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Há uma grande diferença entre praticar uma religião e experimentar um relacionamento com Deus. Há uma grande diferença entre religião e salvação. Há muitas religiões, mas um só Deus e um só Evangelho. Religião vem dos homens; "O Evangelho é o poder de Deus para a salvação por meio de Jesus Cristo". Religião é o ópio do povo; Salvação é presente de Deus ao homem perdido. Religião é história do homem pecador que precisa fazer alguma coisa para o seu deus imaginado. O Evangelho nos diz o que o Deus Santo fez pelo homem pecador. Religião procura um deus; O Evangelho é a Boa Nova de que Jesus Cristo procura o homem que se encontra no caminho errado. "Porque o Filho do Homem veio salvar o que se havia perdido" (Mateus 18:11). O Evangelho muda o ser humano por dentro por meio da presença do Espírito Santo de Deus em seu coração. Nenhuma religião tem um salvador ressuscitado, que perdoa os pecados e dá vida eterna, pois só Jesus Cristo venceu a morte. Por isso, dirija-se só a Jesus Cristo. Ele é o único que pode perdoar os seus pecados e lhe dar vida nova nesta vida e vida eterna no reino de Deus. "Crê no Senhor Jesus, e serás salvo" (Atos 16:31). "E o sangue de Jesus , Seu Filho, nos purifica de todo o pecado" (I João 1:7). Receba a Jesus AGORA em seu coração como seu Salvador e como único Senhor de sua vida. "Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações"; "Hoje é o dia da Salvação". E depois de aceitar a Cristo Ele diz: "Se me amais, guardai os meus mandamentos" (João 14:15). "Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor" (João 15:10). "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele" (João 14:21).

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Daniel Capítulo 3 - Leitura, Estudo e Reflexão



Daniel – Capítulo 3

1 O rei Nabucodonosor mandou fazer uma estátua que media vinte e sete metros de altura por dois metros e setenta de largura e ordenou que a pusessem na planície de Durá, na província da Babilônia.
2 Depois, ordenou que todos os governadores regionais, os prefeitos, os governadores das províncias, os juízes, os tesoureiros, os magistrados, os conselheiros e todas as outras autoridades viessem à cerimônia de inauguração da estátua.
3 Todos eles vieram e ficaram de pé em frente da estátua para a cerimônia de inauguração.
4 Aí o encarregado de anunciar o começo da cerimônia disse em voz alta: – Povos de todas as nações, raças e línguas!
5 Quando ouvirem o som das trombetas, das flautas, das cítaras, das liras, das harpas e dos outros instrumentos musicais, ajoelhem-se todos e adorem a estátua de ouro que o rei Nabucodonosor mandou fazer.
6 Quem não se ajoelhar e não adorar a estátua será jogado na mesma hora numa fornalha acesa.
7 Assim, logo que os instrumentos começaram a tocar, todas as pessoas que estavam ali se ajoelharam e adoraram a estátua de ouro.
8 Foi nessa hora que alguns astrólogos aproveitaram a ocasião para acusar os judeus.
9 Eles disseram ao rei Nabucodonosor: – Que o rei viva para sempre!
10 O senhor deu a seguinte ordem: “Quando ouvirem o som dos instrumentos musicais, todos se ajoelharão e adorarão a estátua de ouro.
11 Quem desobedecer a essa ordem será jogado numa fornalha acesa.”
12 Ora, o senhor pôs como administradores da província da Babilônia alguns judeus. Esses judeus – Sadraque, Mesaque e Abede-Nego – não respeitam o senhor, não prestam culto ao deus do senhor, nem adoram a estátua de ouro que o senhor mandou fazer.
13 Ao ouvir isso, Nabucodonosor ficou furioso e mandou chamar Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Eles foram levados para o lugar onde o rei estava,
14 e ele lhes disse: – É verdade que vocês não prestam culto ao meu deus, nem adoram a estátua de ouro que eu mandei fazer?
15 Pois bem! Será que agora vocês estão dispostos a se ajoelhar e a adorar a estátua, logo que os instrumentos musicais começarem a tocar? Se não, vocês serão jogados na mesma hora numa fornalha acesa. E quem é o deus que os poderá salvar?
16 Sadraque, Mesaque e Abede-Nego responderam assim: – Ó rei, nós não vamos nos defender.
17 Pois, se o nosso Deus, a quem adoramos, quiser, ele poderá nos salvar da fornalha e nos livrar do seu poder, ó rei.
18 E mesmo que o nosso Deus não nos salve, o senhor pode ficar sabendo que não prestaremos culto ao seu deus, nem adoraremos a estátua de ouro que o senhor mandou fazer.
19 Ao ouvir isso, Nabucodonosor ficou furioso com os três jovens e, vermelho de raiva, mandou que se esquentasse a fornalha sete vezes mais do que de costume.
20 Depois, mandou que os seus soldados mais fortes amarrassem Sadraque, Mesaque e Abede-Nego e os jogassem na fornalha.
21 Os três jovens, completamente vestidos com os seus mantos, capas, chapéus e todas as outras roupas, foram amarrados e jogados na fornalha.
22 A ordem do rei tinha sido cumprida, e a fornalha estava mais quente do que nunca; por isso, as labaredas mataram os soldados que jogaram os três jovens lá dentro.
23 E, amarrados, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego caíram na fornalha.
24 De repente, Nabucodonosor se levantou e perguntou, muito espantado, aos seus conselheiros: – Não foram três os homens que amarramos e jogamos na fornalha? – Sim, senhor! – responderam eles.
25 – Como é, então, que estou vendo quatro homens andando soltos na fornalha? – perguntou o rei. – Eles estão passeando lá dentro, sem sofrerem nada. E o quarto homem parece um anjo.
26 Aí o rei chegou perto da porta da fornalha e gritou: – Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, servos do Deus Altíssimo, saiam daí e venham cá! Os três saíram da fornalha,
27 e todas as autoridades que estavam ali chegaram perto deles e viram que o fogo não havia feito nenhum mal a eles. As labaredas não tinham chamuscado nem um cabelo da sua cabeça, as suas roupas não estavam queimadas, e eles não estavam com cheiro de fumaça.
28 O rei gritou: – Que o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego seja louvado! Ele enviou o seu Anjo e salvou os seus servos, que confiam nele. Eles não cumpriram a minha ordem; pelo contrário, escolheram morrer em vez de se ajoelhar e adorar um deus que não era o deles.
29 Por isso, ordeno que qualquer pessoa, seja qual for a sua raça, nação ou língua, que insultar o nome do Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego seja cortada em pedaços e que a sua casa seja completamente arrasada. Pois não há outro Deus que possa salvar como este.
30 Então o rei Nabucodonosor colocou os três jovens em cargos ainda mais importantes na província da Babilônia.

