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Introdução Teológica e Contextual ao Livro do Apocalipse e Interpretação Profética do Capítulo 1
Formação: Bacharel em Teologia com Ênfase em Grego e Hebraico (SALT/IAE - UNASP). Licenciado em Pedagogia com Habilitação em Séries Iniciais e Administração Escolar (ACE/FGG). Licenciado em Ciências da Religião com Habilitação em Ensino Religioso (FURB). Licenciado em Filosofia (UNIASSELVI). Pós-Graduado em Interdisciplinaridade na Educação e Metodologia do Ensino Superior (IBPEX/UNIVILLE). Pós-Graduado em Psicopedagogia Clínica e Institucional (FACINTER/UNIVILLE). Pós-Graduado em Coordenação Pedagógica (UFSC). Pós-Graduado em Mídias na Educação (FURG). Pós-Graduado em Gestão Pública (IFSC). Mestre em Educação (UNIATLANTICO – Universidad Europea Del Atlántico – Santander/Cantabria – Espanha). Atuação Profissional: Técnico Pedagógico na CRE - Coordenadoria Regional de Educação - Joinville, SC. Articulador Pedagógico na Rede Municipal de Educação em Joinville, SC. Teólogo, Cientista Religioso, Filósofo, Educador, Escritor e Palestrante. Mas acima de tudo um servo do Senhor Jesus!
Paixão de Cristo: Como Foi a Morte de Jesus, Segundo a Ciência | Edison Veiga - De Bled (Eslovênia) Para a BBC News Brasil
Religiosidade à parte, poucos duvidam que tenha vivido há 2 mil anos um homem chamado Jesus, em parte do que hoje é Israel.
E que ele foi um judeu dissidente que acabou liderando um grupo de seguidores. Sua atuação acabou incomodando o Império Romano. E, às vésperas da Páscoa judaica, ele acabou condenado, torturado e morto por crucificação — uma prática de pena capital comum na época.
Depois de sua morte, seguidores se encarregaram de espalhar seus ensinamentos. Terminava a história e começava o mito, a religião, a teologia.
Essa transição ocorreu principalmente graças a um profícuo escritor da época, pioneiro da Igreja Cristã e autor de muitos textos que hoje estão na Bíblia: Paulo de Tarso (c. 5-67). Na década de 50 do primeiro século da nossa era, cerca de 20 anos depois da morte de Jesus, ele produziu sete cartas cujos textos sobreviveram ao tempo.
"Nessas cartas reparamos que há uma mudança de enfoque. Paulo não mais trabalha com o Jesus histórico, ele trabalha com o Jesus da fé", explica o historiador André Leonardo Chevitarese, autor de, entre outros, Jesus de Nazaré: Uma Outra História, e professor do Programa de Pós-Graduação em História Comparada do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Diante disso, a primeira conclusão é que, desconsiderando a religiosidade decorrente da figura de Jesus, ele foi um condenado político.
"Jesus histórico conheceu uma morte política. Religião e política são coisas muito unidas, principalmente quando estamos tratando de uma liderança popular", acrescenta Chevitarese.
"Não há como separar as andanças [de Jesus] como algo só político ou só religioso. As fronteiras são muito fluidas. E isso acaba sendo chave para compreender o movimento de Jesus com Jesus [ainda vivo] e o movimento de Jesus sem Jesus [depois da morte dele, com as pregações dos primeiros seguidores]."
Paixão e morte
A morte na cruz, cujo simbolismo acabou se confundindo com a própria religiosidade cristã, não era um acontecimento raro naquela época.
"A crucificação era a pena de morte usada pelos romanos desde o ano 217 a.C. para escravos e todos aqueles que não eram cidadãos do Império", explica o cientista político, historiador especializado em Oriente Médio e escritor italiano Gerardo Ferrara, da Pontifícia Universidade da Santa Cruz, de Roma.
"Era uma tortura tão cruel e humilhante que não era reservada a um cidadão romano. Era precedida pelo açoite, infligido com vários instrumentos, conforme a origem e a proveniência social dos condenados."
"A crucificação não foi invenção romana mas estava amplamente disseminada no Império Romano. Fazia parte de uma rotina dentro dos territórios que hoje chamamos de Israel", pontua Chevitarese. "Mais ou menos uns 40 anos depois da morte de Jesus, quando houve a tomada de Jerusalém, milhares de judeus foram crucificados."
Os Evangelhos dedicam-se também a narrar as últimas horas de Jesus, detalhando seu sofrimento. De acordo com as escrituras sagradas, ele teria sido levado de uma instância a outra nessas horas de julgamento, com certa hesitação entre as autoridades. Chevitarese diz que historicamente isso não pode ser verdade.
Isto porque, a julgar pelos relatos, Jesus foi morto na antevéspera da Páscoa judaica. "A festa da Páscoa é uma festa política, pois é quando se celebra a passagem da escravidão para a liberdade, a saída do povo hebreu do Egito para a 'terra onde corre o leite e o mel'", lembra o historiador.
"Então imaginemos: uma cidade abarrotada de judeus, como a autoridade romana vai botar um judeu para carregar uma cruz pela cidade, no meio de tantos judeus? Seria um convite à rebelião. Com uma pessoa como Jesus ninguém poderia perder tempo. Foi pego e imediatamente crucificado."
Para Chevitarese, os relatos que existem dando conta de acontecimentos entre a prisão de Jesus, na madrugada de quinta para sexta, e sua crucificação, horas mais tarde, não são históricos; são teologia.
Alguns dias antes, no que acabou se eternizando como Domingo de Ramos, Jesus tinha entrado em Jerusalém. Foi uma rara aparição dele em uma grande cidade, o que teria transformado-o em alvo fácil das autoridades.
Mas por que ele incomodava? Porque liderava um grupo justamente proclamando um novo reino, o Reino dos Céus, ou reino de seu pai. E seu discurso era de um reino diametralmente oposto ao Império Romano, segundo quatro pilares básicos. "Ele se torna messias por conta dessa ideia", defende Chevitarese.
