



“A Constituição já prevê ensino religioso, sem especificar a religião. Agora, quando o presidente assina um acordo interpretando esses termos da Lei com o Vaticano, é outra coisa”, diz Salomão Ximenes, da ONG Ação Educativa.
Ele critica, também, o fato de que os termos do acordo só serão conhecidos depois de assinados. “Não houve debate público, ninguém sabe do que fala o texto. Pegou todo mundo de surpresa”, disse.
A ONG pró-aborto Católicas pelo Direito de Decidir também reclamou da medida. “Nós somos católicas, mas nem por isso concordamos com a discriminação das outras religiões. O Brasil não é democrático e laico?”, questionou Regina Soares Jurkewicz.
Da mesma ONG, Marta Elizabeth Vieira teme que o ensino religioso interfira o debate sobre o aborto. “O ensino religioso nas escolas vai formar crianças. Algumas delas vão ser médicos, que vão ter um pensamento católico e se posicionarão de outra maneira na hora de exercer a profissão”.
Itamaraty se defende
Diplomata do Ministério das Relações Exteriores que acompanha Lula em Roma disse, por telefone, que as críticas são infundadas. “Não sei por que tanto barulho. O acordo só reúne leis que já existem e já vigoram no país”, disse.
Segundo ele, o ensino religioso continuará facultativo e plural.
O acordo só será divulgado à imprensa depois de Lula assinar o documento com Bento 16 - o que deverá acontecer por volta das 11h, no horário de Brasília. O encontro será a portas fechadas. (Fonte: BOL)
2 comentários:
Como futuro cientista da religião e como professor do ensino religioso, quero expressar a minha insatisfação com esse acordo assinado pelo presidente.
Se acordo for adiante, só trará prejuizos e o aumento da discriminação e do desrespeito as outras instituições religiosas. O ensino religioso precisa continuar laico, sem proselitismo, com a abordagem dos valores das religiões em geral.Religião faz parte do universo cultural do povo brasileiro, não podemos deixa que esse acordo prossiga adiante. Paulo acadêmico do curso Ciencias da Religião/Unimontes
Como professor do ensino religioso, estou insatisfeito com esse acordo,que só trará prejuizos e o aumento da discriminação.
O ensino religioso deve continuar laico, sem proselitismo, abordando os valores que são fundamentais para a formação do cidadão.
O Brasil e rico em culturas religiosas, e esta deve ser conhecida pelos alunos, não somente a cultura cristã católica, mas o ensino religioso deve continuar abordando a diversidade religiosa, tão fundamental para a amenizar os preconceitos religiosos.
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