Significado de Daniel 3
B. Nabucodonosor Prova a Fé do Crente: Uma Lição de Firmeza na Fé. 3:1-30.
Tudo em Daniel 3 sugere claramente que o propósito principal deste capítulo é diretamente prático e não doutrinário. Não há predições. A narrativa simplesmente fala da sorte dos três amigos de Daniel na qualidade de firmes confessores da fé (Daniel não aparece no capítulo). Hebreus 11:34 cita a história como uma lição de fé. O incidente principal é o tema de um desenvolvimento espúrio da história em um livro apócrifo conhecido como “A Canção dos Três Jovens Hebreus”.
Os personagens do “drama” são conhecidos, todos já tendo sido apresentados anteriormente: Nabucodonosor (Dn. 3:1; cons. 1:1; 2:1); os caldeus (3: 8; cons. 2:2); os “três jovens hebreus” (3:12 e segs.; cons. 1:6, 7; 2:17, 49). Por que Daniel não foi descoberto em desobediência civil como os três foram, explica-se melhor pela conjectura de que estivesse ausente da cidade em alguma obrigação oficial.
Em harmonia com o caráter didático desta narrativa, sugerimos um esboço homilético e não um analítico. Os atos apresentados são os seguintes : 1) a oposição à fé (v. 1; cons. v. 8); 2) a tentação da fé (vs. 2-15); 3) a demonstração da fé (vs. 16-18); 4) a salvação pela fé (vs,19-30).
1) A Oposição à Fé. 3:1 (cons. v. 8).
ocasião foi o levantamento de uma imagem idólatra. As medidas fornecidas em proporção, 60 X 6 = 10 X 1, dão a ideia de uma imagem sobre um pedestal. Quanto à localização em Dura, embora haja pelo menos três lugares com esse nome de acordo com os mestres, só uma ficava perto da cidade. A imagem devia ter sido dedicada a alguma divindade babilônica, embora os versículos 12, 14, 18 pareçam anular isto. Montgomery e Keil argumentam que era um símbolo do império de Nabucodonosor. A acusação de traição (v. 12) sustenta essa declaração.
Seiss (Joseph A. Seiss, Voices from Babylon) acha que devia ser um símbolo de Jeová, uma vez que Nabucodonosor parecia querer declarar a Sua supremacia (2:47, 48). Temos precedentes para imagens de Jeová (Ex. 32; I Reis 12:25-33; cons. Atos 17:23), mas parece-nos improvável que esta tenha sido uma delas. As pessoas que lideraram o ataque (Dn. 3:8) eram aquelas que deveriam ser amigas desses hebreus, uma vez que lhes deviam suas vidas. Mas, como todos os homens perversos, opunham-se ao verdadeiro culto a Deus (cons. Pv. 29:25; Mt. 10:16-39, esp. v. 28).
2) A Tentação da Fé. 3:2-15.
A tentação era em primeiro lugar para perversão da fé. A idolatria é essencialmente a perversão de um apetite sadio de ver a Deus (João 14:6). Mas a fé deve sempre ser colocada no “Invisível” só mais tarde “feito carne” (veja Rm. 1:23; I João 5:21; Atos 17:29; Êx. 20:4-6). A tentação era em segundo lugar, para comprometer a sua fé. O progresso de sua profissão parecia depender de sua conformação com a idolatria, contanto que ocultassem ardilosamente a sua rejeição (cons. lI Reis 5:15-19). O versículo 14 sugere também uma tentação de ocultamento da fé.
3. Os sátrapas, os prefeitos e governadores, os juízos, os tesoureiros, os magistrados, os conselheiros e todos os oficiais das províncias (cons. v. 2). Alguns desses termos são semita, como o eram as línguas da Babilônia, o hebraico e o aramaico; outros vinham do persa, uma língua não semita dos senhores medo-persas do reino que se seguiu em 539 A.C (cont. caps. 5 e 6). Argumenta-se que as palavras persas foram usadas anacronicamente. Isto não está implícito, uma vez que a narrativa foi composta por Daniel, que publicou o seu livro no período persa. As palavras escolhidas, então, poderiam ter sido termos que melhor se adaptassem à compreensão e costumes dos seus leitores. Se este livro fosse composto no período grego, na Palestina, como muitos críticos defendem, seria bastante surpreendente que se usasse nele alguma palavra babilônica.
5. O som da trombeta, do pífaro, da harpa, da citara, do saltério, da gaita de foles, etc. (com. vs. 7, 10, 15). Tem-se defendido que, considerando que alguns dos nomes desses instrumentos são gregos, o livro deve ter sido escrito depois que Alexandre conquistou o Oriente. Com o passar dos anos, contudo, estudos históricos demonstram cada vez mais convincentemente que houve uma troca de cultura precoce entre a Grécia e o Oriente. Esses instrumentos musicais de origem grega simplesmente levaram consigo seus nomes gregos, como acontece com semelhante intercâmbio cultural hoje em dia, a saber, o piano, a viola, a guitarra, a citara, etc.
3) A Demonstração da Fé. 3:16-18.
16. Ó Nabucodonosor, quanto a isto não necessitamos de te responder. Ausência de quaisquer títulos lisonjeadores na maneira dos hebreus tratarem o rei não indica nenhum desrespeito – antes integridade concisa. Talvez o nome Nabucodonosor deveria estar ligado ao sentido de “o rei” do discurso começasse com “não estamos preocupados . . . “ Em vez de não necessitamos, leia-se não há necessidade. Estas palavras expressam total submissão e parecem responder à pergunta do rei no versículo 14. É verdade . . . ? ou antes,Estais determinados a . . . ?
17, 18. O nosso Deus . . . quer livrar-nos. (Cons. II Tm. 1:12). Ele nos livrará . . . das tuas mãos. Isto expressa a plena confiança de sua fé. Eles não sabiam como Deus os livraria da mão do rei – se pela morte, chamando-os à Sua presença, ou por intermédio de um ato especial da providência, salvando-os com vida. Mas mortos ou vivos, sabiam que pertenciam a Deus (I Cr. 3:21-23; veja também Hb. 13:6).
4) A Salvação pela Fé. 3:19-30.
19. Sete vezes mais. Possivelmente a palavra aramaica had, traduzida para um, na A.V., tenha aqui o sentido de nosso artigo indefinido “um”; portanto um sete vezes mais. Talvez fosse uma espécie conhecida de alguma coisa que podia ser multiplicada por sete (por exemplo, a palavra heb. para semana é sete, como também a palavra semelhante para juramento). Este sete seria, então, como sugere Zoeckler (Lange's Comm.), um número que totalizava a penalidade judicial. Veja também Lv. 26:18-24; Mt. 18:21, 22.
21. Foram amarrados em suas próprias roupas, pois não foi dado tempo para preparativos especiais. O significado das palavras para as peças das roupas está atualmente quase que totalmente perdido. Deve ter-se perdido desde o tempo das primeiras traduções, e a Septuaginta (não o texto grego de Teodósio, que é melhor) vem do período quando certos críticos acham que este livro foi escrito. Se as palavras eram desconhecidas nos dois primeiros séculos e meio A.C. , então o livro deve ter sido escrito muito antes.
24,25. Estas palavras devem ser interpretadas do ponto de vista pagão de Nabucodonosor, não de nosso ponto de vista cristão. Semelhante a um filho dos deuses (no aram. da-mê lebar elahîn), isto é, como um ser de aparência divina. O rei estava pensando nas diversas classes de divindades pagãs. (Um caso semelhante de erro na A.V. se encontra em Mt. 27:54). Esta pessoa poderia muito bem ter sido o Filho de Deus pré-encarnado, mas nesse caso, Nabucodonosor não sabia quem Ele era. Veja Is. 43:1-3.
A vitória da fé tinha cinco objetivos:
1) Foram soltos de suas amarras (v. 25).
2) Foram protegidos do mal (v. 27).
3) Foram confortados na provação (vs. 24, 25, 28).
4) Seu Deus foi glorificado (v. 29).
5) Como servos de Deus foram recompensados (v. 30).