O primeiro pilar do reino defendido por Jesus era a justiça. Não qualquer justiça, mas a justiça divina. "E ele se referia a Deus como papai, seu pai celestial. Essa justiça tão equilibrada, era claro, se opunha a outro reino, aquele que já estava instalado e que controlava a Judeia: o dos romanos", compara o historiador. "Ele está dizendo: aqui no meu reino tem justiça; o do César é o reino da injustiça."
O segundo ponto é que Jesus proclamava um reino de paz, também em oposição ao estado bélico do governo imposto pelos romanos, um império que avançava sobre outros povos.
O terceiro pilar é comensalidade: comida, bebida, fartura na mesa dos pobres, dos camponeses. "O grupo que acompanhava Jesus ouvia sua pregação e, de alguma maneira, achava interessante o que ele estava dizendo", diz Chevitarese. Por fim, Jesus falava de um reino de igualdade, com a coparticipação de todos. "O ministério de Jesus é de homens e mulheres, iguais", nota o historiador.
"O importante é que [nesses discursos] política, religião, economia, sociedade, tudo isso se inseria num programa messiânico. Não estava claro onde começava a política e terminava a religião, nem onde terminava a religião e começavam as questões sociais. Tudo estava interligado", completa.
"Jesus morre por causa de um reino, o reino de Deus. Esse é o movimento de Jesus com Jesus. A geração seguinte, o movimento de Jesus sem Jesus, ressignifica a morte dele como uma morte sacrificial, que ganha dimensão estritamente religiosa."
As autoridades romanas que serviam na região já estavam mapeando os movimentos de Jesus. E encontraram a oportunidade perfeita quando ele resolveu entrar em Jerusalém. "Viram-no criando confusão no templo, às vésperas da Páscoa, com a cidade cheia de judeus vindos das mais diferentes regiões e pensaram: rapidamente esse homem tem de ser preso, crucificado", diz o historiador.
"Todos os evangelistas concordam em situar a morte de Jesus em uma sexta-feira, dentro do feriado da Páscoa", comenta Ferrara. Autor do livro Vita di Gesù Cristo, o padre, biblista e arqueólogo italiano Giuseppe Ricciotti (1890-1964) reuniu várias informações históricas, cruzou-as e concluiu que o mais provável é que a execução tenha ocorrido no equivalente ao 7 de abril do ano 30.
A morte na cruz
Eram três as maneiras de se executar um condenado na Roma antiga. Segundo explica Chevitarese, um objetivo as unia: não permitir a preservação de vestígios de memória — em outras palavras, impossibilitar que restos mortais fossem sepultados.
Geralmente aos circos romanos eram destinados os condenados por crimes como assassinato, parricídio, crimes contra o Estado e estupros. Na arena, esses criminosos enfrentavam feras até a morte — seus restos eram devorados pelos bichos. Uma segunda forma de execução era a fogueira, que também não deixava muitos resíduos do corpo.
A crucificação era a pena destinada a escravos que atentavam contra a vida dos seus senhores e aqueles que se envolviam em rebeliões. Além de todos os que não eram cidadãos romanos, caso de Jesus. "Ainda vivos, na cruz, aves de rapina já começavam a comer o condenado. Três ou quatro dias depois, a carne desse indivíduo, apodrecendo, caía da cruz e cães e outros animais terminavam de fazer o serviço", contextualiza Chevitarese.
No início dos anos 2000, o médico legista norte-americano Frederick Thomas Zugibe (1928-2013), professor da Universidade de Columbia e ex-patologista-chefe do Instituto Médico Legal, fez uma série de experimentos com voluntários para monitorar os efeitos que uma crucificação teria sobre o corpo humano. Os resultados foram publicados no livro The Crucifixion of Jesus: A Forensic Inquiry (A crucificação de Jesus: uma investigação forense, em tradução livre).
Para seus estudos, ele utilizou uma cruz de madeira com 2,34 metros na vertical e 2 metros na horizontal. Indivíduos — todos adultos jovens, na faixa dos 30 anos — foram suspensos nela e tiveram suas reações monitoradas eletronicamente, com eletrocardiograma, medição de pulsação e aferição de pressão sanguínea.
Atados assim, os voluntários não conseguiam encostar as costas na cruz e relataram fortes cãibras causadas pelo desconforto da posição, além de formigamentos constantes nas panturrilhas e nas coxas.
Na época de Jesus diferentes formas de cruz eram utilizadas nas execuções. As principais eram a em forma de T e a em forma de punhal. Não há consenso entre pesquisadores sobre qual teria sido a utilizada por Jesus. Ferrara acredita que teria sido a segunda.
Para o médico Zugibe, Jesus carregou, em seu caminho até o local da execução, apenas a parte horizontal. Ele escreveu que a estaca vertical costumava ser mantida no local das crucificações, fora da cidade.
E baseou-se no fato de que a parte horizontal pesava cerca de 22 quilos. A soma de ambas as partes tinha entre 80 e 90 quilos, o que tornaria impossível de ser carregada em uma longa caminhada — que, conforme seus estudos, teria sido de 8 quilômetros no caso de Jesus.
"Detalhes da punição são confirmados pelo uso romano e por documentos históricos: os condenados eram amarrados ou pregados no patíbulo com os braços estendidos e erguidos no mastro vertical já fixado", esclarece Ferrara.
"Os pés eram amarrados ou pregados, por outro lado, ao poste vertical, sobre o qual uma espécie de assento de apoio se projetava na altura das nádegas. A morte era lenta, muito lenta, e acompanhada por um sofrimento terrível. A vítima, levantada do solo a não mais de meio metro, estava completamente nua e podia ficar pendurada por horas, senão dias, sacudida por espasmos de dor, náuseas e a impossibilidade de respirar corretamente, já que o sangue nem sequer podia fluir para os membros que estavam tensos a ponto de exaustão."
O que é um entendimento quase unânime entre os pesquisadores é que as cravas eram pregadas nos pulsos, e não nas palmas das mãos — por conta da compleição óssea, as mãos "se rasgariam" com o peso do corpo. "A estrutura das mãos e a ausência de ossos importantes impediriam o suporte de um peso tão grande e a carne das mãos seria dilacerada", ressalta Ferrara.
