje podemos ser livres porque Ele nos amou, morreu, ressuscitou e hoje intercede por todos aqueles que o aceitam como Salvador. Aceite-o hoje também como seu Salvador e Senhor e comece a viver o reino de Deus aqui na terra. O Senhor é quem está falando hoje: Até quando Filho, preciso esperar para você se entregar? Até quando?

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