C. Livramento da fornalha (3.1-30).
Neste capítulo, veremos em seus 30 versículos, Deus libertando três jovens fiéis da fornalha acesa 7 vezes mais.
Para instruir os seus leitores sobre o fato de que o povo de Deus deveria admirar seus companheiros e manter-se fiel somente a Deus, Daniel relata o livramento miraculoso de seus amigos da fornalha ardente operado por Deus.
Ilustra também a verdade de que, no final, Deus frustrará os intentos até mesmo dos reis mais poderosos que tentam levar o seu povo a abandonar o seu Deus para adorar outras divindades.
Isso nos relembra outras histórias bíblicas igualmente importantes como o caso da rainha Ester e Mordecai que enfrentaram um desafio de morte certa e anunciada previamente pelo inimigo, mas que Deus fez o caso reverter a favor dos seus.
As opiniões diferem quanto à identidade dessa extraordinária imagem, se seria do próprio Nabucodonosor ou de uma divindade babilônica, ou apenas um obelisco.
Do que se sabe a respeito da tradição religiosa da Babilônia, parece provável que a imagem era de Bel ou de Nabu, o deus patrono de Nabucodonosor.
Prostrar-se diante da imagem dessa divindade indicaria também submissão a Nabucodonosor, o representante da divindade (cf. 2.46).
Provavelmente, o ouro recobria a fabricação da imagem, sendo ela muito parecida com o que é descrito em Is 40.19; 41.7; Jr 10.3-9. As suas medidas eram de sessenta côvados de altura por seis de largura. As proporções são a razão que levaram alguns a concluir que a imagem era um obelisco e não uma forma humana (as proporções do corpo humano são de seis para um e não de dez por um como essa imagem).
Entretanto, a imagem pode ter sido colocada sobre um pedestal, ou apresentar uma forma estilizada no campo de Dura. Sua localização é incerta. É normalmente associada com Tolul Dura, localizada cerca de 10 km ao sul da cidade de Babilônia.
Foram juntados por ordem do rei os sátrapas, os prefeitos, os governadores, os conselheiros, os tesoureiros, os juízes, os magistrados, e todos os oficiais das províncias.
As responsabilidades precisas desses sete tipos diferentes de oficiais são desconhecidas. Cinco dos sete parecem ser de origem persa, talvez indicando que Daniel não completou a redação desse relato até depois do início do governo persa em 593 a.C.
Eles deveriam vir à dedicação da estátua juntamente e todos estavam de pé diante daquela imagem e o pregoeiro clamou em alta voz ordenando que todos os povos, nações e gente de todas as línguas assim que ouvissem o som de certos instrumentos, deveriam se prostrar e adorarem a imagem de ouro do rei Nabucodonosor.
Os instrumentos usados para o anúncio, para o toque que iria desencadear a adoração da estátua seria dado por trombeta, flauta, harpa, cítara, saltério, gaita de foles e de toda a sorte de música. Três dos seis termos usados para os diferentes tipos de instrumento musical são responsáveis pelas únicas palavras emprestadas do grego ("cítara", "harpa" e "gaita de tole") que encontramos em Daniel.
Isso não surpreende, uma vez que o intercâmbio de músicos e seus instrumentos entre as cortes reais tem uma longa história. A presença desses termos gregos, portanto, não se constituem numa evidência conclusiva de que esse relato tenha sido escrito após a conquista de Alexandre o Grande.
O fato que marcava o evento era a forte presença da música dos instrumentos agitando o povo como querendo nele provocar grande comoção e alegria.
O castigo seria terrível para quem não cumprisse a ordem do rei. E foi preparada para isso uma fornalha ardente. Fornalhas ou fornos eram muito usados na Babilônia para cozer tijolos (Gn 11.3). Não era incomum ver tais fornalhas serem usadas para execução pelo fogo (citações referencias da BEG: Jr 29.22; veja Heródoto 1.86; 4.69; veja também 2Macabeus 7 [um livro apócrifo]).
A ordem foi dada, os instrumentos tocados e uma grande cerimonia de adoração teve inicio massageando assim o ego do rei. No entanto, alguns caldeus, aqui, o termo “caldeu” é mais bem compreendido como indicativo de uma nacionalidade em vez de uma função, como fora no capítulo anterior.
Os informantes desprezavam os judeus simplesmente porque eram judeus (v. 12; Et 3.5-6). A posição privilegiada de Sadraque, Mesaque e Abede--Nego (2. 49) aguçou a hostilidade dos caldeus contra eles (v. 12). Pelo que os caldeus os acusaram de não cumprirem a ordem do rei de adoração de sua estátua de ouro. Os infratores eram Sadraque, Mesaque e Abede-Nego.  
Na acusação deles, percebe-se lances de grande inveja pelo fato de terem jogado na cara do rei que aqueles eram jovens que ele o rei tinha exaltado, como se querendo dizer que isso se tratava de um grande absurdo por parte do rei.
Veja que Daniel não estava presente ou, se presente, havia sido isentado de demonstrar lealdade em razão de sua alta posição (2.48).
Nabucodonosor ficou irado, chateado com tamanho atrevimento daqueles jovens que se recusavam a adorá-lo, prostrando-se diante de sua estátua levantada para esse fim.
O rei os indaga pessoalmente sobre o fato e lhes dá uma última oportunidade de arrependimento e se prepara para repetir todo processo para eles se curvarem. Ele concluiu a sua ameça com uma frase que o exaltava acima de qualquer coisa: quem é o deus que vos poderá livrar das minhas mãos?
Da perspectiva gentílica e politeísta de Nabucodonosor, não havia deus capaz de fazer esse tipo de livramento. Inadvertidamente, Nabucodonosor desafiou o poder do Deus de Israel.
Nesses três jovens não vemos, em momento algum, medo de perderem a sua vida por causa disso. Nos versos de 16 a 18, eles se mantiveram firmes e disseram ao rei em resposta que se Deus quisesse, ele, sim, os livraria, mas eles mesmos não serviriam aos deuses do rei.
Os homens não afirmaram que Deus sempre protege o seu povo do sofrimento físico (Is 43.1-2). Embora ele possa optar por fazê-lo, e certamente seja capaz disso, a ideia central é de que o povo de Deus deve permanecer fiel ao seu Senhor, quaisquer que sejam as circunstâncias, porque ele é muito mais confiável do que qualquer governante humano e mais poderoso do que qualquer força na terra.
Assim, os seis primeiros capítulos de Daniel exaltam o profeta e seus amigos como homens inflexivelmente fiéis a Deus ao longo de suas provações.
O rei então ficou ainda mais irado e com raiva daquele ultraje, daquela ousadia e confiança daqueles jovens diante dele que era como se fosse o filho dos deuses.
Irado, o rei manda acender a fornalha sete vezes mais e ordenou a alguns de seus homens que os atassem e os lançassem vivos na fornalha acesa sete vezes mais.
Esses homens ataram os três jovens e colocaram sobre eles seus mantos, túnicas, turbantes e demais roupas e foram lançá-los na fornalha obedecendo ao rei.
Os jovens não ofereceram resistência e até, creio, facilitaram o serviço daqueles guardas que ao executarem a ordem do rei morreram por somente se aproximarem das fornalhas de tão quente que estava.
E assim estes três, Sadraque, Mesaque e Abednego, caíram atados dentro da fornalha de fogo ardente. Então o rei Nabucodonosor se espantou, e se levantou depressa; falou, e disse aos seus conselheiros que havia no meio da fornalha que eles lançaram, um quarto homem e o estranho era que não se queimavam, nem eram consumidos pelo fogo que, estranho, consumiu os seus guardas.
A descrição que ele, o rei, dá do quarto homem da fornalha era da semelhança de um filho dos deuses. No mundo antigo, a expressão "filho dos deuses" poderia referir-se a vários tipos de seres celestiais. Nesse caso significava anjo (v. 28).
Nenhuma explicação é apresentada sobre o motivo pelo qual Nabucodonosor reconheceu a quarta pessoa na fornalha como um ser celestial. Talvez a presença miraculosa de uma quarta pessoa fosse, em si mesma, uma razão para essa conclusão. Ou a sua aparência denotava aspectos físicos incomuns como altura e beleza extraordinária.
O rei encantado com tudo aquilo se aproxima da fornalha e pede aos jovens que saiam de lá de dentro. Ele chama os meninos de servos do Deus Altíssimo. Um título para a autoridade universal de Deus. Como no vs. 29 ("não há outro deus que possa livrar como este") e em 2.47, essa confissão nos lábios de um pagão não era um reconhecimento de que apenas o Senhor de Daniel era Deus, mas, ao contrário, que o Deus de Daniel era supremo sobre as outras divindades (4.2,17, 34). Nos lábios de um Israelita essa mesma confissão indicava monoteísmo (4.24-32; 5.18,21; 7.18-27).
Em atendimento ao rei, eles saem de lá, mas o quarto ser desaparece do cenário e da narrativa.
Foi notório a todos que o fogo não tivera poder algum contra aqueles jovens corajosos que enfrentaram um decreto de morte.
Nabucodonosor então lhes fala bendizendo ao Deus deles que tinha enviado o seu anjo para estar ali com eles, os guardando do fogo e da grande ira do rei.
O anjo pode ser identificado com o "anjo do SENHOR", que pode ter representado um aparecimento de Cristo anterior à sua encarnação (cf. 6.22; Gn 16.7; Êx 3.2). Deus prometeu a sua presença quando Israel caminhasse através do fogo (Is 43.1-3).
O passo seguinte disso foi um edito do rei dizendo publicamente que não havia outro deus. O seu decreto dizia que todo o povo, nação e língua que proferir blasfêmia contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abednego, fosse despedaçado, e as suas casas fossem feitas um monturo; porquanto não havia outro deus que pudesse livrar alguém dessa maneira.
O ato contínuo seguinte foi que o rei os fez prosperar. Como essa narrativa deixa claro, sua proeminência foi resultado de sua fidelidade a Deus, e não de um compromisso com os babilônios. Fonte: Jamais Desista

Reavivados Por Sua Palavra - Daniel 3 - Comentários Selecionados:

imagem. Algum símbolo religioso que exige adoração, v.5. Bíblia Shedd.
de ouro. Estátuas grandes desse tipo não eram feitas de ouro maciço, mas apenas folheadas a ouro. Bíblia de Estudo NVI Vida.
sessenta côvados de altura [vinte e sete metros de altura NVI]. As medidas da imagem testemunham do uso do sistema sexagesimal (um sistema baseado no número 60) em Babilônia, uso confirmado também por fontes cuneiformes. O sistema sexagesimal de cálculo foi uma invenção dos babilônios. Esse sistema tem algumas vantagens sobre o decimal. Por exemplo, 60 é divisível por 12 fatores, ao passo que 100 é divisível por apenas nove fatores. O sistema ainda é usado para algumas medidas, como segundos, minutos, horas, dúzias. Portanto, era natural que os babilônios construíssem essa imagem de acordo com medidas do sistema sexagesimal. A menção deste detalhe confere um verdadeiro tom babilônico à narrativa. CBASD, vol. 4, p. 858.
Incluindo o pedestal imponente sobre o qual, decerto, estava posta. Bíblia de Estudo NVI Vida.
campo de Dura. Situado, provavelmente, 10 km ao sul da cidade da Babilônia. Bíblia de Genebra.
O porquê de não se mencionar Daniel na narrativa é uma pergunta sem resposta. Não é possível saber se ele estava enfermo ou ausente, por causa de importante missão. … Porém, há certeza de que, se fosse provado, Daniel teria se mantido tão leal quanto seus companheiros. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 858.
sátrapas. No período dos persas, o título designava oficiais que regiam satrapias, as maiores divisões do império. CBASD, vol. 4, p. 859.
prefeitos. Esses oficiais administravam as províncias, seções nas quais as satrapias estavam divididas. CBASD, vol. 4, p. 859.
adorareis a imagem de ouro. Até aqui, a narrativa não menciona que se exigiria a adoração da imagem. … Prestar homenagem à imagem daria prova de sujeição ao poder do rei, mas, ao mesmo tempo, mostraria o reconhecimento de que os deuses de Babilônia, ou os deuses do império, eram superiores a todos os deuses locais. CBASD, vol. 4, p. 860, 861.
alguns homens caldeus acusaram. Não se tratava tanto de antagonismo racial ou nacional, mas de inveja e ciúmes profissional. Os acusadores eram membros da mesma casta à qual pertenciam os três judeus. CBASD, vol. 4, p. 861.
acusaram. Uma tradução literal seria: “eles comeram os pedaços de”; e daí, figurativamente, “caluniaram” ou “acusaram”. CBASD, vol. 4, p. 861.
12 tu constituíste. Aqui transparece o espírito de inveja. Bíblia Shedd.
17-18 se … quer livrar-nos … se não. Estes versículos expressam o tema central deste capítulo. A ideia não é que Deus sempre protegerá o seu povo dos danos físicos (Is 43.1-2). Ele pode fazer isso e, sem dúvida, é capaz de tanto. A ideia central é que o povo de Deus devia ser fiel a Ele, sem se importar quais fossem as consequências. Bíblia de Genebra.
19 aquecida sete vezes mais.A temperatura era controlada pelo número de foles que impeliam o ar para o interior da câmara de combustão. Portanto, a sétupla intensificação era obtida com sete foles bombeando ao mesmo tempo. Mas a expressão “sete vezes mais que de costume” podia também simbolizar “tão quente quanto possível” (com o número sete significando totalidade). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Um aumento do calor na fornalha não teria aumentado a tortura das vítimas. O rei queria impedir qualquer possibilidade de intervenção. CBASD, vol. 4, p. 863.
25 filho dos deuses. Ou “um filho dos deuses”, isto é, um ser divino. Esta declaração está de acordo com a perspectiva religiosa de Nabucodonosor. O ser era Cristo, pré encarnação. Ele literalmente cumpriu a promessa de Deus de estar com Seus filhos para livrá-los: “quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti” (Is 43:2 [ARA]). Andrews Study Bible.
A proteção divina foi publicamente revelada mediante a obra de alguém que era semelhante a um filho dos deuses, ou seja, o Redentor revelado “antes dos dias da Sua carne” (Hb 5.7) que os “salvou totalmente” (Hb 7.25) do fogo. Bíblia Shedd.
26 Deus altíssimo. Este é um título que exprime a autoridade universal de Deus. Tal como no v. 29 e em 2.47, tal confissão, nos lábios de um pagão, não é um reconhecimento de que o Senhor de Daniel é o único Deus, mas tão-somente que Ele é supremo sobre todos os deuses (4.2, 17, 34). Para um judeu, porém, isso significa que só existe um Deus (4.24-32; 5.18, 21; 7.18-27). Bíblia de Genebra.
29 decreto. Mais tarde, um decreto semelhante foi feito por Dario, rei da Pérsia, Ed 6.11-12. Mesmo assim, Deus está sendo considerado apenas um entre os deuses. Os reis dos pagãos precisam de milagres para se convenceram da existência de Deus e, ainda assim, logo voltam a adorar-se a si mesmos, 40. Bíblia Shedd.

Assista à palestra do pastor Arilton de Oliveira sobre Daniel 3 em:

Daniel 3
INTRODUÇÃO: Houve um espaço de cerca de 20 anos se passaram entre os capítulos 2 e 3. O rei Nabucodonosor mandou fazer uma estátua de ouro com 30m de altura e 3 m de largura (v.1) e chamou todos os seus governantes: Sátrapas (legisladores), Prefeitos e Governadores (executivos), Juízes e Magistrados (Judiciário) Conselheiros (Ministros), Tesoureiros (secretários administrativos) para uma grande reunião (v.2,3).
Muitas vezes caímos em situações que são armadas para nos queimar. Neste momento precisamos ter a confiança de que o Senhor não nos livra ‘do’ problema, mas nos livra ‘no’ problema.

Você já passou pelo fogo?

Vamos compreender o poder que aqueles jovens sentiram ali na fornalha:

1- O poder do louvorv.1-12

Nabucodonosor Fez um decreto real irrevogável. O arauto leu o decreto do rei para o povo (v.4) dizendo que quando tocassem os instrumentos: Cítara, Gaita de foles, Saltério, Trombeta, Harpa e Pífaro (v.5), ao ouvir a música todos deveriam se prostrar diante da estátua (v.6). Quem não obedecesse seria lançado numa fornalha de fogo ardente. Todos os povos se prostraram diante da estátua (v.7).
Isso mostra o poder do louvor. A música alegra, emociona e envolve. Por isso o rei usou a música como estratégia.
Quando você passar pelo fogo lembre-se que seu louvor tem poder de aliviar a dor da perseguição. Não agradeça a Deus somente quando tudo estiver bem. Adore ao Senhor de todo coração e Ele te livrará do fogo.
Você louva a Deus no meio das dificuldades?
Adore ao Senhor até no meio da fornalha!

2- O poder da Obediênciav.13-22

Misael, Hananias e Azarias se mantiveram firmes e não se ajoelharam diante da imagem e os outros ficaram furiosos (v.12). Por que eles não se ajoelharam? Por causa da Palavra de Deus que declara que “não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso” (Êxodo 20.3-5).
Eles foram levados perante o rei (v.13-22) e Nabucodonosor deu uma segunda chance para eles se ajoelharem (v.15). Todos se ajoelharam ao ouvir a música novamente. Mas Misael, Hananias e Azarias se mantiveram firmes e não se dobrara.
Existem muitos problemas que tentam dobrar a vida de um cristão, mas você não pode se render facilmente. Precisa manter-se firme para não perder a fé. A obediência irrestrita a Deus é uma forma poderosa de alcançar livramento em situações difíceis.
Você tem obedecido à vontade de Deus?
Obedeça a Deus mesmo que não compreenda!

3- O poder do Livramentov.23-30

Nabucodonosor ficou tão furioso que mandou amarrá-los e aumentar sete vezes mais o fogo (v. 19-21). Eles foram lançados no fogo e Nabucodonosor percebeu algo estranho (v.24), pois havia 4 homens no fogo e “o aspecto do quarto homem era semelhante a um filho dos deuses” (v.25). Eles estavam soltos passeando no fogo e nada tinha lhes acontecido. Nabucodonosor queria saber quem era aquele quarto homem e como eles ainda estavam vivos.
Quem era o quarto homem? O próprio Deus havia prometido que “quando passares pelas águas, eu serei contigo; quando, pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti” (Isaías 43.2) então enviou ao Senhor Jesus para estar com eles.
O rei se aproximou do fogo e os chamou para sair da fornalha (v.26,27). Misael, Hananias e Azarias saíram totalmente salvos sem qualquer cheiro de fumaça (v.27).
Você crê que Deus pode te livrar?
A mão do Senhor te socorre na tribulação!

Deus te livra do fogo!

-CONCLUSÃOv.28-30
Através daquela fornalha Nabucodonosor conheceu o poder de Deus louva ao Senhor pelo seu poder de livrar (v.28-30). É nos momentos mais difíceis de nossa vida que louvamos a Deus com maior intensidade e fervor.
E você?
Não se deixe influenciar pelo mundo
Ofereça seu louvor somente a Deus
Não tenha medo de perseguição
Jesus passa pelo fogo com você
Deus te livra do perigo
Seja fiel a Deus!!!

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Domingos Especiais - Daniel 3 - Slides

Espírito de Profecia - Ellen G. White
Livro: Profetas e Reis - Cap. 41
Audio: Profetas e Reis - Cap. 41