O médico Zugibe concluiu que os pregos tinham 12,5 centímetros de comprimento. Ele defendia que Jesus tinha sido pregado, sim, nas mãos, mas não no centro da palma e sim pouco abaixo do polegar. Já suspenso na cruz, os pés de Jesus também foram fixados com cravas — segundo o médico, um ao lado do outro, e não sobrepostos como o imaginário consagrou. Essas perfurações, por atingirem nervos importantes, teriam sido causadoras de dores insuportáveis e contínuas.
"Quanto tempo um indivíduo leva para morrer assim? Morre-se de cãibra, que vai atrofiando seus músculos e levando-o a morrer por falta de ar, com muitas dores, dores gigantescas no corpo todo", narra Chevitarese. Ferrara, por sua vez, defende que Jesus tenha morrido por infarto do miocárdio, em decorrência do esforço exaustivo.
Por meio de seus experimentos, Zugibe analisou as três hipóteses mais aceitas para a morte de Jesus: asfixia, ataque cardíaco e choque hemorrágico. Sua conclusão é que Jesus teve parada cardíaca em virtude da hipovolemia, ou seja, a diminuição considerável do volume sanguíneo depois de toda a tortura e das horas pregado na cruz. Teria morrido, portanto, de choque hemorrágico.
"[A morte na cruz] é uma morte de violência física absurda. O tempo dependia das condições físicas em que se encontrava o crucificado. Se a tortura anterior tivesse sido muito intensa, isso de certa forma poderia fazer com que ele morresse mais rápido", diz Chevitarese. Ferrara acredita que "a agonia de Jesus não tenha durado mais do que algumas horas, talvez até menos do que duas, provavelmente devido à enorme perda de sangue devido à flagelação [anterior]".
Se o condenado à morte de cruz era visto pelos romanos como parte de uma "escória", um não cidadão considerado criminoso e oriundo dos estratos sociais mais baixos, é de se supor que os carrascos não poupassem esses indivíduos de toda sorte de agressões. Para tanto, o instrumento utilizado na tortura era um chicote específico chamado de azorrague.
No caso de Jesus, Ferrara acredita que tenha sido utilizado um com bolas de metal com pontas feitas de osso, capaz de rasgar a pele e arrancar pedaços de carne. "Justamente por ele ser um 'criminoso' de baixa classe social e de origem não nobre, no caso um judeu de pequena província oriental do império", justifica ele.
De acordo com as pesquisas realizadas pelo médico Zugibe, o modelo de chicote utilizado para o açoitamento de Jesus era feito com três tiras. Condenados assim costumavam receber 39 golpes com o instrumento — na prática, portanto, era como se fossem 117 chibatadas, já que essas pontas feitas de osso de carneiro funcionavam como objetos perfurocortantes.
Isso, segundo explicações do médico, resultaria em tremores e até desmaios, e um quadro de hemorragias intensas, danos no fígado e no baço e acúmulo de sangue e líquidos nos pulmões.
No caminho até o local de crucificação, não havia limites para as torturas. Eram espancados, ridicularizados, vítimas de intensa violência. Relatos bíblicos afirmam que, por sarcasmo, uma coroa de espinhos teria sido cravada na cabeça de Jesus.
Zugibe queria descobrir qual era a planta utilizada para a tal coroa. Depois de entrevistar botânicos e estudiosos de biomas do Oriente Médio, chegou a duas possíveis espécies que seriam capazes de fornecer espinhos grandes o suficiente. Conseguiu as sementes e cultivou ele próprio as árvores para, depois, analisá-las.
Acabou concluindo que foram utilizados ramos de uma árvore conhecida como espinheiro-de-cristo-sírio. Segundo o legista, os ferimentos causados por esse espinho na cabeça seriam capazes de, mais do que provocar intenso sangramento na face e no couro cabeludo, atingir nervos da cabeça — causando dores imensas.
Sepultamento
Chevitarese defende que a crucificação de Jesus, ao contrário do que narra a Bíblia, tenha ocorrido longe de testemunhas oculares, justamente porque tudo teria sido feito rapidamente e de modo a não provocar uma revolta da população.
E que, também ao contrário do relato religioso, não houve sepultamento de Jesus, tampouco restos mortais preservados. "Crucificados não eram enterrados. Ficavam na cruz e, ainda vivos, aves de rapina já sabiam que eles não podiam se mexer. E comiam olhos, nariz, bochecha, aquilo ficava abarrotado de aves de rapina comendo o corpo ainda vivo", explica ele.
"[O corpo] passava alguns dias ali, quatro, cinco dias, pendurado. A carne começava a apodrecer. Caía. Despencava. Cães e outros animais se aproveitavam desses restos humanos para fazer seu banquete", relata.
Para ele, o que prova essa tese é que milhares de escravos foram crucificados no período e não há registros de cemitérios ou mesmo de ossadas descobertas dos mesmos. "Historicamente, crucificado não era enterrado", crava. "Teologicamente, é claro que Jesus precisava ser enterrado — para depois ressuscitar."
Esta reportagem foi publicada originalmente em abril de 2021 e republicada em março de 2026 | FONTE: MSN
NOTA DO EDITOR:
O Blog Teologia Hoje defende a crença cristã baseada na Bíblia de que Jesus morreu na cruz, ressuscitou em glória e poder, foi assunto aos céus diante de testemunhas oculares e prometeu voltar em poder e glória para retribuir a cada um segundo as suas obras.
Formação: Bacharel em Teologia com Ênfase em Grego e Hebraico (SALT/IAE - UNASP). Licenciado em Pedagogia com Habilitação em Séries Iniciais e Administração Escolar (ACE/FGG). Licenciado em Ciências da Religião com Habilitação em Ensino Religioso (FURB). Licenciado em Filosofia (UNIASSELVI). Pós-Graduado em Interdisciplinaridade na Educação e Metodologia do Ensino Superior (IBPEX/UNIVILLE). Pós-Graduado em Psicopedagogia Clínica e Institucional (FACINTER/UNIVILLE). Pós-Graduado em Coordenação Pedagógica (UFSC). Pós-Graduado em Mídias na Educação (FURG). Pós-Graduado em Gestão Pública (IFSC). Mestre em Educação (UNIATLANTICO – Universidad Europea Del Atlántico – Santander/Cantabria – Espanha). Atuação Profissional: Técnico Pedagógico na CRE - Coordenadoria Regional de Educação - Joinville, SC. Articulador Pedagógico na Rede Municipal de Educação em Joinville, SC. Teólogo, Cientista Religioso, Filósofo, Educador, Escritor e Palestrante. Mas acima de tudo um servo do Senhor Jesus!
Estudos Bíblicos Para o Século 21 | A Liderança Paterna Segundo o Coração de Deus: Legado, Tipos de Pais e a Paternidade Perfeita
A Liderança Paterna Segundo o Coração de Deus: Legado, Tipos de Pais e a Paternidade Perfeita
O Dia dos Pais é um momento de celebração, mas também de profunda reflexão. No contexto cristão, ser pai vai além de prover sustento material; é um chamado espiritual de liderança, discipulado e amor sacrificial. A Bíblia Sagrada apresenta um panorama realista e inspirador da paternidade, retratando homens com virtudes, falhas, dores e grandes vitórias espirituais.
Neste estudo bíblico, examinaremos o papel do pai cristão à luz do Antigo e do Novo Testamento, analisando os diferentes perfis paternos descritos nas Escrituras e culminando no modelo supremo de paternidade: o próprio Deus.
1. O Papel do Pai Cristão: Mandamento e Responsabilidade Espiritual
A Bíblia estabelece que a principal função do pai é ensinar os caminhos do Senhor à próxima geração. Paternidade cristã é, essencialmente, discipulado no lar.
Antigo Testamento: O Ensino Contínuo
Em Deuteronômio, Deus instrui as famílias sobre a transmissão da fé:
"Gravem estas minhas palavras no coração e na mente [...]. Ensinem-nas aos seus filhos, falando delas quando estiverem sentados em casa e quando estiverem andando pelo caminho, quando se deitarem e quando se levantarem."
— Deuteronômio 11:18-19
O modelo do Antigo Testamento exige intencionalidade. O ensino da Palavra não ocorre apenas em momentos formais, mas na rotina diária.
Novo Testamento: A Criação no Discernimento e na Graça
No Novo Testamento, o apóstolo Paulo orienta sobre o equilíbrio no exercício da autoridade paterna:
"Pais, não irritem seus filhos; antes, criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor."
— Efésios 6:4
A autoridade do pai cristão não deve ser exercida com tirania ou dureza, mas com doutrina e admoestação firmadas na graça.
Aplicação prática: Crie momentos diários de leitura bíblica e oração em família. Lidere pelo exemplo, demonstrando que a Palavra de Deus rege suas decisões diárias.
2. A Diversidade das Experiências Paternas na Bíblia
A Escritura não esconde as imperfeições humanas. Ao examinar a trajetória de vários homens na Bíblia, encontramos perfis de pais em diferentes circunstâncias espirituais e emocionais:
O Pai Temente a Deus (Abraão e Jó)
Abraão é chamado o pai da fé. Deus destacou sua fidelidade na instrução de sua casa: "Pois eu o escolhi, para que ordene aos seus filhos e à sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do Senhor" (Gênesis 18:19). Da mesma forma, Jó demonstrava zelo espiritual constante, oferecendo holocausto pelos seus filhos preventiva e intercessoriamente (Jó 1:5).
Aplicação: A prioridade do pai temente a Deus é o estado espiritual da sua família.
O Pai Presente na Criação Solo e na Viuvez (Jó e o Conceito Bíblico de Proteção)
Embora a Bíblia enfatize o núcleo familiar completo, vemos homens enfrentando momentos de tragédia e solidão na condução de seus lares. O patriarca Jó enfrentou a perda devastadora de seus filhos e precisou reconstruir sua vida sob a soberania de Deus. Em todo o texto sagrado, Deus se revela como o amparo do viúvo e do órfão (Salmo 68:5), capacitando o pai que precisa criar seus filhos sozinho com graça e força renovadas.
Aplicação: Se você é um pai que enfrenta a criação dos filhos sem a presença da esposa, lembre-se de que a graça de Deus é suficiente para suprir todas as lacunas materiais e emocionais.
O Pai Distante ou Ausente (Davi)
Davi foi um homem segundo o coração de Deus e um grande rei, mas enfrentou sérias omissões no ambiente familiar. Sua falta de posicionamento e correção em relação aos seus filhos — como no caso de Amnon e Absalão — resultou em tragédias familiares (2 Samuel 13–15).
Aplicação: O sucesso profissional ou ministerial não compensa o fracasso e a ausência no lar. Busque estar presente emocional e espiritualmente na vida de seus filhos antes que o distanciamento gere feridas profundas.
O Pai Mau e Injusto (Saul)
O rei Saul exemplifica a paternidade destrutiva. Movido pela inveja e pelo orgulho, Saul insultou e tentou matar seu próprio filho, Jônatas, por causa da amizade deste com Davi (1 Samuel 20:30-33). A conduta de Saul mostra como o egocentrismo de um pai pode ferir gravemente os filhos.
Aplicação: Se você viveu sob a sombra de um pai injusto, saiba que o erro do seu pai terreno não define o seu futuro. Em Cristo, você pode quebrar ciclos de dor e construir um novo legado.
O Pai que Deixou um Legado de Fé (Rei Davi para Salomão e a Vó Lóide/Eunice)
Apesar de suas falhas, Davi deixou exortações espirituais valiosas a Salomão antes de morrer: "Eu estou prestes a ir pelo caminho de toda a terra. Seja forte e mostre que é homem; obedeça ao que o Senhor, o seu Deus, exige" (1 Reis 2:2-3). O legado de fé ultrapassa a vida terrena e ecoa pelas gerações, como ocorreu com a fé transmissível vista na família de Timóteo (2 Timóteo 1:5).
Aplicação: Que tipo de memória espiritual você deixará? O maior patrimônio de um pai não são os bens materiais, mas a marca de uma vida de oração e integridade.
3. Deus: O Modelo Supremo da Paternidade
Nenhum pai terreno é perfeito. Todos falham em algum grau. Por isso, a Bíblia nos direciona para aquele que é o padrão absoluto e irrepreensível de pai: o Nosso Pai Celestial.