Sermão - Daniel Capítulo 2


Daniel Capítulo 2 - Leitura, Estudo e Reflexão


Daniel – Capítulo 2


1 No segundo ano de Nabucodonosor como rei da Babilônia, ele teve uns sonhos que o deixaram tão preocupado, que não podia dormir.
2 Então mandou chamar os sábios, os adivinhos, os feiticeiros e os astrólogos, para que eles explicassem os sonhos. Quando chegaram e se apresentaram diante do rei,
3 ele lhes disse: – Tive um sonho que me deixou muito preocupado e não vou ficar sossegado enquanto não souber o que ele quer dizer.
4 Eles disseram ao rei na língua aramaica: – Que o rei viva para sempre! Pedimos que o senhor nos conte o sonho e aí nós lhe diremos o que ele quer dizer.
5 Mas o rei respondeu: – Eu já resolvi que vocês têm de me contar o sonho e também explicar o que ele quer dizer. Se não puderem fazer isso, vocês serão todos cortados em pedaços, e as suas casas serão completamente arrasadas.
6 Mas, se me contarem o sonho e explicarem o que ele quer dizer, eu lhes darei presentes, prêmios e muitas honras. Portanto, digam o que foi que eu sonhei e o que o sonho quer dizer.
7 E todos os sábios disseram de novo: – Conte o senhor o sonho, e aí nós lhe diremos o que ele quer dizer.
8 Mas o rei insistiu: – Eu sei o que vocês estão fazendo. Estão é procurando ganhar tempo porque sabem que já resolvi
9 que, se vocês não me contarem o sonho, vou dar a todos o mesmo castigo. Vocês já combinaram me enganar com mentiras e falsidades, esperando que a situação mude. Contem-me o sonho, e então eu saberei que também poderão explicar o que ele quer dizer.
10 Os sábios deram ao rei esta resposta: – Não há ninguém no mundo que seja capaz de fazer o que o senhor quer. Nunca houve nenhum rei, por mais forte e poderoso que fosse, que tivesse exigido uma coisa dessas dos seus sábios, adivinhos ou astrólogos.
11 O que o senhor está querendo é impossível. Não existe quem possa atender o seu pedido, a não ser os deuses, e eles não moram com a gente aqui na terra.
12 O rei ficou tão furioso, que mandou matar todos os sábios da Babilônia.
13 A ordem foi publicada, e então foram buscar Daniel e os seus companheiros para que eles também fossem mortos.
14 Daniel foi procurar Arioque, o chefe da guarda do rei, que tinha recebido ordem para matar todos os sábios da Babilônia. Com muito jeito e cuidado,
15 Daniel perguntou a Arioque: – Por que foi que o rei deu uma ordem tão dura assim? Arioque explicou o que havia acontecido.
16 Então Daniel foi falar com o rei, e este concordou em esperar, a fim de dar tempo a Daniel para explicar o sonho.
17 Depois, Daniel foi para casa e contou tudo aos seus amigos Ananias, Misael e Azarias.
18 Daniel disse que orassem ao Deus do céu, pedindo que tivesse pena deles e lhes mostrasse o que aquele sonho misterioso queria dizer, a fim de que Daniel e os seus amigos não morressem junto com os outros sábios da Babilônia.
19 Naquela noite, Daniel teve uma visão, e nela Deus mostrou o que o sonho queria dizer. Então Daniel agradeceu a Deus,
20 dizendo: “Que o nome de Deus seja louvado para sempre, pois dele são a sabedoria e o poder!
21 É ele quem faz mudar os tempos e as estações; é ele quem põe os reis no poder e os derruba; é ele quem dá sabedoria aos sábios e inteligência aos inteligentes.
22 Ele explica mistérios e segredos e conhece o que está escondido na escuridão, pois com ele mora a luz.
23 Ó Deus dos meus antepassados, eu te agradeço e te louvo, pois me deste sabedoria e poder. Tu respondeste à nossa oração, nos mostrando o que o rei quer saber.”
24 Aí Daniel foi procurar Arioque, o oficial que tinha recebido ordem do rei para matar os sábios da Babilônia. Daniel disse: – Arioque, não mate os sábios. Leve-me para falar com o rei, e eu explicarei o sonho que ele teve.
25 Arioque levou Daniel depressa para o lugar onde o rei estava e lhe disse: – Está aqui comigo um dos judeus que trouxemos como prisioneiros e ele vai explicar o sonho que o senhor teve.
26 O rei perguntou a Daniel, que também era chamado de Beltessazar: – Você pode contar o meu sonho e explicar o que ele quer dizer?
27 Daniel respondeu: – Não há sábios, adivinhos, feiticeiros nem astrólogos que possam dar a explicação que o senhor está exigindo.
28 Mas há um Deus no céu, que explica mistérios. Foi por meio do sonho que ele fez o senhor saber o que vai acontecer no futuro. E agora, ó rei, eu vou explicar o sonho e as visões que o senhor teve enquanto dormia.
29 – O senhor estava deitado na sua cama e começou a pensar a respeito do futuro. E aquele que explica mistérios mostrou ao senhor o que vai acontecer.
30 E eu recebi a explicação do mistério, não porque seja o mais sábio de todos os homens, mas a fim de que o senhor saiba o sentido do sonho que teve e o que querem dizer os pensamentos que passaram pela sua mente, ó rei.
31 – O senhor teve uma visão na qual viu uma estátua enorme, de pé, bem na sua frente. A estátua era brilhante, mas metia medo.
32 A cabeça era de ouro puro, o peito e os braços eram de prata, a barriga e os quadris eram de bronze,
33 as pernas eram de ferro, e os pés eram metade de ferro e metade de barro.
34 Enquanto o senhor estava olhando, uma pedra se soltou de uma montanha, sem que ninguém a tivesse empurrado. A pedra caiu em cima dos pés da estátua e os despedaçou.
35 Imediatamente, o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro viraram pó, como o pó que se vê no verão quando se bate o trigo para separá-lo da palha. O vento levou tudo embora, sem deixar nenhum sinal. Mas a pedra cresceu e se tornou uma grande montanha, que cobriu o mundo inteiro.
36 – Foi este o sonho, e agora vou explicá-lo para o senhor.
37 Ó rei, o senhor é o mais poderoso de todos os reis, e foi o Deus do céu quem o fez rei; ele lhe deu poder, autoridade e honra.
38 Ele deu ao senhor o domínio em todo o mundo sobre os seres humanos, os animais e as aves. O senhor é a cabeça feita de ouro.
39 Depois do seu reino haverá outro, que não será tão poderoso como o seu; e depois desse reino haverá ainda outro, um reino de bronze, que dominará o mundo inteiro.
40 Depois, virá um quarto reino, e este será forte como o ferro, que quebra e despedaça tudo. E assim como o ferro quebra tudo, esse reino destruirá completamente todos os outros reinos do mundo.
41 Na estátua que o senhor viu, os pés e os dedos dos pés eram metade de ferro e metade de barro. Isso quer dizer que esse reino será dividido, mas terá alguma coisa da força do ferro; pois, como o senhor viu, o ferro estava misturado com barro.
42 Os dedos dos pés eram metade de ferro e metade de barro; isso quer dizer que o reino, por um lado, será forte, mas, por outro, será fraco.
43 O senhor, ó rei, viu que o ferro estava misturado com barro, e isso quer dizer que os reis procurarão unir os seus reinos por meio de casamentos. Mas como o ferro e o barro não se unem, assim também esses reinos não ficarão unidos.
44 No tempo desses reis, o Deus do céu fará aparecer um reino que nunca será destruído, nem será conquistado por outro reino. Pelo contrário, esse reino acabará com todos os outros e durará para sempre.
45 É isso o que quer dizer a pedra que o rei viu soltar-se da montanha, sem que ninguém a tivesse empurrado, e que despedaçou a estátua feita de ferro, bronze, prata, barro e ouro. O Grande Deus está revelando ao senhor o que vai acontecer no futuro. Foi este o sonho que o senhor teve, e esta é a explicação certa.
46 Então o rei Nabucodonosor se ajoelhou diante de Daniel, e encostou o rosto no chão, e depois ordenou que fossem apresentados a Daniel sacrifícios e incenso.
47 E ele disse a Daniel: – O Deus que vocês adoram é, de fato, o mais poderoso de todos os deuses e é o Senhor de todos os reis. Eu sei que é ele quem explica mistérios, pois você me explicou este sonho misterioso.
48 Em seguida, o rei colocou Daniel como alta autoridade do reino e lhe deu também muitos presentes de valor. Ele pôs Daniel como governador da província da Babilônia e o fez chefe de todos os sábios do país.
49 A pedido de Daniel, o rei pôs Sadraque, Mesaque e Abede-Nego como administradores da província da Babilônia; mas Daniel ficou na corte real.

Significado de Daniel 2

2.1 — No segundo ano do reinado. O reinado de Nabucodonosor teve início em 605 a.C., portanto esse ano provavelmente é 603 a.C., datação esta decorrente da preferência de Daniel pelo sistema cronológico de anos inteiros (Dn 1.1). O rei estava perturbado porque não conseguia determinar o futuro de seu reinado (v. 29). 

2.2,3 — O vocábulo hebraico traduzido por magos refere-se àqueles que usavam a pena — muito provavelmente pessoas que conheciam os escritos babilônicos sagrados. Os astrólogos estudavam as estrelas. Os encantadores recebiam poder de espíritos malignos. A denominação caldeus provavelmente se refere a uma classe de homens sábios. 

2.4 — Os caldeus disseram ao rei em siríaco (aramaico - nvi). Daniel 2.4—7.28 está escrito em aramaico, o idioma comum daquela época. 

2.5,6 — A expressão despedaçados refere-se à prática antiga do esquartejamento (Dn 3.29; ISm 15.33). 

2.7-9 — Se me não fazeis saber o sonho. Nabucodonosor chegou à conclusão de que, se os sábios pudessem interpretar seu sonho de modo sobrenatural, primeiro deveriam ser capazes de dizer o que ele havia sonhado. 

2.10-12 — A especificação Babilônia provavelmente se refere à cidade, e não a toda a província. 

2.13,14 — Deviam ser mortos os sábios. A punição de Nabucodonosor era excessiva e extrema (v. 15). 

2.15 — Por que se apressa tanto o mandado da parte do rei. A expressão apressa significa afiado ou severo (v. 13). 

2.16-18 — Para que pedissem misericórdia ao Deus dos céus sobre este segredo. A despeito de sua educação e de seu talento, Daniel sabia que a oração ao Deus onisciente era o primeiro passo diante de uma situação de crise. No entanto, ele não orou sozinho. Daniel buscou conselho com seus amigos, que apresentaram o caso ao Senhor com ele. Deus dos céus é um título muito usado para o Senhor na literatura do AT (v. 37,44; 2 Cr 36.23; Ed 1.2; 5.11,12; 6.9,10; 7.12,21,23; Ne 1.4,5; 2.4,20). O título enfatiza a universalidade do domínio de Deus sobre as nações. 