Ao ensinar os discípulos a orar, Jesus transformou a compreensão da relação entre a humanidade e o Criador ao usar o termo Abba (Pai):
"Vocês, pois, orem assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome..."
— Mateus 6:9
Jesus nos revelou que Deus não é uma divindade distante ou severa, mas um Pai amoroso, acessível e zeloso.
O Amor Incondicional na Parábola do Filho Pródigo
Na parábola registrada em Lucas 15:11-32, Jesus ilustra a verdadeira natureza do Pai Celestial. Quando o filho rebelde decide voltar para casa:
"Estando ele ainda longe, seu pai o viu e teve compaixão dele; correu ao seu encontro, abraçou-o e o beijou."
— Lucas 15:20
Deus é o Pai que acolhe, que restaura a dignidade do arrependido e que celebra o retorno dos seus filhos. Ele disciplina por amor (Hebreus 12:6) e supre todas as nossas necessidades segundo as suas riquezas em glória.
O Apelo aos Filhos: Honra, Amor e Responsabilidade
Se você é filho, a Palavra de Deus contém orientações claras sobre o seu dever em relação ao seu pai terreno:
"Honra teu pai e tua mãe, como te ordenou o Senhor, o teu Deus, para que tenhas longa vida e tudo te vá bem na terra que o Senhor, o teu Deus, te dá."
— Deuteronômio 5:16
"Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, pois isso é justo."
— Efésios 6:1
Honrar a seu pai não depende da perfeição dele. Honra é um mandamento com promessa. Significa demonstrar respeito, prestar assistência na velhice, perdoar as falhas humanas e expressar gratidão pelo dom da vida.
Se o seu pai ainda está vivo, aproveite o dia de hoje para demonstrar amor, buscar a reconciliação se houver feridas e expressar sua gratidão. Se o seu pai já partiu para o Senhor, honre a memória dele vivendo com integridade os valores bíblicos que lhe foram transmitidos.
Que neste Dia dos Pais, cada homem renova seu compromisso de liderar sua casa com amor, sabedoria e temor ao Senhor, alinhando seu coração ao modelo do Pai Celestial.
Oração Pela Liderança Paterna
Formação: Bacharel em Teologia com Ênfase em Grego e Hebraico (SALT/IAE - UNASP). Licenciado em Pedagogia com Habilitação em Séries Iniciais e Administração Escolar (ACE/FGG). Licenciado em Ciências da Religião com Habilitação em Ensino Religioso (FURB). Licenciado em Filosofia (UNIASSELVI). Pós-Graduado em Interdisciplinaridade na Educação e Metodologia do Ensino Superior (IBPEX/UNIVILLE). Pós-Graduado em Psicopedagogia Clínica e Institucional (FACINTER/UNIVILLE). Pós-Graduado em Coordenação Pedagógica (UFSC). Pós-Graduado em Mídias na Educação (FURG). Pós-Graduado em Gestão Pública (IFSC). Mestre em Educação (UNIATLANTICO – Universidad Europea Del Atlántico – Santander/Cantabria – Espanha). Atuação Profissional: Técnico Pedagógico na CRE - Coordenadoria Regional de Educação - Joinville, SC. Articulador Pedagógico na Rede Municipal de Educação em Joinville, SC. Teólogo, Cientista Religioso, Filósofo, Educador, Escritor e Palestrante. Mas acima de tudo um servo do Senhor Jesus!
Estudos Bíblicos Para o Século 21 | Ansiedade é Falta de Fé? O Que a Bíblia Realmente Diz Sobre o Esgotamento Emocional
Ansiedade é Falta de Fé? O Que a Bíblia Realmente Diz Sobre o Esgotamento Emocional
Em um mundo marcado pelo excesso de informação, incertezas econômicas e rotinas exaustivas, a ansiedade tornou-se uma das maiores crises do nosso tempo. No contexto cristão, todavia, o tema muitas vezes vem acompanhado de um fardo adicional: a culpa. É comum ouvir que a dor na alma é "falta de oração", "demônio" ou "falta de confiança em Deus".
A Bíblia Sagrada, quando examinada em sua profundidade teológica e exegética, revela uma perspectiva incomparavelmente mais acolhedora, realista e profunda sobre a fragilidade humana.
1. O Esgotamento de Elias: A Síndrome de Burnout na Bíblia
Em 1 Reis 18, o profeta Elias viveu o ápice do seu ministério: desafiou os falsos profetas no Monte Carmelo, viu o fogo do céu descer e presenciou uma grande vitória espiritual. No entanto, em 1 Reis 19, após ser ameaçado por Jezabel, o mesmo profeta fugiu para o deserto, sentou-se debaixo de um zimbro e pediu a morte.
"Ele, porém, foi ao deserto, caminho de um dia, e veio, e se assentou debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte, e disse: Já basta, ó Senhor; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais." (1 Reis 19:4)
Análise Teológica e Humana
Esgotamento Físico e Emocional: A crise de Elias não foi fruto de fraqueza teológica. Ele estava exausto, solitário e sob extremo estresse prolongado.
A Pedagogia da Graça Divina: Deus não repreendeu Elias por sua oração desesperada. A primeira resposta de Deus à depressão/ansiedade do profeta não foi um sermão, mas alimento, água e descanso físico (1 Reis 19:5-7).
O Cuidado Integral: Deus reconhece que o ser humano é uma unidade psicossomática (corpo, mente e espírito). O cuidado com o corpo precedeu a renovação do chamado espiritual.
2. Jesus no Getsêmani: A Validação da Dor na Alma
A prova mais irrefutável de que sentir angústia severa não é pecado encontra-se na vida de Jesus Cristo. Na noite anterior à sua crucificação, no Jardim do Getsêmani, o Filho de Deus experimentou uma pressão emocional em seu nível máximo.
"E, estando em agonia, orava mais intensamente. E o seu suor tornou-se como gotas de sangue que caíam sobre a terra." (Lucas 22:44)
Se o próprio Cristo — perfeito e sem pecado — sentiu pavor, tristeza mortal (Mateus 26:38) e suou sangue devido à extrema ansiedade da alma, então sentir a dor do esgotamento emocional não torna ninguém menos cristão.
3. Exegese de Filipenses 4:6-7: O Que Significa "Não Andeis Ansiosos"?
O texto do apóstolo Paulo à igreja de Filipos é frequentemente usado como um "marrada" moral contra quem sofre de ansiedade. No entanto, uma análise do texto original no grego revela outra intenção.
"Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus." (Filipenses 4:6-7)
O Significado do Grego Merimna
A palavra grega traduzida como "ansiedade" é μεριμνάω (merimnaō), que deriva da junção de merizo (dividir) e nous (mente). Ansiedade significa literalmente "uma mente dividida" ou puxada para direções opostas.
O imperativo de Paulo não é uma condenação punitiva, mas um convite pedagógico. Paulo não diz "é proibido sentir ansiedade", mas sim: "quando a mente estiver dividida pelo medo, descarregue essa pressão sobre Deus através da oração".
4. Três Passos Bíblicos para Restaurar a Paz Interior
I. A Prática da "Descarga" Emocional (1 Pedro 5:7)
O apóstolo Pedro instrui: "Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós". A palavra "lançar" (epirhiptō) no grego remete ao ato de jogar uma carga pesada sobre o lombo de um animal de carga. A oração da fé não é um monólogo bonito, mas o ato de transferir o peso que seu corpo não foi projetado para carregar.
II. O Filtro da Mente (2 Coríntios 10:5 & Filipenses 4:8)
Ansiedade vive de cenários hipotéticos e catastróficos criados pela mente. A Bíblia orienta a levar "cativo todo pensamento à obediência de Cristo". Isso significa confrontar a imaginação com a realidade: "Isso que estou pensando é fato real ou apenas uma projeção do meu medo?".
III. A Graça Comum e o Cuidado Humano
Deus cura de forma sobrenatural, mas também atua por meio da graça comum:
Medicina e psiquiatria (ajuste neuroquímico do cérebro).
Psicologia e terapia (reestruturação de crenças e traumas).
Comunidade e descanso (apoio mútuo e ritmo de vida saudável).
Recorrer a médicos e profissionais da saúde mental não anula a fé; pelo contrário, é usar os meios terapêuticos que o próprio Criador colocou à disposição da humanidade.
Conclusão: O Deus que Caminha no Deserto
A ansiedade não é um sinal automático de fraqueza espiritual, mas um sinal de alerta de que nossa estrutura humana chegou ao limite. Deus não exige que você seja invulnerável; Ele pede apenas que você confie a Ele as suas feridas.
Se você se encontra no "deserto de Elias" hoje, lembre-se: o Senhor não está bravo com você. Ele continua oferecendo pão, água, descanso e uma voz suave a renovar o seu caminho.
Perguntas para Reflexão e Estudo em Grupo
Qual a diferença entre a ansiedade natural da vida e o hábito de duvidar de Deus?
De que maneira a igreja local pode acolher melhor pessoas que enfrentam burnout e depressão?
Como a história de Elias muda sua visão sobre descanso físico e vida espiritual?
Formação: Bacharel em Teologia com Ênfase em Grego e Hebraico (SALT/IAE - UNASP). Licenciado em Pedagogia com Habilitação em Séries Iniciais e Administração Escolar (ACE/FGG). Licenciado em Ciências da Religião com Habilitação em Ensino Religioso (FURB). Licenciado em Filosofia (UNIASSELVI). Pós-Graduado em Interdisciplinaridade na Educação e Metodologia do Ensino Superior (IBPEX/UNIVILLE). Pós-Graduado em Psicopedagogia Clínica e Institucional (FACINTER/UNIVILLE). Pós-Graduado em Coordenação Pedagógica (UFSC). Pós-Graduado em Mídias na Educação (FURG). Pós-Graduado em Gestão Pública (IFSC). Mestre em Educação (UNIATLANTICO – Universidad Europea Del Atlántico – Santander/Cantabria – Espanha). Atuação Profissional: Técnico Pedagógico na CRE - Coordenadoria Regional de Educação - Joinville, SC. Articulador Pedagógico na Rede Municipal de Educação em Joinville, SC. Teólogo, Cientista Religioso, Filósofo, Educador, Escritor e Palestrante. Mas acima de tudo um servo do Senhor Jesus!
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Formação: Bacharel em Teologia com Ênfase em Grego e Hebraico (SALT/IAE - UNASP). Licenciado em Pedagogia com Habilitação em Séries Iniciais e Administração Escolar (ACE/FGG). Licenciado em Ciências da Religião com Habilitação em Ensino Religioso (FURB). Licenciado em Filosofia (UNIASSELVI). Pós-Graduado em Interdisciplinaridade na Educação e Metodologia do Ensino Superior (IBPEX/UNIVILLE). Pós-Graduado em Psicopedagogia Clínica e Institucional (FACINTER/UNIVILLE). Pós-Graduado em Coordenação Pedagógica (UFSC). Pós-Graduado em Mídias na Educação (FURG). Pós-Graduado em Gestão Pública (IFSC). Mestre em Educação (UNIATLANTICO – Universidad Europea Del Atlántico – Santander/Cantabria – Espanha). Atuação Profissional: Técnico Pedagógico na CRE - Coordenadoria Regional de Educação - Joinville, SC. Articulador Pedagógico na Rede Municipal de Educação em Joinville, SC. Teólogo, Cientista Religioso, Filósofo, Educador, Escritor e Palestrante. Mas acima de tudo um servo do Senhor Jesus!
Estudos Bíblicos Para o Século 21 - Como Superar o Burnout Segundo a Bíblia | O Descanso Sagrado para a Mente Exausta
Você já acordou com a sensação de que a sua energia acabou antes mesmo do dia começar? A sensação de carregar o peso do mundo nas costas não é privilégio dos nossos tempos. Se você tem se sentido no limite e busca respostas profundas, saiba que aprender como superar o burnout segundo a Bíblia é um caminho espiritual de restauração que Deus já desenhou para a sua vida nas Escrituras.