2.19,20 — Visão de noite. Normalmente as visões ocorriam durante o dia (Dn 8.1-14) e os sonhos, à noite. 

2.21 — O substantivo horas aqui se refere a eventos históricos.

2.22-27 — Ele revela o profundo e o escondido e conhece o que está em trevas. A expressão profundo diz respeito a algo inacessível (SI 92.5,6). O que se encontra em trevas está oculto aos olhos.  

2.28-30 — Fim dos dias é uma expressão utilizada frequentemente para se referir ao fim dos tempos, quando Deus intervirá na história humana para estabelecer Seu reino eterno (Is 2.2; Os 3.5; M q 4.1-3).

2.22-27 — Ele revela o profundo e o escondido e conhece o que está em trevas. A expressão profundo diz respeito a algo inacessível (SI 92.5,6). O que se encontra em trevas está oculto aos olhos.

2.28-30 — Fim dos dias é uma expressão utilizada frequentemente para se referir ao fim dos tempos, quando Deus intervirá na história humana para estabelecer Seu reino eterno (Is 2.2; Os 3.5; M q 4.1-3).

Daniel 2

-Introdução: Nabucodonosor ficou muito impressionado com o que viu em seu sonho (v.1) e mandou chamar os magos, encantadores, feiticeiros, astrólogos e místicos do reino para interpretar seu sonho e exigiu que revelassem o sonho com a interpretação ameaçando de pena de morte a todos (v.2-13). Como não conseguiram responder, o rei fez um decreto de matar todos os sábios do reino (v.14-23).
Quando Daniel ficou sabendo do decreto do rei, colocou-se em oração e pediu a Deus a revelação e interpretação do sonho (v.17-23). Daniel pediu a Deus a revelação do sonho e sua interpretação e exaltou ao Senhor em louvor e gratidão pela resposta.

O que significa este sonho?

Veja o significado de cada uma das partes da estátua:
Deus mostrou a Daniel que o rei sonhou com uma grande estátua com a cabeça de ouro, peito e braços de prata, cintura e coxas de bronze, pernas de ferro e pés de ferro com barro. Em seguida uma pedra atinge a estátua na altura dos pés, resultando na destruição de toda a estrutura e todos os materiais que compõem a estátua (Daniel 2.35). Depois a pedra se transformou em um monte que enche toda a terra (v.35).
Essa estátua representa o Governo Humano sobre a terra, que vai se fragilizando até ser totalmente destruído e substituído pelo poder de Deus através de Jesus Cristo representado pela pedra.
Cabeça de ouro: Império Babilônico 606 a.c. até 539 a.C. (Daniel 2.36-38). O ouro representa a riqueza e a cabeça o conhecimento de Nabucodonosor.
Peito e braços de prata: Império Medo e Persa de 539 a 331 a.C. (Daniel 2.39). O grande rei Dario unificou este império com duas partes que eram a Média (Mesopotâmia) e a Pérsia representados pelos dois braços que também são símbolos da força deste povo. O peito mostra a sensibilidade para com o povo de Deus quando durante este império foi permitida a reconstrução de Jerusalém e do templo (Neemias 1,2).
Cintura e coxas de bronze: Império Grego de 331 até 168 A.C. (Daniel 2. 39). Alexandre ‘O Grande’ foi o maior imperador grego marcando o auge deste domínio. A cintura representa a promiscuidade dos gregos e o bronze suas armas poderosas feitas deste metal.
Pernas de ferro: Império Romano 168 a.c. - 476 d.C. (Daniel 2.40). O ferro representa a dureza deste império e as duas pernas simbolizam a divisão do Império Romano em duas partes: Oriental e Ocidental. Os pés de ferro misturado com barro simbolizam as nações modernas, do ano 476 d.C. até hoje. Os países tentam se misturar, mas não conseguem como ferro e barro que não se misturam (Daniel 2.41).
O que seriam os dedos de ferro e barro?
10 dedos: dez nações que dominaram o mundo
Ferro: dureza
Barro: fragilidade
Ao longo da história houve tentativas para governar o mundo de maneira política ou econômica. Ninguém poderia ultrapassar um período de tempo. Como ferro e argila, por um lado têm força, mas são frágeis.
Alguns exemplos de nações que dominaram o mundo por um período na história são: Itália, Suíça, Portugal, Espanha, Reino Unido, França, Alemanha, Rússia, Japão, Estados Unidos.
A ONU – Organização das Nações Unidas tem tentado unir os países. Mesmo assim não consegue acabar com as guerras, por que sempre um país quer dominar o outro.

Deus revela seus propósitos!

-CONCLUSÃODaniel 2.45
Nabucodonosor ficou impressionado com a precisão da revelação de Deus e se prostra diante de Daniel e reconhece o poder de Deus (Daniel 2.46-49).
Se a estátua simboliza os reinos que se seguiram ao Império Babilônico até hoje, o que significaria a Pedra que destrói a estátua? Em Atos 4.10, 11, a rocha é usada como um símbolo de Cristo. Então a enorme pedra derrubando o Reino do mundo é Jesus em sua volta quando virá para ser o único Rei dos Reis.
Todos os reinos do mundo cairão diante do poder de Jesus Cristo!



Espírito de Profecia - Ellen G. White


Capítulo 2 de Daniel

A História da humanidade relata que milhares de pessoas sempre quiseram conhecer o futuro. A busca contínua pelo que virá atravessa os séculos e nos dias de hoje é alvo constante de especulações de todas as partes. Muitos, no desespero de conhecer o amanhã, procuram o sentido da vida nos lugares errados e com as fontes erradas.

Quantas páginas você gastaria para escrever a história da humanidade? Historiadores afirmam que precisariam em torno de seis mil livros para contar nossa História.

Daniel 2 revela o passado, o presente e o futuro em apenas nove versos. Deus apresentou um esboço da história do mundo, cobrindo um período de 2.500 anos, desde os tempos de Daniel até os nossos dias.

Em Sua Palavra, Deus revelou o futuro para todos Seus filhos sem qualquer distinção, a fim de que tivéssemos tempo de nos preparar para o que logo virá.


Deus Revela o Futuro

Daniel 2:1 – “No segundo ano do reinado de Nabucodonosor teve este um sonho; o seu espírito se perturbou, e passou-se-lhe o sono”.

No ano 603, a.C. Nabucodonosor, rei da Babilônia, preocupado acerca do futuro teve um sonho impressionante, mas que ao acordar, esqueceu. E por isso ficou muito perturbado.

Daniel 2:2 – “Então, o rei mandou chamar os magos, os encantadores, os feiticeiros e os caldeus, para que declarassem ao rei quais lhe foram os sonhos; eles vieram e se apresentaram diante do rei”.

Daniel 2:3 – “Disse-lhes o rei: Tive um sonho, e para sabê-lo está perturbado o meu espírito”.

Imediatamente, o rei mandou convocar ao palácio um grande grupo de “homens sábios” do reino. O problema é que ele não conseguia se lembrar de nenhum detalhe do sonho que lhe parecia de primordial importância.

Treinados e sustentados pela corte, os sábios diziam estar sempre em contato com os deuses. Possuíam um verdadeiro estoque de interpretações para sonhos.

Eles sempre tinham respostas para tudo; sempre na expectativa pelas ricas recompensas que receberiam. Mas, normalmente, extraíam previamente as informações suficientes para formar uma base para interpretações falsas, de caráter unicamente humano. Assim, se tão-somente o rei pudesse contar-lhes o sonho, o resto seria fácil.

Daniel 2:4 – “Os caldeus disseram ao rei em aramaico: Ó rei, vive eternamente! Dize o sonho a teus servos, e daremos a interpretação”.

Daniel 2:5 – “Respondeu o rei e disse aos caldeus: Uma coisa é certa: se não me fizerdes saber o sonho e a sua interpretação, sereis despedaçados, e as vossas casas serão feitas monturo”;

Daniel 2:6 – “mas, se me declarardes o sonho e a sua interpretação, recebereis de mim dádivas, prêmios e grandes honras; portanto, declarai-me o sonho e a sua interpretação”.

Daniel 2:7 – “Responderam segunda vez e disseram: Diga o rei o sonho a seus servos, e lhe daremos a interpretação”.

Daniel 2:8 – “Tornou o rei e disse: Bem percebo que quereis ganhar tempo, porque vedes que o que eu disse está resolvido”,

Daniel 2:9 – “isto é: se não me fazeis saber o sonho, uma só sentença será a vossa; pois combinastes palavras mentirosas e perversas para as proferirdes na minha presença, até que se mude a situação; portanto, dizei-me o sonho, e saberei que me podeis dar-lhe a interpretação”.

Daniel 2:10 – “Responderam os caldeus na presença do rei e disseram: Não há mortal sobre a terra que possa revelar o que o rei exige; pois jamais houve rei, por grande e poderoso que tivesse sido, que exigisse semelhante coisa de algum mago, encantador ou caldeu”.