O Diagnóstico Antigo para um Mal Moderno
O termo burnout é recente, mas a exaustão extrema física, emocional e espiritual é tão antiga quanto a própria humanidade. Na Bíblia, encontramos grandes líderes que chegaram ao limite do colapso.
O caso de Elias: Quando até os profetas entram em colapso
Em 1 Reis 19, vemos o profeta Elias logo após uma das suas maiores vitórias espirituais no Monte Carmelo. Sob ameaça de morte e exausto, ele foge para o deserto, senta-se debaixo de um zimbro e pede a morte: "Já basta, Senhor" (1 Reis 19:4).
Olhar Exegético: No texto hebraico, a expressão usada por Elias reflete uma saturação completa do ser (Rab-attah, "já é demais"). Ele não estava apenas triste; seu corpo e mente haviam entrado em colapso por estresse prolongado e isolamento.
A resposta de Deus ao esgotamento de Elias
Deus não repreendeu Elias por sua fraqueza, tampouco exigiu dele mais trabalho espiritual imediato. A pedagogia divina diante do burnout de Elias incluiu:
Alimentação e Sono: Deus enviou um anjo para alimentar Elias e deixá-lo dormir (1 Reis 19:5-7).
Acolhimento da Dor: Deus permitiu que Elias desabafasse sua frustração no Monte Horebe.
A Voz Suave: Deus não falou na tempestade ou no terremoto, mas no cício suave (um sussurro), mostrando que a restauração vem na calma, não na agitação.
As Causas Teológicas da Exaustão no Mundo Atual
A cultura contemporânea nos exige produtividade tóxica, hiperconexão e performance constante. No entanto, a Bíblia nos mostra que o burnout frequentemente surge quando quebramos os limites criacionais estabelecidos por Deus.
1. O esquecimento do Sábado (Shabbat)
No relato da Criação em Gênesis, Deus estabelece o princípio do descanso não porque Ele estivesse cansado, mas para criar um ritmo sagrado para a existência humana. O Shabbat (que significa "cessar" ou "parar") é um mandamento de preservação da vida. Quando ignoramos o descanso, colocamos nosso ego no centro, achando que o mundo depende do nosso esforço contínuo.
2. O fardo do ativismo e da autossuficiência
Muitos cristãos confundem fidelidade com hiperatividade. Jesus nunca viveu apressado. Ele frequentemente se retirava para lugares solitários para orar e descansar (Marcos 1:35; Lucas 5:16). Se o próprio Filho de Deus desacelerava para recalibrar o espírito, por que achamos que podemos viver no piloto automático?
3 Passos Práticos para Superar o Burnout Segundo a Bíblia
Entender como superar o burnout segundo a Bíblia exige alinhar a teologia à prática diária. Veja três pilares fundamentais para aplicar hoje:
┌─────────────────────────────────────────────────────────┐│ RITMO DE RESTAURAÇÃO BÍBLICA │└─────────────────────────────────────────────────────────┘│├── 1. Pratique a Desconexão Sagrada (Shabbat)│├── 2. Entregue o Controle no Altar (Mateus 11:28)│└── 3. Estabeleça Limites Saudáveis (Provérbios 4:23)
1. Reivindique o seu descanso físico e digital
O descanso não é um prêmio pelo trabalho cumprido; é uma pré-condição para uma vida saudável. Reserve um dia ou períodos fixos na semana para desligar o celular, desacelerar a mente e nutrir o corpo.
2. Aceite o convite de Jesus para trocar de fardo
Em Mateus 11:28-30, Jesus faz uma das promessas mais confortantes das Escrituras:
"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas."
O jugo de Jesus é suave porque Ele caminha ao nosso lado, dividindo o peso. Se a sua caminhada cristã está pesada demais, talvez você esteja carregando regras, cobranças e obrigações que Jesus nunca pediu para você carregar.
3. Estabeleça limites com sabedoria
A Bíblia nos ensina a guardar o coração (Provérbios 4:23). Guardar o coração também significa aprender a dizer "não" para compromissos e demandas que ultrapassam seus limites físicos e emocionais.
Uma Reflexão Espiritual: O Descanso como Ato de Fé
No fundo, descansar é um exercício de confiança em Deus. Quando paramos, declaramos que o Senhor é quem governa o universo, a nossa carreira e a nossa família — e não nós.
Se você se encontra no vale da exaustão hoje, lembre-se: Deus não espera que você seja um super-homem ou uma super-mulher. Ele conhece a sua estrutura e se lembra de que você é pó (Salmo 103:14). Permita-se parar, chorar se for preciso, dormir e ouvir o sussurro de Deus restaurando a sua alma.
Queremos ouvir você!
Você tem se sentido esgotado ou pressionado pelas demandas da vida moderna? Deixe um comentário abaixo compartilhando como este texto impactou você, ou compartilhe este artigo com aquele amigo ou familiar que precisa ouvir uma palavra de alívio e descanso hoje!
Aqui está uma oração profunda e acolhedora, inspirada no tema do descanso sagrado e na renovação da mente:
Oração pela Restauração da Mente Exausta
Formação: Bacharel em Teologia com Ênfase em Grego e Hebraico (SALT/IAE - UNASP). Licenciado em Pedagogia com Habilitação em Séries Iniciais e Administração Escolar (ACE/FGG). Licenciado em Ciências da Religião com Habilitação em Ensino Religioso (FURB). Licenciado em Filosofia (UNIASSELVI). Pós-Graduado em Interdisciplinaridade na Educação e Metodologia do Ensino Superior (IBPEX/UNIVILLE). Pós-Graduado em Psicopedagogia Clínica e Institucional (FACINTER/UNIVILLE). Pós-Graduado em Coordenação Pedagógica (UFSC). Pós-Graduado em Mídias na Educação (FURG). Pós-Graduado em Gestão Pública (IFSC). Mestre em Educação (UNIATLANTICO – Universidad Europea Del Atlántico – Santander/Cantabria – Espanha). Atuação Profissional: Técnico Pedagógico na CRE - Coordenadoria Regional de Educação - Joinville, SC. Articulador Pedagógico na Rede Municipal de Educação em Joinville, SC. Teólogo, Cientista Religioso, Filósofo, Educador, Escritor e Palestrante. Mas acima de tudo um servo do Senhor Jesus!
Estudos Bíblicos Para o Século 21 - O Poder das Palavras na Bíblia: O Impacto Espiritual e Prático do que Você Diz
O Poder das Palavras na Bíblia: O Impacto Espiritual e Prático do que Você Diz
As palavras têm peso. No ambiente digital e no cotidiano, o que sai da nossa boca (ou dos nossos dedos, ao digitar) constrói pontes ou cava abismos. A Bíblia Sagrada dedica centenas de versículos para nos alertar sobre a gravidade do uso da língua.
Neste estudo bíblico profundo, vamos analisar o que o Antigo e o Novo Testamento revelam sobre o poder das palavras e como podemos consagrar nossa comunicação a Deus.
1. O Fundamento no Antigo Testamento: Vida e Morte na Língua
No Antigo Testamento, a palavra empenhada tem valor de aliança. O coração humano reflete-se diretamente naquilo que professa.
Provérbios 18:21
"A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto."
Comentário Teológico: Este texto sapiencial (de sabedoria) eleva a fala a uma categoria de extrema responsabilidade. A antítese entre "morte" e "vida" mostra que a língua atua como uma semeadura. O "fruto" que colhemos na vida — seja paz, reconciliação, ira ou destruição — é o resultado direto das sementes verbais que lançamos no dia a dia.
Salmo 141:3
"Põe guarda à minha boca, ó Senhor; vigia a porta dos meus lábios."
Comentário Teológico: O salmista reconhece a incapacidade humana de controlar perfeitamente a fala sem o auxílio divino. A metáfora da "guarda" e da "porta" evoca a imagem de uma cidade fortificada. Deixar a boca sem vigilância espiritual é o mesmo que abrir as portas de uma fortaleza para a invasão do inimigo. O controle da língua começa com uma oração de dependência.
2. O Fundamento no Novo Testamento: O Reflexo do Coração
Jesus e os apóstolos elevaram o padrão, mostrando que a palavra externa é apenas o sintoma de uma realidade interna.
Mateus 12:36-37
"Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo; porque pelas tuas palavras serás justificado e pelas tuas palavras serás condenado."
Comentário Teológico: Cristo traz uma advertência escatológica (sobre o fim dos tempos) severa. Até mesmo as palavras "frívolas" — aquelas ditas sem pensar, fofocas ou piadas maliciosas — estão registradas no tribunal divino. As palavras servem como evidência pública do estado do coração do homem perante o Justo Juiz.
Efésios 4:29
"Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas unicamente a que seja boa para edificação, conforme a necessidade, assim transmita graça aos que ouvem."
Comentário Teológico: O apóstolo Paulo estabelece o filtro da comunicação cristã. A palavra "torpe" (podre, sem valor) deve ser substituída por palavras que carreguem duas características: edificação (construção) e graça (favor imerecido). Falar, para o cristão, torna-se um ato de ministração espiritual ao próximo.
3. A Anatomia da Língua Segundo Tiago
O capítulo 3 da epístola de Tiago é o tratado bíblico mais completo sobre o tema. Ele utiliza metáforas poderosas para ilustrar a desproporção entre o tamanho desse órgão e o estrago que ele pode causar.
Tiago 3:3-5
"Ora, se pomos freio na boca dos cavalos, para que nos obedeçam, também conseguimos dirigir todo o seu corpo. Vede também os navios que, sendo tão grandes e levados por impetuosos ventos, se viram com um bem pequeno leme para onde quer a vontade do piloto. Assim também a língua é um pequeno membro e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia."
Comentário Teológico: Tiago usa três ilustrações — o freio do cavalo, o leme do navio e a faísca no bosque. O argumento central é o controle e a direção. Quem domina a língua domina o rumo da própria vida. Por outro lado, a negligência em refrear o falar pode iniciar um incêndio destruidor em famílias, ministérios e relacionamentos.
Tiago 3:9-10
"Com ela bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim."
Comentário Teológico: Aqui é exposta a terrível incoerência da duplicidade humana. Tiago denuncia a hipocrisia de usar o mesmo instrumento de adoração no culto de adoração a D'US para ferir a imagem de Deus refletida no próximo na segunda-feira. A verdadeira espiritualidade exige uma linguagem regenerada e coerente.
Conclusão e Apelo: O Desafio da Coerência
Olhando para toda a Escritura, fica claro que a nossa boca é um termômetro da nossa saúde espiritual. Não podemos tratar nossos erros de fala como "deslizes bobos". Eles são manifestações de um coração que precisa de cura e pastoreio.
Se o Espírito Santo confrontou você hoje através deste estudo, não ignore essa voz. Arrependa-se das vezes em que suas palavras feriram, dividiram ou destilaram veneno. Escolha, a partir de hoje, usar a sua voz como um instrumento de cura, encorajamento e proclamação da verdade. Deixe que a graça governe os seus lábios.
Oração de Consagração da Língua
Formação: Bacharel em Teologia com Ênfase em Grego e Hebraico (SALT/IAE - UNASP). Licenciado em Pedagogia com Habilitação em Séries Iniciais e Administração Escolar (ACE/FGG). Licenciado em Ciências da Religião com Habilitação em Ensino Religioso (FURB). Licenciado em Filosofia (UNIASSELVI). Pós-Graduado em Interdisciplinaridade na Educação e Metodologia do Ensino Superior (IBPEX/UNIVILLE). Pós-Graduado em Psicopedagogia Clínica e Institucional (FACINTER/UNIVILLE). Pós-Graduado em Coordenação Pedagógica (UFSC). Pós-Graduado em Mídias na Educação (FURG). Pós-Graduado em Gestão Pública (IFSC). Mestre em Educação (UNIATLANTICO – Universidad Europea Del Atlántico – Santander/Cantabria – Espanha). Atuação Profissional: Técnico Pedagógico na CRE - Coordenadoria Regional de Educação - Joinville, SC. Articulador Pedagógico na Rede Municipal de Educação em Joinville, SC. Teólogo, Cientista Religioso, Filósofo, Educador, Escritor e Palestrante. Mas acima de tudo um servo do Senhor Jesus!
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