Daniel 2:11 – “A coisa que o rei exige é difícil, e ninguém há que a possa revelar diante do rei, senão os deuses, e estes não moram com os homens”.

Daniel 2:12 – “Então, o rei muito se irou e enfureceu; e ordenou que matassem a todos os sábios da Babilônia”.

Daniel 2:13 – “Saiu o decreto, segundo o qual deviam ser mortos os sábios; e buscaram a Daniel e aos seus companheiros, para que fossem mortos”.

Os argumentos utilizados pelos “sábios” foram frágeis demais. Quando os adivinhadores insistiram para que o rei primeiro lhes contasse o sonho acabaram tocando num ponto delicado da questão. Nabucodonosor se irou.

Se eles se reconheciam incapazes de lhe contar o sonho, seriam igualmente incapazes de lhe dar a interpretação correta. Foi neste momento que o rei perdeu a paciência e os entregou aos cuidados do chefe da guarda, com ordens de executá-los.

Daniel 2:14 – “Então, Daniel falou, avisada e prudentemente, a Arioque, chefe da guarda do rei, que tinha saído para matar os sábios da Babilônia”.

Daniel 2:15 – “E disse a Arioque, encarregado do rei: Por que é tão severo o mandado do rei? Então, Arioque explicou o caso a Daniel”.

Daniel 2:16 – “Foi Daniel ter com o rei e lhe pediu designasse o tempo, e ele revelaria ao rei a interpretação”.

Daniel 2:17 – “Então, Daniel foi para casa e fez saber o caso a Hananias, Misael e Azarias, seus companheiros”,

Daniel 2:18 – “para que pedissem misericórdia ao Deus do Céu sobre este mistério, a fim de que Daniel e seus companheiros não perecessem com o resto dos sábios da Babilônia”.


O jovem Daniel pediu um prazo para dar a solução ao sonho do rei. Conseguido o prazo, foi para casa, e junto com seus companheiros rogou a Deus misericórdia a fim de que não perecessem.

Tanto em situações de emergência como em tempos normais, Daniel era um homem de oração. Há momentos, no entanto, em que há necessidade de companhia e comunhão na oração.

Unidos em espírito, os jovens dobraram os joelhos rogando a Deus que, lá de cima, viesse a resposta. Grande parte do tempo solicitado foi gasto em oração ao único Deus que poderia prover a resposta.

A oração é mais do que algo necessário todos os dias, a oração é algo que se precisa o dia todo.


Deus Honra a Fé de Daniel

Daniel 2:19 – “Então, foi revelado o mistério a Daniel numa visão de noite; Daniel bendisse o Deus do céu”.

Daniel 2:20 – “Disse Daniel: Seja bendito o nome de Deus, de eternidade a eternidade, porque dele é a sabedoria e o poder”;

Daniel 2:21 – “é Ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis; ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos inteligentes”.

Daniel 2:22 – “Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz”.

Daniel 2:23 – “A ti, ó Deus de meus pais, eu Te rendo graças e Te louvo, porque me deste sabedoria e poder; e, agora, me fizeste saber o que Te pedimos, porque nos fizeste saber este caso do rei”.

A primeira coisa que Daniel fez ao receber a revelação foi glorificar o Deus dos Céus. Muitas pessoas agem como cristãos quando se trata de pedir a bênção a Deus, mas agem como ateus quando se trata de agradecer-Lhe pelas bênçãos concedidas. O exemplo de Daniel nos mostra que devemos ser fiéis em todos os momentos.

Daniel 2:24 – “Por isso, Daniel foi ter com Arioque, ao qual o rei tinha constituído para exterminar os sábios da Babilônia; entrou e lhe disse: Não mates os sábios da Babilônia; introduze-me na presença do rei, e revelarei ao rei a interpretação”.

Daniel intercedeu por aqueles homens e o rei lhes poupou a vida. Quantas vezes os injustos são beneficiados pela presença dos justos! Se apenas dez justos pudessem ser encontrados em Sodoma, a multidão de perversos seria poupada por causa deles. Mesmo assim os perversos ridicularizam e perseguem exatamente aqueles, por meio de quem muitas vezes, suas vidas são poupadas.

Daniel 2:25 – “Então, Arioque depressa introduziu Daniel na presença do rei e lhe disse: Achei um dentre os filhos dos cativos de Judá, o qual revelará ao rei a interpretação”.

Arioque tentou dar a Nabucodonosor a impressão de que ele estivera procurando alguém para interpretar o sonho do rei e, como resultado de sua diligente busca, finalmente encontrara. Ele estava ansioso para obter alguma vantagem do que aconteceria a seguir.

Daniel 2:26 – “Respondeu o rei e disse a Daniel, cujo nome era Beltessazar: Podes tu fazer-me saber o que vi no sonho e a sua interpretação?”

O rei parecia estar questionando a habilidade de alguém tão jovem e inexperiente poder fazer aquilo que os seus veneráveis sábios não conseguiram.

Daniel 2:27 – “Respondeu Daniel na presença do rei e disse: O mistério que o rei exige, nem encantadores, nem magos nem astrólogos o podem revelar ao rei”;

Daniel 2:28 – “mas há um Deus no céu, o qual revela os mistérios, pois fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de ser nos últimos dias. O teu sonho e as visões da tua cabeça, quando estavas no teu leito, são estas”:

Na presença do rei, Arioque atribuiu a si mesmo a totalidade do mérito de haver encontrado a Daniel. Por outro lado, o jovem hebreu nenhum mérito reclamou para si próprio, dispensando qualquer crédito pessoal pela revelação.

Uma orientação sábia nos adverte: “Cuide dos pensamentos; eles se tornam palavras. Cuide das palavras; elas se tornam ações. Cuide das ações; elas se tornam hábitos. Cuide dos hábitos; eles se tornam caráter. Cuide do caráter; ele determina o seu destino”.

Daniel estava preparado para responder às perguntas do rei terrestre a respeito do sonho porque havia se comunicado primeiro com o Rei Celestial. Devemos aplicar o mesmo princípio às nossas atividades na vida diária, se queremos ser vitoriosos.

Daniel não sentiu vergonha de confessar o seu Deus diante do rei. Mas explicou que não possuía qualquer sabedoria nem conhecimento superior como razão para o que diria ao rei. Atribuiu a revelação e sua explicação completamente a Deus.

O Senhor revelou a Daniel o significado do sonho de Nabucodonosor, e assim o disse:

Daniel 2:29 – “Estando tu, ó rei, no teu leito, surgiram-te pensamentos a respeito do que há de ser depois disto. Aquele, pois, que revela mistérios te revelou o que há de ser”.

Daniel 2:30 – “E a mim me foi revelado este mistério, não porque haja em mim mais sabedoria do que em todos os viventes, mas para que a interpretação se fizesse saber ao rei, e para que entendesses as cogitações da tua mente”.

Daniel 2:31 – “Tu, ó rei, estavas vendo, e eis aqui uma grande estátua; esta, que era imensa e de extraordinário esplendor, estava em pé diante de ti; e a sua aparência era terrível”.

Daniel 2:32 – “A cabeça era de fino ouro, o peito e os braços, de prata, o ventre e os quadris, de bronze”;

Daniel 2:33 – “as pernas, de ferro, os pés, em parte, de ferro, em parte, de barro”.

Daniel 2:34 – “Quando estavas olhando, uma pedra foi cortada sem auxílio de mãos, feriu a estátua nos pés de ferro e de barro e os esmiuçou”.

Daniel 2:35 – “Então, foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a palha das eiras no estio, e o vento os levou, e deles não se viram mais vestígios. Mas a pedra que feriu a estátua se tornou em grande montanha, que encheu toda a Terra”.

O rei nunca havia ouvido um milagre como esse. Ali estava alguém que podia tornar explícitas as particularidades de um sonho sem que tivesse recebido nenhuma pista de ninguém.

Na antiguidade, as pessoas desenvolviam a adoração pública ajoelhando-se aos pés das imagens de seus deuses. Algumas dessas imagens eram muito grandes. Talvez tenha sido por essas duas razões que Deus decidiu revelar os eventos futuros ao rei pagão, utilizando a figura de uma imensa e deslumbrante estátua.

Daniel 2:36 – “Este é o sonho; e também a sua interpretação diremos ao rei”.

Daniel 2:37 – “Tu, ó rei, rei de reis, a quem o Deus do céu conferiu o reino, o poder, a força e a glória”;

Daniel 2:38 – “a cujas mãos foram entregues os filhos dos homens, onde quer que eles habitem, e os animais do campo e as aves do céu, para que dominasses sobre todos eles, tu és a cabeça de ouro”.

Esta declaração torna evidente que a cabeça simbolizava o poderoso e magnífico império babilônico, rico em ouro. Mas a despeito de sua glória, este império devia passar.

Daniel 2:39 – “Depois de ti se levantará outro reino, inferior ao teu; e um terceiro reino, de bronze, o qual terá domínio sobre toda a terra”.

O segundo reino seria a Medo-Pérsia, representada pelo peito e dois braços de prata da estátua – um império mundial proveniente da união entre medos e persas. Em 539 a.C o general persa, Ciro, derrotou o império babilônico e estabeleceu a segunda potência universal.

O profeta de Deus antecipou o destino infeliz de Babilônia, enquanto essa ainda era a metrópole mais importante do mundo, sem qualquer perspectiva de ser destruída por agentes humanos. Em Isaías 45:1 temos uma profecia que, além de citar o nome de Ciro, menciona detalhes de como ele conquistaria a cidade de Babilônia.

Duzentos anos mais tarde, em 331 a.C, a Medo-Pérsia caía diante das forças da Grécia comandadas por Alexandre, o Grande. Este império é representado pelo ventre e quadris de bronze. Este também daria lugar a um outro reino universal.

Daniel 2:40 – “O quarto reino será forte como ferro; pois o ferro a tudo quebra e esmiúça; como o ferro quebra todas as coisas, assim ele fará em pedaços e esmiuçará”.

O ferro simbolizava o tremendo poder do “quarto reino” da terra. O ferro é mais forte do que o ouro, a prata e o bronze. As duas pernas simbolizavam o quarto império. Roma Oriental e Ocidental.

Depois da morte de Alexandre, seu império se enfraqueceu e foi dividido entre facções rivais, até que finalmente em 168 a.C, na batalha de Pidna, o "Império do Ferro", esmagou a Grécia.


De Roma Aos Dias Atuais

O Império Romano foi o que mais durou, o mais extenso e o mais poderoso. O imperador romano, César Augusto, era quem governava quando Jesus nasceu por volta de 2000 anos atrás. Cristo e os apóstolos viveram durante o período representado pelas pernas de ferro.

Daniel 2:41 – “Quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte, de barro de oleiro e, em parte, de ferro, será esse um reino dividido; contudo, haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, pois que viste o ferro misturado com barro de lodo”.

Daniel 2:42 – “Como os dedos dos pés eram, em parte, de ferro e, em parte, de barro, assim, por uma parte, o reino será forte e, por outra, será frágil”.

Daniel 2:43 – “Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo misturar-se-ão mediante casamento, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro”.

Aqui fica claro que não surgiria novamente um novo e grande império, mas divisões do quarto. Durante o quarto e o quinto séculos da era cristã, mais especificamente em 476 da era atual reinos bárbaros vindo do norte, invadiram o decadente império romano, destruindo as barreiras.

Finalmente, dez das tribos ganharam a maioria do território ocidental de Roma, e dez nações distintas e independentes se estabeleceram dentro das fronteiras da Europa. Os dedos representavam as nações que deram origem à Europa atual. A História confirma que os reinos que resultaram da divisão do Império Romano foram os seguintes:

Francos (França), anglo-saxões (Inglaterra), alemanos (Alemanha), suevos (Portugal), visigodos (Espanha), burgundos (Suíça), lombardos (Itália) e os vândalos, hérulos e ostrogodos que mais tarde foram destruídos.

Daniel disse: “Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão mediante casamento, mas não se ligarão uns aos outros, assim como o ferro não se mistura com o barro”.

Durante anos muitos homens tentaram unir esses reinos novamente para formar um quinto império mundial, mas, todos fracassaram. Os casamentos deram-se especialmente entre as casas reinantes.

Quando irrompeu a 1ª Guerra Mundial, quase todos os monarcas da Europa eram parentes. A rainha Vitória da Inglaterra era chamada a “avó da Europa”, pois quase todos os reis pertenciam à sua dinastia.

O rei da Espanha, o czar da Rússia, o rei da Inglaterra, o imperador da Alemanha, etc., todos eram parentes. Nesta guerra brigaram entre si: tios, sobrinhos e avós. O resultado foi que quase todos os reinos caíram e foram substituídos por repúblicas.

Alguns governantes tentaram em vão unir as nações da Europa: Carlos Magno, Luís XIV e Napoleão Bonaparte da França; Carlos V da Espanha; Guilherme II e Adolf Hitler da Alemanha. Todas tentativas frustradas.

Hitler foi o último que tentou unificar as nações da Europa através da 2ª Guerra Mundial (1939 –1945). A História nos revela que todo seu exército foi derrotado pelo frio da Rússia. Através da Natureza, Deus mostrou que nem Hitler, nem ninguém atrapalhariam seu plano. A profecia se mantém em pé: não se uniram!

Esta profecia nos garante que não haverá o quinto império mundial. Os impérios abrangidos pela estátua histórica foram quatro: Babilônia (605 – 539 a.C.); Medo-Pérsia (539 – 331 a.C.); Grécia (331 – 168 a.C.) e Roma (168 a.C – 476 a.D.). Foram estes os quatro impérios mundiais. Qualquer livro de História confirmará a seqüência e as datas.

O notável cumprimento desta profecia constituiu uma prova evidente de que efetivamente “há um Deus nos Céus” que dirige todo o Universo, inclusive esta Terra.

Daniel 2:44 – “Mas, nos dias destes reis, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos estes reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre”,

Daniel 2:45 – “como viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro. O Grande Deus fez saber ao rei o que há de ser futuramente. Certo é o sonho, e fiel, a sua interpretação”.

Estes reis são as divisões que surgiram com a queda do império romano – as atuais nações da Europa Ocidental. Vivemos no tempo destas nações, no tempo representado pelos dedos dos pés da estátua e por isso concluímos que o estabelecimento do Reino de Deus está próximo.

A figura mais importante no capítulo 2 de Daniel não é Nabucodonosor, nem Daniel, tampouco a estátua. É a Pedra.

Quem é a pedra? – A Bíblia deixa claro que a pedra representa Jesus Cristo (Is 28:16; I Co 10:4; Ef 2:20). O próprio Jesus confirmou isso em Lucas 10:17-18, usando o mesmo símbolo de Daniel. Ele disse a Seu próprio respeito: “A pedra que os construtores rejeitaram, esta veio a ser a principal pedra, angular”.

Aqui, Jesus Se refere a Si próprio como sendo a pedra angular de Isaías. E prossegue: “Todo o que cair sobre esta pedra, ficará em pedaços [ou seja, converter-se-á]; e aquele sobre quem ela cair, ficará reduzido a pó”. A pedra que reduz a pó é a pedra sobrenatural de Daniel.


É importante relembrar que a pedra sobrenatural não feriu a estátua em sua cabeça de ouro (Babilônia), ou em seu peito de prata (Medo-Pérsia), tampouco em seu ventre e coxas de bronze (Grécia), ou mesmo nas pernas de ferro (Roma). A Bíblia diz que ela feriu a estátua nos pés e dedos, e que seria “nos dias destes reis”, ou seja, em nossos dias, que o Deus do Céu estabeleceria um reino que jamais será destruído.

Daniel 2:46 – “Então, o rei Nabucodonosor se inclinou, e se prostrou rosto em terra perante Daniel, e ordenou que lhe fizessem oferta de manjares e suaves perfumes”.

Daniel 2:47 – “Disse o rei a Daniel: Certamente, o vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos reis, e o revelador de mistérios, pois pudeste revelar este mistério”.

Daniel 2:48 – “Então, o rei engrandeceu a Daniel, e lhe deu muitos e grandes presentes, e o pôs por governador de toda a província da Babilônia, como também o fez chefe supremo de todos os sábios da Babilônia”.

Daniel 2:49 – “A pedido de Daniel, constituiu o rei a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego sobre os negócios da província da Babilônia; Daniel, porém, permaneceu na corte do rei”.

Durante algum tempo, Nabucodonosor sentiu-se influenciado a reverenciar o único e verdadeiro Deus. A revelação do futuro do mundo fez com que um rei pagão se prostrasse em reverência ao Rei dos reis.

Não há mais como negar o poder de Deus a autenticar cada linha das Escrituras Sagradas. Nela se podem ver as próprias digitais do Senhor. O fato de que o sonho de Nabucodonosor se cumpriu ao pé da letra nos dá a garantia de que a parte que ainda falta [a pedra] também se cumprirá. A volta de Cristo a este mundo é o último evento desta profecia a se cumprir.

A História do mundo move-se para o glorioso alvo do quinto reino universal – O REINO DE DEUS.

Por centenas de anos a prece “Venha o Teu Reino” tem sido pronunciada por milhões de pessoas. Quando esta prece for respondida, a longa e escura noite de tragédias e tristezas terá o seu fim para sempre. O eterno sonho de todo homem – paz e segurança – se tornará realidade, assim como o sonho de Jesus, que sempre foi o de morar conosco.

“O maior motivo pelo qual Deus nos revelou o breve futuro é simplesmente por que Ele nos ama e quer que cada um de nós esteja preparado para viver em seu reino eterno”.


- Texto da Jornalista Graciela E. Rodrigues, inspirado em palestra do Dr. Mauro Braga, advogado em S. Paulo.

(Fonte: www.iasdemfoco.net)

Sermão - Daniel Capítulo 1